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domingo, 26 de julho de 2026

Morre Robert Mueller, ex-diretor do FBI que investigou relação entre Rússia e campanha de Trump

 Ele comandou a agência após os ataques de 11 de setembro e liderou investigação sobre interferência russa na eleição americana de 2016

Por
O Globo com agências internacionais
— Washington

Ex-diretor do FBI e procurador especial Robert Mueller morre aos 81 anos, informa a AP. — Foto: Sam Kim/Bloomberg


Morreu aos 81 anos Robert Mueller, ex-diretor do FBI e responsável por liderar a investigação sobre possíveis ligações entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump em 2016. A informação foi divulgada pela agência de notícias AP e confirmada pela família em comunicado neste sábado.

“Com profunda tristeza compartilhamos a notícia de que Bob faleceu na noite de sexta-feira”, disse a família na nota, pedindo respeito à privacidade.


Mueller comandou o FBI por 12 anos, assumindo o cargo apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Os atentados, que destruíram as torres do World Trade Center, em Nova York, e atingiram o Pentágono, perto de Washington, mudaram radicalmente as prioridades da agência, que passou a concentrar seus esforços no combate ao terrorismo

Nomeado pelo então presidente George W. Bush, Mueller permaneceu no cargo durante governos de partidos diferentes e se tornou o segundo diretor mais longevo da história do FBI, atrás apenas de J. Edgar Hoover. Seu mandato terminou em 2013, após ele aceitar permanecer por mais dois anos a pedido do presidente Barack Obama

Investigação sobre Trump e Rússia



Depois de deixar o comando da agência e passar um período na iniciativa privada, Mueller voltou ao serviço público em 2017, quando foi nomeado procurador especial pelo Departamento de Justiça para investigar a interferência russa na eleição presidencial de 2016. A investigação, que durou quase dois anos, examinou se integrantes da campanha de Trump haviam coordenado ações com o governo russo para influenciar o resultado do pleito.

Durante o processo, a equipe de Mueller apresentou acusações criminais contra seis pessoas ligadas a Trump, incluindo o ex-chefe de campanha e o primeiro assessor de segurança nacional do governo.

O relatório final, com 448 páginas e divulgado em abril de 2019, apontou diversos contatos entre integrantes da campanha de Donald Trump e autoridades russas, mas não concluiu que houve uma conspiração criminosa entre os dois lados.

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