Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Comissão da Verdade

A Comissão da Verdade visa investigar os crimes cometidos por agentes do Estado ao longo do século XX.........

Integrantes da Comissão da Verdade empossados pela presidente Dilma Rousseff Integrantes da Comissão da Verdade empossados pela presidente Dilma Rousseff
No ano de 2012, o Governo Federal nomeou um grupo de juristas e professores incumbidos de integrar a chamada Comissão da Verdade. Tal comissão tem por objetivo realizar investigações sobre os vários crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1937 e 1985.  Nesse recorte temporal há interesse especial em buscar os crimes que aconteceram nos dois regimes ditatoriais desse período: o Estado Novo, criado no governo de Getúlio Vargas entre 1937 e 1945, e a Ditadura Militar, ocorrida entre 1964 e 1985.
A importância dessa ação se concentra em revelar vários incidentes de abuso de poder onde, usualmente, agentes que representavam o governo promoveram prisões, torturas e mortes que contrariavam o respeito aos direitos humanos e a constituição de uma cultura democrática no país. Para tanto, uma série de arquivos mantidos sob sigilo serão consultados e nomes envolvidos em tais incidentes serão chamados com o intuito de depor nessa mesma comissão.

Ao contrário do que alguns sugerem....

 a Comissão da Verdade não terá poderes para realizar processos criminais contra as pessoas que comprovadamente cometeram algum tipo de crime dessa natureza. Tal poder punitivo, principalmente no que se refere aos fatos ocorridos na Ditadura Militar, não existirá, pois, no ano de 1979, o governo brasileiro assinou a Lei da Anistia, que concedeu perdão aos militares e militantes de esquerda.

Segundo algumas estimativas preliminares, a Comissão da Verdade terá a missão de cumprir a investigação de mil crimes acontecidos nessa época. Uma primeira lista de crimes foi produzida pela Comissão da Anistia e pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, que contabilizou mais de 450 incidentes. Uma segunda foi organizada pela Secretaria de Direitos Humanos e cita 370 vítimas. Por fim, ainda há 119 vítimas que surgiram por denúncias diversas.

Mesmo não tendo função punitiva, a Comissão será bastante importante para revelar uma série de ações que marcaram essa época. Até hoje, temos uma guerra de versões sobre diversos fatos dessa época. A partir do trabalho da comissão teremos a exposição pública de uma série de documentos que poderão aprofundar nossa compreensão sobre a história brasileira e, principalmente, reforçar as lutas que marcaram a consolidação do regime democrático em nosso país.

É importante frisar que o trabalho da Comissão da Verdade não pode ter a pretensão de impor uma visão única sobre a verdade desse período.  Antes de qualquer coisa, devemos esperar da comissão uma oportunidade de compreender melhor a nossa história. Ao mesmo tempo, a partir da publicidade dos documentos, será possível realizar outras e novas pesquisas capazes expor novas perspectivas de entendimento e verdades sobre os períodos em que os direitos individuais e a democracia foram seriamente violados.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Brasil Escola
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG

 

Comissão da Verdade recebe documentos

Encontrados na casa de militar do DOI-Codi

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Sueli de Freitas - Portal EBC 27.11.2012 - 17h05 | Atualizado em 27.11.2012 - 17h51


O governador Tarso Genro (RS) entrega documentos ao representante da Comissão Estadual da Verdade, Aramis Nassif
O governador Tarso Genro (RS) entrega documentos ao representante da Comissão Estadual da Verdade, Aramis Nassif (Pedro Revillion/Governo RS)
Documentos apreendidos pela Polícia Civil gaúcha na residência do Coronel do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do Destacamento de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), assassinado no início do mês em Porto Alegre, foram entregues na tarde desta terça-feira (27) aos representantes da Comissão da Verdade do RS, Aramis Nassif, e da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles.
Ficha de registro da entrada do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971, no DOI-Codi, datada de 21 de janeiro de 1971.
Ficha de registro da entrada do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971, no DOI-Codi (Pedro Revillion/Governo RS)
A entrega oficial foi feita pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, no Palácio Piratini, num ato com a presença de Maria Beatriz Paiva Keller, filha do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971, durante a ditadura militar. Ela recebeu das mãos do governador uma cópia da ficha de registro da entrada de seu pai no DOI-Codi, datada de 21 de janeiro de 1971.
A ficha de Rubens Paiva está entre os documentos encontrados na residência do Coronel Molinas. De acordo com a Polícia Civil, outros materiais apreendidos revelam detalhes sobre o episódio Riocentro (1981) e sobre o desaparecimento de Paiva.

"Nossa família tem a sensação de que a história do meu pai é uma história inacabada. Para nós, familiares, este é um filme que não tem fim. A Comissão da Verdade está aí para isso: para esclarecer, para que a história seja contada o mais rápido possível", disse Maria Beatriz.
O representante da Comissão Estadual da Verdade Aramis Nassif afirmou esperar que outros documentos apareçam: “Nós temos o direito à informação, ao resgate da história brasileira. Assim, poderemos evitar que outros momentos trágicos como estes se repitam". 
Claudio Fonteles, da Comissão Nacional da Verdade, falou da importância da união dos esforços para a busca da verdade: "A beleza deste instante, em que as comissões nacional e estadual se irmanam no processo de reconstrução da história do nosso País, é a solução para conflitos, para que erradiquemos a violência, a truculência, os assassinatos desmesurados e generalizados". 
O governador Tarso Genro ponderou: "Em outros tempos, talvez estes documentos fossem parar em outras mãos. Este é um ato de busca da verdade, uma reconciliação com a nossa história". 
Com informações do Portal do Governo do Rio Grande do Sul 
 

  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
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  • Lista Detalhada dos Torturadores da Ditadura....
    Nomeado como: Identificado como: - Local da tortura: - Ano: BNM: - No. do denunciante
    Abílio Alcântara       
    Abílio Alcântara Coronel Rio de Janeiro - CISA 1971 659 53
    Alcântara Coronel Rio de Janeiro - CISA - Base do Galeão 1971 103 53
    Abílio Pereira Barros
    Abílio Investigador Delegacia Auxiliar de Recife 1964 114 1347
    Acácio
    Acácio Investigador Recife - DSS 1970 179 574
    Acosta
    Dr. Acosta Capitão do Exército Rio de Janeiro 1970 701 574
    Ademar Augusto de Oliveira
    Fininho Investigador São Paulo - DOPS 1971 529 651
    Ademar Lauermann
    Ademar Agente Brasília 1970 16 1175
    Adilson
    Adilson Guarda Rio de Janeiro - Ilha Grande 1969 93 1154
    Aécio Flávio Silveira Coutinho
    Aécio Capitão da PM de Minas Gerias Belo Horizonte 1969 593 891
    Aécio Capitão Belo Horizonte 1969 593 493
    Aézio Capitão PM Belo Horizonte 1969 143 891
    Afonso Marcondes
    Marcondes Tenente Lins (SP) 1973 693 1174
    Agostinho
    Dr. Agostinho Delegado de Cáscavel (Paraná) Cáscavel (PR) - Delegacia 1969 93 70
    Ailton Joaquim
    Ailton 1º Tenente Rio de Janeiro - 1ª Cia. de Polícia do Exército 1969 195 1535
    Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 195 111
    Ailton 1º Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 183
    Ailton 1º Tenente Chefe da 2ª Seção Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1624
    Ailton n/d Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 797
    Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exérc. da Vila Militar 1969 95 1378
    Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 56 305
    Ailton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 233 1696
    Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 299
    Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 30 577
    Airton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1058
    Aylton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército/Vila Militar 1969 158 1378
    Aylton Do Exército - Rio de Janeiro Minas Gerais - Secretaria de Segurança Pública 1970 150 230
    Ayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 111
    Ayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia do Exército 1969 158 1422
    Hayton Tenente Rio de Janeiro - Polícia Militar 1969 158 1338
    Airton Souto Maior Quaresma
    Airton Quaresma Tenente Rio de Janeiro - Quartel Central da PM 1970 533 1629
    Quaresma Tenente da PM Rio de Janeiro - Quartel General da PM 1970 664 1629
    Alan (CE)
    Alan n/d Ceará - Casa de Campo 1973 696 1035
    Alan Policial Fortaleza - Local desconhecido 1973 696 964
    Allan n/d Fortaleza - Local desconhecido 1973 696 629
    Alan (MG)
    Alan Investigador Juiz de Fora (MG) 1964 239 1026
    Alberto (MG)
    Alberto Cabo - Polícia do Exército Minas Gerais - Quartel General da 4ªRegião Militar 1971 54 718
    Alberto (RJ) 
     
     
    Lista completa no endereço abaixo....
     

Comissão da Verdade recebe documentos

Ditadura | 27/11/2012 21:04

Sobre Rubens Paiva...

O documento foi aprendido pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na residência do coronel do Exército Júlio Miguel Molinas Dias

Luciano Nascimento, da
Renato Araújo/ABr
Exposição na Câmara dos Deputados sobre o ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971 durante o regime militar
Exposição na Câmara dos Deputados sobre o ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971 durante o regime militar
Brasília - A Comissão Nacional da Verdade (CNV) e a Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul receberam hoje (27) do governador gaúcho, Tarso Genro, documentos oficiais relativos ao período da ditadura militar (1964-1985). No material constam informações inéditas sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva, em 1971, e a participação de militares no atentado do Riocentro, em 1981, na capital fluminense.
O documento foi aprendido pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na residência do coronel do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do Destacamento de Operações de Defesa Interna - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Os policiais encontraram o material quando investigavam o assassinato de Molinas. Ele foi morto a tiros, no começo deste mês, ao chegar na casa onde morava em Porto Alegre.
Tarso Genro entregou os documentos, em ato ocorrido no Palácio Piratini, ao coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Claúdio Fonteles, e ao coordenador interino da Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul, Aramis Nassif. A filha de Rubens Paiva, Maria Beatriz Paiva Keller, recebeu das mãos do governador uma cópia da ficha do registro de entrada do pai no DOI-Codi, datada de 21 de janeiro de 1971
“Agora existem documentos que mostram com detalhes como Rubens Paiva foi detido e sobre o envolvimento de militares no atentado do Riocentro. Os documentos são a materialização da suspeita”, disse Nassif à Agência Brasil.
O coordenador da CNV, Claúdio Fonteles, fez um apelo às pessoas (civis ou militares) que tenham arquivos em casa que os disponibilizem para a comissão. “Espero que este ato, mesmo que motivado por uma adversidade, estimule as pessoas a nos mandar os seus arquivos de forma voluntária, se tiverem receio de entregar, podem fazer isto de forma anônima”, declarou.
Ontem (26), a Comissão Nacional da Verdade recebeu das mãos do presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, uma série de documentos que relatam a perseguição e captura de dissidentes políticos com a colaboração das ditaduras da Argentina, Bolívia, do Chile, Paraguai e Uruguai, na chamada Operação Condor.

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