Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica
Mostrando postagens com marcador Policiais invadiram hospital para tentar pegar bala que matou Ágatha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Policiais invadiram hospital para tentar pegar bala que matou Ágatha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Policiais invadiram hospital para tentar pegar bala que matou Ágatha

A garota Ágatha Felix, de 8 anos, que foi morta por um tiro de fuzil de no Complexo do Alemão. (Foto: Reprodução/Facebook)


Segundo reportagem da revista Veja, os PM’s pressionaram a equipe médica para entregarem a bala que matou Ágatha Félix

Entre dez e vinte policiais militares invadiram o Hospital Getúlio Vargas, localizado no bairro da Penha, no Rio de Janeiro, para tentar pegar a bala que matou a menina Ágatha Félix, de acordo com reportagem da revista Veja. Os profissionais da saúde, no entanto, se recusaram a entregar o projétil.
Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite do dia 20 de setembro, quando estava dentro de uma kombi com a mãe, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão. Ela foi encaminhada para o Hospital Getúlio Vargas e chegou a passar por uma cirurgia de cinco horas, mas não resistiu aos ferimentos.
Moradores da região negam qualquer troca de tiros em conflitos com traficantes, como alegou a PM, e dizem que o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que miraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga.
Segundo a reportagem, os policiais pressionaram a equipe de médicos e enfermeiros a entregarem o projétil. Eles temem retaliações após relatarem o episódio à Polícia Civil, que tenta convencê-los a depor para contribuir com as investigações. A perícia feita na bala foi inconclusiva porque o fragmento do projétil não poderia ser comparado com as armas dos policiais.
O Departamento de Homicídios da Polícia Civil está investigando o caso e já fez a reconstrução do crime. Inicialmente, nenhum dos 11 PMs envolvidos direta ou indiretamente no caso participaria da reconstituição por orientação de suas defesas. Depois, eles alteraram a versão e aceitaram participar da simulação.