Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Policial militar que agrediu mulher grávida de cinco meses é afastado

Segundo boletim de ocorrência, ela teria intervido em uma abordagem por tráfico de drogas; João Dória (PSDB) se posicionou sobre o caso nas redes sociais.

Um policial militar foi flagrado agredindo uma grávida de cinco meses na última terça-feira (4), no bairro Santo Antônio, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, registrado pelos PMs, a mulher, de 23 anos, foi rendida após intervir em uma abordagem que flagrou um adolescente com porte de maconha. As informações são do G1.
Um vídeo do momento está circulando nas redes sociais e mostra o policial rendendo a mulher, deitada no chão, pressionando a barriga dela com um dos joelhos e desferindo tapas em seu rosto. Os moradores da região que presenciam a cena pedem para o policial parar as agressões, avisando que ela está grávida. Em seguida, ele declara a prisão dela. Após ser detida, a vítima foi levada ao hospital e os dois policiais envolvidos no caso foram afastados para a investigação do caso, de acordo com a PM.
Veja o vídeo abaixo:
A necessidade do uso de força para jogá-la ao solo e imobilizá-la, segundo os policiais, teria sido porque a mulher teria agredido um deles. Após ser algemada, a vítima disse que estava grávida de 22 semanas e, por isso, foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, ao Hospital da Criança e da Maternidade (HCM), onde fez alguns exames.
O caso foi registrado como desacato e resistência. Em nota divulgada à imprensa, a PM confirmou que a equipe foi acionada para atender ocorrência de tráfico de entorpecentes e que houve resistência e desobediência. O Comando do 17º Batalhão também informou que já foram tomadas providências e que os fatos serão devidamente apurados.

João Doria se posiciona sobre o caso

Nas redes sociais, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que recomendou o imediato afastamento do policial militar flagrado. “Apesar dela ter resistido a prisão por tráfico de drogas, existe protoloco a ser cumprido e as imagens indicam conduta totalmente inadequada do policial”, escreveu ele. Em outra publicação, ele se corrige, afirmando que a mulher, na verdade, estava apenas “envolvida em uma ocorrência de tráfico de drogas e resistiu à prisão”.
O governador ainda ressaltou que respeita a Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas que não deixará de “condenar excessos e violência desnecessária.”

Corregedoria conclui inquérito sobre Paraisópolis e vê ação lícita da PM

Documento foi enviado ao Ministério Público do Estado
Documento foi enviado ao Ministério Público do EstadoKaique Dalapola/R7
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu, nesta sexta-feira (7), o inquérito que apurava a conduta dos policiais militares envolvidos na ação que culminou nas mortes de nove jovens em 1º de dezembro, em Paraisópolis. O documento foi enviado ao Ministério Público do Estado, que fará a avaliação sobre as conclusões.
A informação foi confirmada à reportagem do R7 pelo Coronel Marcelino Fernandes, que afirmou que o MP ainda pode devolver o inquérito para diligências.
Segundo informações da Record TV, o documento da Corregedoria, que possui mais de 1.600 páginas, aponta que a ação dos policiais foi lícita e que eles agiram em legítima defesa.
A Polícia Civil, no entanto, segue na apuração sobre a ação dos policiais militares envolvidos no Baile da Dz7.
O caso
Em 1º de dezembro passado, após uma ação da Polícia Militar durante o Baile da Dz7, em Paraisópolis, nove jovens morreram supostamente pisoteados e outros se feriram durante a confusão.
À época, os agentes envolvidos na ação apontaram o pisoteamento como a causa das nove mortes. No mesmo dia do baile, porém, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis criticou a ação da Polícia Militar. Em nota, a entidade afirmou que "quem deveria proteger acaba provocando mais violência" na comunidade da zona sul.
Os primeiros posicionamentos do governador João Doria a respeito do caso foram de isentar os agentes que estiveram na madrugada das mortes. Dias depois, no entanto, Doria afirmou que iria revisar os protocolos de conduta da Polícia Militar.
Todos os policiais envolvidos com a ação foram afastados e ainda permanecem em trabalhos administrativos, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Após agressão de policial, mulher grávida está 'consciente e estável' - Notícias - R7 São Paulo

Após agressão de policial, mulher grávida está 'consciente e estável'

Secretaria de Segurança Pública determinou o afastamento imediato do agente flagrado no que foi classificado como "desvio de conduta"

Policial agride mulher grávida com tapas no rosto durante abordagem

Policial agride mulher grávida com tapas no rosto durante abordagem

Arquivo Pessoal
mulher grávida que foi agredida por um policial militar na tarde desta terça-feira (4), em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, segue "estável" e "consciente", de acordo com a equipe médica que a avaliou. Por enquanto, não foram identificados danos ao feto, de 22 semanas. Já a gestante, não sofreu fraturas, mas tem um hematoma no rosto, onde levou um tapa do policial.
Após a ocorrência na tarde desta terça, a vítima havia sido encaminhada ao Hospital da Criança e da Maternidade (HCM). Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado disse que o comando do 17º Batalhão da PM, no interior, determinou o afastamento imediato do policial flagrado no que foi classificado como "desvio de conduta".
Em vídeo que circulou na internet, é possível ver o policial pressionando a barriga da mulher grávida com o joelho, dando um tapa em seu rosto e sufocando a vítima. Pessoas que estavam ao redor avisaram ao PM que a mulher estava grávida, mas ele continuou a imobilizando.
Por meio de suas redes sociais, o governador João Doria (PSDB) condenou a atitude e afirmou que pediu o afastamento do policial. "Apesar de ela ter resistido à prisão por tráfico de drogas, existe protocolo a ser cumprido e as imagens indicam conduta totalmente inadequada do policial", escreveu.
Mas de acordo com boletim de ocorrência, a vítima não tem envolvimento com tráfico de drogas, mas havia contestado a truculência do mesmo policial ao abordar adolescentes com "porções de maconha". O outro policial envolvido no mesmo caso também foi afastado.

Após agressão de policial, mulher grávida está 'consciente e estável'

João Ker, O Estado de S.Paulo
05 de fevereiro de 2020 | 11h12
SÃO PAULO - A mulher grávida que foi agredida por um policial militar na tarde desta terça-feira, 4, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, segue “estável” e “consciente”, de acordo com a equipe médica que a avaliou. Por enquanto, não foram identificados danos ao feto, de 22 semanas. Já a gestante, não sofreu fraturas, mas tem um hematoma no rosto, onde levou um tapa do policial. 
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Após agressão, agente foi afastado pela corporação Foto: Reprodução
Após a ocorrência na tarde desta terça, 4, a vítima havia sido encaminhada ao Hospital da Criança e da Maternidade (HCM). Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado disse que o comando do 17º Batalhão da PM, no interior, determinou o afastamento imediato do policial flagrado no que foi classificado como "desvio de conduta". 
Em vídeo que circulou na internet, é possível ver o policial pressionando a barriga da mulher grávida com o joelho, dando um tapa em seu rosto e sufocando a vítima. Pessoas que estavam ao redor avisaram ao PM que a mulher estava grávida, mas ele continuou a imobilizando.
“Ela tá grávida, moço!” Com a palavra @jdoriajr ,governador e chefe da PM de SP. Foi em São José do Rio Preto, interior do Estado.
Por meio de suas redes sociais, o governador João Doria (PSDB) condenou a atitude e afirmou que pediu o afastamento do policial. “Recomendei o imediato afastamento do policial militar flagrado durante abordagem a uma mulher grávida em São José do Rio Preto. Apesar de ela ter resistido à prisão por tráfico de drogas, existe protocolo a ser cumprido e as imagens indicam conduta totalmente inadequada do policial”, escreveu.  
De acordo com boletim de ocorrência, a vítima não tem envolvimento com tráfico, mas havia contestado a truculência do mesmo policial ao abordar adolescentes com “porções de maconha”. O outro policial envolvido no mesmo caso também foi afastado. 

Também no Twitter, Doria afirmou que "a mulher que aparece em vídeo hoje não é acusada de tráfico de drogas, ele estava envolvida em uma ocorrência de tráfico de drogas e resistiu à prisão. O inquérito policial segue."
  • Policial militar agride mulher grávida durante ocorrência em São José do Rio Preto

  • Após ser agredida por policial, mulher grávida está ‘consciente’ e ‘estável’

    Após ser agredida por policial, mulher grávida está ‘consciente’ e ‘estável’


  • segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

    Moro deixa miliciano ligado a Flávio Bolsonaro fora da lista de procurados

    O ex-PM Adriano da Nóbrega é citado na operação que apura a prática da ‘rachadinha’ com o assessor Fabrício Queiroz

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deixou de fora da sua lista de criminosos mais procurados do País o ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado como um dos líderes do Escritório do Crime, uma quadrilha da zona oeste carioca, e  foragido da polícia. Nóbrega é citado na operação que apura a prática da “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
    De acordo com o Ministério Público, o ex-PM controlava contas bancárias que foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador, suposto operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz é amigo do presidente da República. Nóbrega teve duas parentes nomeadas no gabinete de Flávio Bolsonaro, uma delas a sua ex-esposa, que foi demitida, após as investigações apontarem irregularidades financeiras.
    O Ministério lançou na quinta-feira 30 uma lista com os 26 criminosos mais procurados no país. Disponível no site do ministério, a lista permanente, e que será atualizada mensalmente, envolve pessoas acusadas de crimes graves e violentos, que estão com mandados de prisão em aberto e são ligados a organizações criminosas.
    Em seu perfil na rede social, Moro afirmou que a lista “ajudará na captura, e segue a orientação do presidente Jair Bolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”
    Segundo o Ministério da Justiça, o ex-capitão não foi incluído porque “as acusações contra ele não possuem caráter interestadual, requisito essencial para figurar no banco de criminosos de caráter nacional”. De fato, 25 dos 27 que compõem a lista são apresentados pelo ministério como tendo uma atuação regional ou nacional.

    A SEOPI/MJSP elaborou, com critérios técnicos e consulta aos Estados, a lista dos criminosos mais procurados. A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado https://bit.ly/2uKXarJ 

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    No entanto, reportagem da Folha de S. Paulo apurou que, na lista dos procurados, há dois integrantes de uma milícia de outro bairro da zona oeste, que tem atuação indicada apenas no Rio de Janeiro:  Wellington da Silva Braga, o Ecko, e Danilo Dias Lima, o Tandera, seu braço direito. Os dois atuavam em Campo Grande.
    Ainda de acordo com a reportagem, não é a primeira vez que o ex-PM fica fora de uma lista de foragidos. Ele esteve por meses fora do programa “Procurados”, do Disque-Denúncia, que oferece recompensa pela informação de criminosos. Sua inclusão ocorreu apenas depois de a Folha apontar a ausência.
    Adriano é investigado de participação em diversos homicídios no Rio de Janeiro, suspeito de ser sócio no jogo de máquinas caça-níqueis e chamado de “patrão” por integrantes da milícia de Rio das Pedras, a mais antiga e estruturada do Rio de Janeiro.