Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

sábado, 26 de dezembro de 2015

Caso Tayná: MP-PR processa policiais acusados de tortura

22 OUT2013
17h54
atualizado às 17h5
A 6ª Promotoria de Justiça de Colombo, na região metropolitana de Curitiba (PR), ajuizou, nesta terça-feira, ação por ato de improbidade administrativa contra os policiais acusados de terem torturado os suspeitos pela morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, 14 anos. O caso correu em junho deste ano, no município de Colombo.
Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Foto: Facebook / Reprodução
Estão sendo processados um delegado, 11 policiais civis, um agente de apoio da Polícia Civil, dois guardas municipais, um soldado da Polícia Militar, um auxiliar de carceragem, um soldado aposentado da Polícia Militar e dois presos. Quase todos são acusados de tortura. A exceção é o auxiliar de carceragem, que está sendo processado por prática dos crimes de abuso de autoridade e lesões corporais.
Se forem condenados, os acusados poderão receber as seguintes sanções: perda da função pública, ressarcimento integral do dano, suspensão dos direitos políticos por período variando entre três e cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
O promotor de Justiça Paulo Conforto, responsável pela ação, pediu a decretação de segredo de Justiça ao processo. O objetivo, segundo ele, é preservar a intimidade das vítimas.
Caso Tayná 
Tayná desapareceu no dia 25 de junho quando voltava da casa de uma amiga, nas proximidades de um parque de diversões, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O corpo da menina foi encontrado no dia 28 de junho. Três dos quatro suspeitos, presos no dia anterior, confessaram ter estuprado e matado Tayná. Um deles não teria participado diretamente do crime. No mesmo dia, o parque de diversões foi depredado e incendiado por moradores da região.
No dia 5 de julho, a Polícia Civil conclui o inquérito, indiciando Adriano Batista, 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, 22 anos, e Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, por estupro e assassinato da menina. Ezequiel Batista, 22 anos, irmão de Adriano, foi indiciado como cúmplice do crime.
Caso Tayná: 14 suspeitos de tortura têm prisão decretadaClique no link para iniciar o vídeo
Caso Tayná: 14 suspeitos de tortura têm prisão decretada
Porém, no dia 9 de julho, o resultado de exame de DNA indicou que o sêmen encontrado na calcinha da garota não é compatível com o material genético de nenhum dos quatro acusados. Na sequência, em depoimento ao Ministério Público, os quatro acusados negaram participação no crime e denunciaram terem confessado sob tortura. Com a contradição entre o inquérito e a prova pericial, o Ministério Público devolveu o inquérito à Polícia Civil.

UOLNotícias

PMs são presos no Rio acusados de tortura contra quatro jovens

 Ouvir
 
0:00
Rio - Oito policiais militares foram presos sob a acusação de tortura e roubo contra quatro rapazes parados em uma blitz no Rio Comprido, zona norte do Rio, quando passavam sem capacete em duas motocicletas. As vítimas contaram que foram despidas, queimadas com faca quente, espancadas e ameaçadas de morte. Uma delas foi obrigada a praticar sexo oral em um amigo. Um dos PMs filmou a cena com o telefone celular, em meio a gargalhadas e xingamentos, contaram os rapazes.
Indignados, os amigos, depois de soltos pelos PMs, deram queixa na 6ª Delegacia de Polícia (DP), na Cidade Nova (região central), que abriu inquérito. Nos depoimentos, eles disseram que voltavam de uma festa de Natal na favela Santo Amaro (Catete, zona sul), na madrugada de sexta-feira, 25, quando, na Rua Prefeito João Felipe, foram parados pela patrulha, integrada por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro.
Aos policiais da delegacia, dois irmãos, de 23 e 20 anos, mostraram cortes e queimaduras nas pernas e braços, que seriam decorrentes das torturas a que disseram ter sido submetidos com um facão esquentado na labareda de um isqueiro. Os irmãos contaram também terem sido agredidos com murros nos rostos.
Um amigo de 17 anos relatou no depoimento que teve o cabelo chamuscado pelo isqueiro e os testículos queimados pela faca. Ele disse ainda ter sido obrigado a praticar sexo oral com outro colega. A quarta vítima tem 13 anos. O caso foi revelado na edição deste sábado, 26, do jornal O Dia.
Na delegacia, as vítimas contaram ainda que tiveram todo o dinheiro que portavam levados pela guarnição da Polícia Militar (PM). O rapaz de 20 anos afirmou ter sido roubado em R$ 470, além do cordão e até a sandália e o boné. Um colega relatou que os PMs levaram os R$ 400 que ele tinha no bolso e também o boné.
O rapazes contaram que um PM chegou a disparar com a pistola quando uma motocicleta passou em velocidade pelo trecho da rua onde a blitz estava montada. Uma mulher foi atingida, sem gravidade. Ela também prestou depoimento após receber alta do hospital.
Todas as vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de corpo de delito. A Polícia Civil apreendeu as armas dos oito policiais, que serão periciadas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil.
Os investigadores buscam na região do Rio Comprido imagens de câmeras de seguranças das edificações vizinhas ao ponto onde teriam ocorrido as torturas. De acordo com a PM, o comando da UPP onde trabalham os policiais acusados determinou a eles que se apresentassem à delegacia. Após os depoimentos, foram presos administrativamente. Os nomes dos policiais não foram divulgados.
Parentes das vítimas que estiveram na delegacia disseram temer pela vida dos rapazes, já que os PMs, antes de soltá-los, ameaçaram matá-los caso os denunciassem ou à Polícia Civil ou à Corregedoria da PM.

Giro UOL

Quer receber um boletim com os destaques da manhã e da noite? É só deixar seu e-mail e pronto!