Investigador, que atuava em Ubá, foi preso em 2024 durante a operação 'Segurança Máxima'. Ele foi condenado a 11 anos de prisão e perderá o cargo público, segundo a sentença.
Por g1 Zona da Mata — Ubá
Policial condenado era dono de carros de luxo e até de um avião em Ubá — Foto: MPMG/Divulgação
Foi condenado a 11 anos e três meses de prisão o policial civil de Ubá denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. Conforme a sentença, o investigador também perderá o cargo público.
O policial foi preso no dia 28 de novembro de 2024 durante a operação 'Segurança Máxima'. O nome dele não foi divulgado pelo Ministério Público. Segundo o Tribunal de Justiça, o caso está em segredo, e nenhum detalhe pode ser repassado.
De acordo com a decisão, ele estruturou um grupo armado, com participação de outros policiais, que usava aparatos estatais para prestar segurança privada, “valendo-se do cargo para captar clientes para a empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas”.
Os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos de contratantes da empresa de segurança.
Conforme a sentença, também foi reconhecido que ele era proprietário de carros de luxo e de uma aeronave, apreendidos na primeira fase da operação. Foi determinada a perda dos bens, salvo direitos de terceiros de boa-fé.
O policial ainda responde a outras duas ações penais: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo crime de obstrução de investigação de organização criminosa.
O g1 fez contato com a Polícia Civil, que informou que não comenta decisões da Justiça.
Condenação também por interferir nas investigações
Em outra sentença, o policial civil também foi condenado a 4 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto, e 141 dias-multas por interferir nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dificultando a obtenção de provas.
Segundo as apurações, ele apagou provas contidas em dispositivos eletrônicos, de forma remota, trazendo prejuízos às apurações criminais.
A decisão também decretou a perda do cargo de agente público.
Policial é condenado por liderar milícia com aparato da Polícia Civil | G1
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