Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

terça-feira, 13 de março de 2012

Corrupção Policial


Vez por outra se vê a Policia Militar de um dos Estados da Federação envolta em casos de desvios de condutas que repercutem em nível nacional. Isto de certa forma macula o nome da  instituição mais necessária ao exercício de um estado democrático de direito numa das mais importantes unidades federativas. Na verdade não é a instituição e sim algumas pessoas que a representam.
 Falar de policiais militares que praticam desvios de condutas é atingir em cheio as corporações policiais que em sua grande maioria, são compostas de homens e mulheres de bem e que amam o que fazem. Todavia, não podemos deixar de fazê-lo, porque sempre sonhamos com instituições policiais cidadãs, dignas e honestas com a expurgação incontinente dos indivíduos que com sua conduta desviante, maculem o nome daqueles que trabalham honestamente  para o bem maior do corpo social. Importante também é a necessidade de haver a devida valorização do policial digno e dedicado.
Os filmes Tropa de Elite e o Tropa de Elite II, guardado o sensacionalismo cinematográfico, salpicou a telona de fatos que vez por outra vemos nas mídias nacionais como realidade. Eles se tornaram um grande chama para a questão da corrupção de policiais mal remunerados e desvalorizados na função que exercem. Chega-se ao cúmulo de no último filme o principal personagem a afirmar que a sua polícia deveria  acabar.  Contudo  isso não deveria sequer ter sido dito porque não é a instituição, como dissemos, e sim as pessoas dela. Estas é que devem ser afastadas da instituição policial
Além da guerra constante contra o tráfico de drogas e do envolvimento de policiais com traficantes;  o surgimento das milícias, por fim foi publicado nas paginas de Veja a mais nova denuncia policiais daquele Estado: “o kit PM”.
Tal “Kit” divulgado na revista dá conta do grande número de roubo de veículos naquele Estado e quando se encontram os carros, eles são devolvidos sem alguns componentes. Daí apelidarem pejorativamente “kit PM” os acessórios negociados como macacos, chaves de roda e triângulos. O kit é repassado a R$ 50 ou 100, dependendo do carro, nas pequenas borracharias e lojas do comercio informal do ramo. É um comércio muito vantajoso que dá uma margem de lucro formidável para os comerciantes, tendo em vista que podem vender tal kit acima dos R$ 200,00 onde nos estabelecimentos formais por conta dos tributos e usura dos empresários, sairiam muito  mais caros.
Mais uma pecha para a policia estadual e também para todas as policias do Brasil. Ruim para todos nós que fazemos as corporações porque condutas deste tipo que combatemos cotidianamente, respingam em todos que honram a farda que  envergam.
Na mesma semana surge mais uma denuncia: um comandante é preso junto com mais doze policiais suspeitos de cobrarem propina para que na circunscrição policiada traficantes pudessem comercializar as drogas impunemente, sem a ação ostensiva, preventiva e repressiva de quem é pago para fazê-lo. Entendemos que na medida em que policiais são relegados a planos secundários, morando em favelas e com um salário incompatível com a função de segurança que desempenham, desde que não tenham um caráter forte e sejam alheios às falsas benesses dos desvios de condutas, mais facilmente serão cooptados pelos criminosos de profissão.
Não que isso seja a causa de desvios de conduta, pois o cidadão quando entra para as fileiras das corporações policiais, seu caráter e sua personalidade já estão formados. Cremos  apenas que,  dependendo de qual setor possa desenvolver os trabalhos, o policial poderá passar então para o lado da criminalidade, do dinheiro fácil  e da “boa vida” que as instituições policiais não tem como lhe dar. Do contrário, aos bons são sempre cada vez mais cobrados em seu mister, em escalas estressantes que muitas das vezes passam de 24h de trabalho, além da cobrança mais rígida por  serem  regidos por normas militares.
É um problema que atinge parte das policias no Brasil e com mais força naquele Estado onde a criminalidade baseada no comércio de tóxicos e entorpecentes fincou suas raízes, distribuindo muito dinheiro.  E o policial fraco, com sérios desvios comportamentais, cai nesta cilada, um caminho sem volta porque ou fica na mão do bandido que lhe paga o “arrego” ou  fica nas mãos da justiça que o cobrará de forma ainda mais severa porque além de criminoso , era também ao tempo do ilícito, agente da ordem e da legalidade e conhecedores do seu dever.

Img da web
 

POLÍCIA BANDIDA

POLÍCIA BANDIDA
JUSTIÇA – Alguns seres humanos têm um sentimento negativo que se caracteriza pela vontade de possuir para si próprio tudo que existe ao seu redor. Em alguns casos podemos dizer que se trate de egoísmo excessivo, direcionado principalmente à riqueza material; mas a moderna psiquiatria, que avançou bastante desde os tempos de Freud, caracteriza a maior parte destas pessoas como sendo gananciosos.
Dinheiro, poder e fama podem fazer com que pessoas portadoras de desvio de caráter corrompam a terceiros e também se corrompam; fazendo da prática da manipulação alheia e do dolo social, se acoplem para até tirarem a vida de seus opositores. O grande problema neste caso é diferenciar quem é um inimigo de fato e quem pode torná-lo apenas por não concordar com as idéias destes delinqüentes.
Há homens nascidos para possuir e que sabem vivificar tudo o que possuem. Outros não o sabem; a sua riqueza falta graça; parece um compromisso firmado com seu caráter. Dir-se-ia que roubam os próprios dividendos. Deveriam possuir aqueles que sabem administrar, não os que acumulam e dissimulam; não aqueles que quanto mais possuem, mais mendicantes se mostram; porém aquele cuja atividade dá trabalho a maior número, abre caminho para todos! Ralph Waldo Emerson, filósofo estadunidense disse esta célebre frase antes de morrer em 1882 em seu trabalho “A conduta para a vida”. - Até parece que Waldo Emerson conhecia boa parte da polícia brasileira de hoje!
Em qualquer parte do planeta a polícia deveria servir ao Governo para a aplicação de determinadas leis, garantir a segurança da coletividade, a ordem pública e a elucidação de crimes; pena que nem sempre e raramente isso acontece na prática, pois o medo popular da autoridade policial; acabou por fazer desta turma que carrega armas e algemas, uma espécie de mito urbano. Quem porta arma e distintivo legalmente, sente-se normalmente como um “abridor de portas”. Os mais pobres os querem por perto para se protegerem; e os mais ricos também os querem, pela mesma razão. – Mas será que o povo confia na polícia?
Em tese quando avistamos uma viatura policial deveríamos nos sentir protegidos; ou ainda quando ligamos para o telefone 190, que é o número brasileiro de contato policial, deveríamos acreditar que teríamos o apoio devido. Lamentavelmente a sensação que a maior parte do povo tem, inclusive eu, é que em raríssimas exceções, o encontro com policiais gera a tensão e o medo toma conta. Muitas pessoas que já sofreram na pele o que é depender da polícia e ser maltratado, ou até mesmo quando deparamos com o bandido fardado; enxergar qualquer policial gera asco, ojeriza, pânico, repugnância...!
Mesmo alguns de nós que estudamos o comportamento social de quem por ofício deveria nos proteger, sabemos que existem polícias infinitamente piores do que a nossa; sabemos que em todo conjunto há os bons e os maus e que os bons jamais devem pagar pelos maus; é incrível percebermos que no Brasil haja tanta corrupção e tanto desleixo da justiça em punir esta gente sem escrúpulos que fazem da farda ou da carteira, uma oportunidade para arranhar a imagem de toda uma nação!
Quem já teve alguma vez, por mero desprazer, no Paraguai, Bolívia, Venezuela, Equador ou no Peru, isso em se falando de nações próximas de nós, sabe muito bem que por lá a coisa chega a ser imensamente mais grave que o nosso problema; mas no Brasil a situação é tão crítica e penosa que polícia e bandido andam tão irmanados que raramente sabemos quem é quem.
Muitas pessoas dizem que os Estados do Sul do Brasil são paraísos postais; lugares lindos e diferentes em que geralmente encontramos cidades maravilhosas, a exemplo claro de Curitiba; mas poucas pessoas sabem ou lêem que são nestas cidades em que o crime corre solto e que o índice de corrupção policial chega a se igualar aos dos países citados no parágrafo anterior. Eu não tenho receio algum de citar que o Paraná é um dos estados brasileiros que há um índice de corrupção policial tão alarmante quanto o do Paraguai e o México; e quando cito isso é porque já estive no Paraguai, no México e já morei em Curitiba. Na belíssima capital paranaense se observam policiais furtando toca CDs de carros estacionados nas ruas. Pode-se dizer mais alguma coisa?
O Nordeste brasileiro com suas praias paradisíacas e suas belezas naturais; abriga uma legião incontável de policiais de todas as esferas que vivem mais do crime do que dos salários do Governo; o mesmo se diz do sofrido Norte. Em Belém eu já vi a polícia militar aliciando garotas de menos de 15 anos para praticarem a prostituição e em Fortaleza, na famosa praia de Iracema, é comum vermos a polícia dando proteção a bordeis que vivem da pedofilia. Em Recife, quem quiser comprar uma trouxinha de maconha não precisa ir à favela, basta ligar 190 e esperar o CPD (Canabis Police Delivery).
No Rio de Janeiro que recentemente passou por uma limpa nos morros em busca da sonhada tranqüilidade popular e que o mundo tirou o chapéu para a ação dos Governos, agora revela aquilo que todos sabiam, mas sempre tiveram medo de falar; que a cúpula das polícias Civil e Militar, está envolvida até o pescoço com os traficantes de drogas e as milícias que prometem proteção. Gente do mais alto escalão policial que vendia informações para os bandidos e ainda repartiam os frutos de apreensões, inclusive cocaína e armas desfilavam nos noticiários como sendo os anjos protetores cariocas. Estas pessoas que agora estão presas se forem expulsas a bem do serviço público, retornarão ao crime da mesma forma que sempre tiveram; é a regra!
Muitos podem citar que os salários são baixos, e eu concordo; muitos também dizem que o problema está na base de preparação do policial, que é ineficaz e irrelevante e nisso eu também concordo; mas o que dizer de um jovem de 18 anos que pensa em ser policial já sabendo que não terá o devido preparo técnico e que não ganhará o suficiente para comer? Ou é burrice aguda ou é esperteza; não há meio termo!
O jovem de hoje não quer saber da carreira policial; ele pretende mesmo é portar uma arma e uma carteira de couro com um brasão, de preferência daqueles que se coloca no peito, porque isso lhes dão acesso fácil a cinemas, transportes e bordeis!
Muitos dos que entram na carreira policial sequer sabem das atribuições constitucionais e em suas respectivas academias não há tempo para lhes explicar, porque o Governador quer mesmo é aparecer na mídia e mandar esta gente imunda e corrupta para as ruas para fazer número e mostrar a imprensa.
Nas Minas Gerais, estado citado como rural e pacato, onde sua gente é sempre alvo de anedotas ligadas ao caipira, há como em todos os outros estados brasileiros, polícias Militar e Civil, mas aqui, onde raramente se observa escândalos, a mídia não cita os mineiros como sendo modelos da política de segurança pública. As delegacias metropolitanas estão aos poucos perdendo a antiga função de presídio; a velha guarda de policiais está dando vez aos novos e estudiosos homens compenetrados com o bem estar coletivo e as corregedorias até têm muito trabalho; mas nada que se compare às estatísticas de outros lugares.
Alguém pode até dizer que eu cito isso de Minas Gerais, porque eu sou mineiro; ledo engano; eu não sou nascido em Minas, mas até que gostaria, porque aqui, indiferentemente da minha terra natal, me sinto confortavelmente seguro, protegido e feliz por morar e criar minha família; porque aqui a polícia é melhor e a justiça é mais célere. Um lugar onde o conjunto polícia, justiça e Ministério Público andam lado a lado, o termo bandido raramente cabe por associação.
Sem querer fazer qualquer propaganda, por que não sou procurador, muito menos tutor, mas em Minas Gerais eu conheço muitos delegados de polícia que moram de aluguel, que pagam prestações do carro popular e que mantêm seus filhos em escolas públicas e nem por isso fazem “correr a sacolinha” do crime para viverem melhor. Se existem os maus policiais em Minas? Claro que sim! E deve ter um monte deles, mas é exceção e não a regra e até onde eu conheço, não estão no alto escalão; e para finalizar, o Governador de Minas é criminalista, rígido e cobrador; na sua equipe “escreveu não leu, é analfabeto”.
Para mudar o quadro de corrupção policial o Governo precisar primeiro querer, mas querer de verdade; não basta ler cartilhas e pedir para denunciar os desmoralizados se não houver uma política clara de punição exemplar. Não adianta em nada fazer uma prisão isolada de um membro de baixa patente para gerar notícia se o problema está muitas vezes no Gabinete mais ilustre e algumas vezes até no Gabinete do próprio Governador; Arruda de Brasília que o diga!
Dignidade e honra não se ensinam nas academias de polícia; ética e profissionalismo sim! Nossas crianças deveriam retornar com as aulas severas de Organização Social e Política ou ainda de Moral e Cívica, como tivemos no passado, para que cresçam sabendo que ser honesto e servir ao próximo são obrigações e não direitos. Nossa juventude já deveria ter sido alertada que do jeito que a coisa anda não sairemos do terceiro mundo, mas sim, nos mudaremos para o quarto, quiçá o quinto mundo.
Já vimos que juízes também são presos; policiais são presos; promotores são presos; Governadores também são presos; só precisamos é ter mais este tipo de notícia, com mais freqüência e mais ênfase, porque isso sim mostra ao povo que o Estado de impunidade está diminuindo; e que por qualquer desvio de caráter futuro, qualquer um pode ser punido também.
Eu gostaria que tivéssemos berço, educação e raízes baseadas na honestidade e no compromisso de fazermos o Brasil se tornar grande de fato; se não conseguimos fazer este caminho pelas raízes do povo, também não vejo mau algum que o seja pelo temor da punição mais severa; então, que nos unamos para mudar as leis. O que não podemos aceitar é vermos os nossos protetores se tornando bandidos, porque um dia, poderá ser que tenhamos que pedir auxílio e ficaremos em dúvida se ligaremos para o Batalhão ou para os traficantes!
No Brasil de hoje, quando precisar ligar para o 190, mensure bem a sua real necessidade, porque ao invés de vir o socorro, pode ser que você tenha que pedir assistência a Deus!
Carlos Henrique Mascarenhas Pires
WWW.irregular.com.br

 

Eu fiquei bem na fita.........

Polícia "bandida" tenta atropelar com cavalos


  Os manisfestante em protesto contra Arruda

Polícia tenta jogar Spray de pimenta até em cima dos jornalista não há dúvidas sobrê a força desnecessária contra manifestantes que pedem a saída do governador José Roberto Arruda (DEM) entraram em confronto no início da tarde desta quarta-feira dia (9) em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo local. O conflito acabou interditando parte do Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília. A Polícia Militar informou que 3.000 pessoas estavam no local por volta das 12h. O clima é muito tenso.
 


Os manifestantes, que começaram a chegar ao local por volta das 10h, pedem a saída do governador Arruda e do vice-governador, Paulo Octávio. Os dois são acusados de participarem do chamado mensalão do DEM, um esquema de pagamento de propina do qual também são acusados deputados distritais e secretários do governo do DF.
 
Governo Arruda além de corrupto mostrou sua cara de ditador.


Participam do protesto integrantes da várias entidades entre elas os corajosos da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.
 
A polícia esta agindo a mando do governo típico de "comunista-neonazista".
 
O Governador Arruda disse que fará como "Sarney" de lá ele não sai...

A matéria completa esta em



 

Homem sentado em uma praça observa de perto

Homem sentado em uma praça observa de perto toda ação da polícia contra bandidos sem temer o perigo

Toda ação da polícia contra bandidos sem temer o perigo

Homem presencia um tiroteio da policia e de bandidos de perto sentado em uma praça sossegadamente. Este não tem medo de bala perdida...

Revista inglesa diz que Alagoas

É capital do crime com "sua polícia corrupta"


A respeitada revista inglesa The Economist, publicou uma devastadora matéria que classifica Alagoas como a capital brasileira do crime, chama seus políticos de fracos e a polícia local de corrupta e de só querer saber “estar em greve”.
As palavras são duríssimas, e além das críticas, a revista aponta a desigualdade, a corrupção e as dívidas do Estado como causas para este quadro.
A revista vê ainda uma melhora na situação, e cita o fato do governador Teotônio Vilela ter tirado o comando da polícia das mãos de indicação política.
Veja abaixo a matéria na íntegra em inglês e português.

Murder in Brazil: Danger in Alagoas
THE road from Maceió, the capital of Alagoas state, to its airport passes luxury-car showrooms and shops selling outsize Jacuzzis. In the central reservation, indigent families live under plastic sheeting. Even by the standards of Brazil’s north-east, Alagoas is scarred by poverty and extreme inequality. With 107 murders per 100,000 people, Maceió is also the most violent state capital in Brazil, just as, with 60 murders per 100,000, Alagoas is the country’s most violent state (see chart). It is a place of sugar and cattle, where the sugarcane cutters settle scores with fists and knives and the well-connected escape punishment by using contract killers instead.
Year-round sunshine, beautiful beaches and coral reefs mean tourism offers Alagoas’s best chance of development. But its status as Brazil’s crime capital puts that at risk. State officials are desperate to point out that Alagoans kill each other, not outsiders, and in slums, not beauty spots. Victims and murderers are often indistinguishable: unemployed, illiterate, drug-addicted young men, says Jardel Aderico, the state secretary for peace, whose job title represents an aspiration.
Brazil’s murder rate barely budged during the past decade, at around 26 per 100,000. But the geography of murder changed, notes Julio Jacobo Waiselfisz of the Instituto Sangari, a think-tank in São Paulo. In 1998 São Paulo and Rio de Janeiro were more violent than average; Alagoas was not. Better policing and economic growth have seen the murder rate fall by nearly two-thirds in São Paulo and two-fifths in Rio over the decade. Criminals squeezed out of long-held strongholds followed the money to areas of new industrial development and tourist destinations. Illegal logging and land grabs, together with new cross-border routes for guns and drugs, stoked crime in the Amazon. And Alagoas, its state government debt-ridden and police force weak, corrupt and often on strike, was at times close to lawless.
Related topics
Things are starting to improve in Alagoas. The World Bank, which in 2009 lent the state $195m to stabilise its finances and improve its management, says the loan targets have been met. It is now working with the state on a plan to eradicate extreme poverty. Alagoas’s governor, Teotônio Vilela Filho, recently re-elected for a second term, has bought the police new cars and guns, and ended the practice of appointing police chiefs according to their political connections. Mr Aderico hopes that “peace lessons” in schools will create a less violent generation of Alagoans.
But in the short term the state’s best hope of moving down the murder rankings is for others to move up. Local politicians want to split Pará, a large Amazonian state, into three. If they succeed, Brazil’s map of violence will change once more. Marabá, which would become capital of south Pará, would inherit the title of murder capital and spare Maceió its shame.

Veja aqui o link para o site da revista que publicou a matéria na íntegra durante o dia de ontem
Assasinatos no Brasil: Perigo em Alagoas
 
No caminho de Maceió, capital do Estado de Alagoas, para o seu aeroporto passa carro de luxo, showrooms e lojas que vendem Piscina sob media, no acostamento, famílias indigentes vivem sob lonas de plástico.
Mesmo para os padrões do Nordeste do Brasil, Alagoas é marcada pela pobreza e extrema desigualdade. Com 107 assassinatos por 100.000 pessoas, Maceió é também a capital do Estado mais violento do Brasil, com índices que chegam a 60 homicídios por 100 mil, Alagoas também é o estado mais violento do país
É um lugar de açúcar e gado, onde os donos das usinas acertam contas com os punhos, facas e escapam da punição, usando assassinos contratados em seu lugar.
Sol o ano inteiro, belas praias e recifes de coral significam que o turismo oferece melhores chances de desenvolvimento de Alagoas. Mas o seu estatuto de capital brasileira do crine coloca em risco este potencial.
Funcionários do Estado estão desesperados, e os alagoanos se matam uns aos outros nas favelas que mancham a beleza da cidade.
Neste cenário de violência, vítimas e assassinos são muitas vezes indistinguíveis: “desempregados, analfabetos, viciada em drogas, homens jovens”, diz Jardel Aderico, o secretário estadual de paz, cujo cargo representa uma aspiração.
A taxa de assassinatos do Brasil praticamente não se moveu durante a última década, em cerca de 26 por 100.000. Mas a geografia do crime mudou, observa Julio Jacobo Waiselfisz do Instituto Sangari, uma ONG em São Paulo.
Em 1998, São Paulo e Rio de Janeiro foram mais violentos do que a média; Alagoas não foi. Um melhor policiamento seguido do crescimento econômico, fez com que houvesse uma queda da taxa de homicídio por quase dois terços em São Paulo e dois quintos no Rio durante a década.
Os criminosos, expulsos das fortalezas de longa data seguiram junto com o dinheiro para as áreas de desenvolvimento industrial e novos destinos turísticos.
A exploração madeireira ilegal e grilagem de terras, juntamente com novas rotas transfronteiriças de armas e drogas, levaram uma parte destes criminosos para a Amazônia. E Alagoas foi escolhido, pela fraqueza de um governo endividado e sem forças, além de ter uma polícia fraca, corrupta , muitas vezes em greve, e às vezes comandando o crime organizado.
A boa notícia é que as coisas estão começando a melhorar em Alagoas. O Banco Mundial, que em 2009 emprestou o estado de $ 195m para estabilizar suas finanças e melhorar a sua gestão, diz que as metas de empréstimo estão sido cumpridas.
Agora ela está trabalhando com o estado em um plano para erradicar a pobreza extrema.
O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, recentemente reeleito para um segundo mandato, comprou os carros de polícia e armas novas, e terminou a prática de nomear chefes de polícia que não tenham conexões políticas. O secretário Aderico espera que as "lições de paz" nas escolas criem uma geração menos violenta de alagoanos.
Mas, no curto prazo, a melhor esperança do Estado de sair de baixo no ranking assassinato é com a piora dos outros.
Os políticos locais querem dividir Pará, um grande estado amazônico, em três. Se forem bem sucedidos, mapa do Brasil de violência vai mudar mais uma vez. Marabá, que se tornaria capital do Pará, sul, herdaria o título de capital de assassinatos e pouparia Maceió desta vergonha.

Policiais rendem um suposto bandido

Colocando a metralhadora em sua cabeça

 Policiais rendem um bandido colocando a metralhadora em sua cabeça