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terça-feira, 28 de julho de 2026

Policiais penais e servidores são condenados por corrupção e tráfico em presídio de Juiz de Fora

 Penas variam de 8 a 19 anos. Esquema envolvia entrada de drogas e celulares e também resultou na condenação de detentos.

Por g1 Zona da Mata — Juiz de Fora

Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora — Foto: ALMG/Divulgação

Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora — Foto: ALMG/Divulgação


A Justiça condenou oito pessoas, entre policiais penais, servidores públicos e detentos por envolvimento em um esquema criminoso estruturado para a entrada de itens ilícitos no sistema prisional de Juiz de Fora. Os nomes deles não foram informados.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo era responsável por facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos na Penitenciária José Edson Cavalieri. Para que os itens entrassem, os envolvidos recebiam pagamentos de detentos e familiares.

A sentença foi dada no início do mês pela 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora. As penas variam entre 8 e 19 anos de reclusão, que deverão ser cumpridas, inicialmente, em regime fechado.

Além da pena privativa de liberdade, a Justiça determinou a perda do cargo público para os policiais penais envolvidos, proibindo-os de exercer qualquer nova função pública pelo prazo previsto em lei após o fim da pena.

O juiz também negou aos réus que já estavam presos ou foragidos o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Investigações

As investigações deram origem à operação Tabernus, realizada em junho de 2024 e revelaram que os agentes públicos utilizavam de suas funções para facilitar a entrada dos materiais.

Os dados levantados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontaram:

  • Movimentação financeira suspeita: Valores incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
  • Lavagem de dinheiro: Uso de contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.

"A materialidade e a autoria dos crimes foram comprovadas por meio de interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, análises financeiras, além de depoimentos de presos, familiares e agentes públicos", ressaltou o MPMG.

Policiais penais são condenados por tráfico em presídio de JF | G1

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