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sábado, 26 de setembro de 2026

PRF apura uso de redes sociais por superintendente para vender cursos

 Wermeson Pestana, o "Jhonson Pestana", usava o perfil nas redes sociais para promover aulas de legislação de trânsito

02/06/2026 
Arte/Metrópoles
PRF apura uso de redes sociais por superintendente para vender cursos
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O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Espírito Santo, Wermeson Mario Pestana, conhecido como “Jhonson Pestana” nas redes sociais, é alvo de análise do setor correicional da corporação por suposta utilização de sua visibilidade institucional para divulgar cursos particulares de legislação de trânsito. A informação foi confirmada pela própria PRF à coluna nesta terça-feira (2/6).

Segundo denúncias obtidas pela coluna, Pestana utiliza o mesmo perfil pessoal nas redes sociais para divulgar ações oficiais da corporação e promover seus cursinhos particulares de preparação para concursos.

Em uma das fotos, datada de 12 de outubro de 2025, ele aparece em um evento público ao lado do ex-deputado e ex-governador do estado Renato Casagrande (PSB).

Judiciário

Em fevereiro de 2023, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) analisou um recurso envolvendo a atuação de Wermeson em atividades de magistério e divulgação de conteúdo nas redes sociais. Na ocasião, a Corte derrubou uma liminar que impedia a Polícia Rodoviária Federal de apurar administrativamente a conduta do servidor.

No processo, a União argumentou que a legislação da carreira exige “dedicação integral e exclusiva dos policiais rodoviários federais”. Em sua defesa, o policial sustentou que as atividades eram de natureza intelectual, exercidas fora do horário de serviço e sem prejuízo às funções na corporação.

Ao analisar o caso, o desembargador responsável pelo caso entendeu que não cabia ao Judiciário impedir previamente a administração pública de apurar os fatos e votou pelo prosseguimento da apuração administrativa.

“De qualquer modo, não cabe cortar o andamento de apuração e, quanto ao tema de fundo, a análise do caso deve ser aprofundada, e não há, no exame do momento, elementos suficientes para determinar que a União se abstenha de instaurar ou dar prosseguimento a eventuais processos administrativos disciplinares em face do agravado.”

Trajetória

Policial rodoviário federal desde 2016, Wermeson iniciou a carreira na superintendência regional de Rondônia, onde atuou em atividades operacionais nas regiões de Porto Velho (RO), Humaitá (AM) e na área de fronteira com a Bolívia.

Além disso, integrou o Grupo de Educação de Trânsito (Getran) e a Base Descentralizada de Comunicação (BDCOM) em Rondônia. Também participou de missões ligadas aos Grupos de Direitos Humanos em ações de combate ao trabalho em condições análogas à escravidão.

Em 2020, foi removido para a superintendência da PRF no Espírito Santo, seu estado de origem, passando a atuar no Grupo de Fiscalização de Trânsito e Transporte (GFT) da Delegacia de Linhares. Em 2022, concluiu o Curso Avançado de Fiscalização de Trânsito (CAFTI), promovido pela UniPRF.

No ano seguinte, foi designado para o comando da Superintendência da PRF no Espírito Santo. O termo de posse foi assinado pelo diretor-geral da PRF, Antônio Fernando. 

Em nota enviada à coluna, a Polícia Rodoviária Federal informou que o caso está sendo analisado internamente.

“A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que os fatos mencionados no questionamento são de conhecimento da administração e objeto de análise pelo setor correicional da PRF”, afirmou a corporação.

A instituição acrescentou que não divulga informações sobre apurações em andamento em razão do sigilo dos procedimentos correicionais.

“A PRF reforça, ainda, que quaisquer indícios  ou denúncias sobre possíveis irregularidades relacionadas a servidores devem ser encaminhadas à Corregedoria da instituição por meio dos canais oficiais de denúncia, especialmente pela plataforma Fala.BR.”

A coluna tentou contato com o policial, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Policiais militares são alvo de operação do MP por morte brutal de morador

 A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) do MPBA

02/06/2026 
MPBA/Divulgação
Policiais militares são alvo de operação do MP por morte brutal de morador
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2/6), operação contra três policiais militares investigados pela morte de Olimpio Michael Lopes de Oliveira, ocorrida em 1º de setembro de 2024, no povoado de Campo Seco, zona rural do município de Brumado, no sudoeste baiano.

A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre as circunstâncias da morte da vítima.

Segundo o Ministério Público, os policiais são investigados por possível participação no homicídio ocorrido durante ação na região rural de Brumado.

A apuração busca esclarecer a dinâmica dos fatos, a atuação dos agentes envolvidos e eventuais responsabilidades criminais relacionadas ao caso.

A morte de Olimpio Michael Lopes de Oliveira ocorreu em 1º de setembro de 2024, no povoado de Campo Seco. Desde então, o caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que conduz as investigações sobre a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência.

O MPBA ainda não informou se houve afastamento dos PMs ou se novas medidas judiciais poderão ser adotadas no decorrer da investigação.

Mais detalhes da operação devem ser divulgados pelas autoridades ao longo do dia.