Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Policial negro é abordado por PM branco durante o trabalho pela 2ª vez...

 Rua Domênico Palma (SP), onde policial civil negro foi abordado por PMs - Reprodução/Google Maps

Rua Domênico Palma (SP), onde policial civil negro foi abordado por PMsImagem: Reprodução/Google Maps


Luís Adorno e Thaís Augusto

Do UOL, em São Paulo

17/09/2020 22h27Atualizada em 18/09/2020 08h50

O policial civil negro W.V.S, 39, que em junho deste ano foi agredido por PMs enquanto levava suspeitos, voltou a ser abordado por colegas enquanto trabalhava. Em boletim de ocorrência registrado hoje, ele afirma que policiais militares o pararam na Rua Domênico Palma, em São Paulo, quando ele dirigia uma viatura descaracterizada e, mesmo depois da identificação, um segundo grupo de PMs teria impedido sua saída do local.

Segundo relato de W.V.S. no boletim, ele percebeu pelo retrovisor a aproximação de dois policiais militares em motocicletas e, imaginando que seria abordado, acionou os sinais luminosos da viatura para indicar que era um policial civil. Mesmo assim, os militares o pararam, de acordo com o relato. W.V.S. conta que mostrou seu documento funcional de policial civil e ainda informou que o veículo era uma viatura oficial.

Depois de prestar informações aos militares, W.V.S. também teria pedido que eles se identificassem, e anotado informação de um dos policiais, que no boletim de ocorrência está declarado como branco. Na sequência, o W.V.S. teria tentado sair da local da abordagem, mas disse que foi impedido por mais viaturas da Polícia Militar.

Ainda de acordo com o relato registrado, W.V.S. teria precisado comprovar novamente sua identidade para os colegas e, finalmente, conseguido deixar o local. Depois disso, ele se dirigiu para a 43º DP, onde registrou boletim de ocorrência.

Agredido por policial militar enquanto levava suspeitos

"Vai, negão, deita no chão". "Que polícia que nada, seu filho da p***". Essas foram as ordens que W.V.S. teria recebido de um policial militar branco por volta das 12h45 do dia 8 de junho, em frente à delegacia em que trabalha, no centro de São Paulo, enquanto conduzia três suspeitos para o Distrito Policial.

No dia, o policial civil também registrou B.O de lesão corporal, injúria e violência arbitrária. O PM acabou fugindo sem ser identificado, porém a numeração da moto que usava foi anotada, assim como sua cor de pele. Com base nessa informação, a Polícia Civil oficiou a PM e a Corregedoria da corporação, requerendo o nome do policial e medidas a serem adotadas.

70 Comentários

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Visitante

OS PROBLEMAS MAIORES DE SEGURANÇA PÚBLICA E DO BRASIL SÃO OS MILITARES E OS POLÍTICOS!OS POLÍTICOS ROUBAM A PÁTRIA E OS MILITARES SE CONSIDERAM DONOS DA PÁTRIA!

Visitante

SOU BRANCO E OS PROBEMAS QUE TIVE COM A PM É PORQUE NÃO DEVE EXISTIR DUAS POLÍCIAS APENAS UMA E DE PREFRÊNCIA COMO CONHEÇO A DUAS QUE SEJA CIVIL E NÃO MILITAR!

Visitante

ENTREI NA POLÍCIA MUITO CEDO E APOSENTEI TAMBÉM CEDO POR TER ESSES PROBEMAS COM A PM!

Visitante

AÍ EU CONHEÇO BEM OS CARAS E TRAVBALHEI NAS DUAS E TIVE MUITOS PROBLEMAS É UMA BRIGA PESSOAL!

qtvowagcs447

Coloquem civis para chefiar as polícias fardadas, como ocorre na maioria dos países ocidentais, e todos esses problemas da PM se resolverão.

igoissilva

parabéns aos PM's, suspeitou? ABORDA!

igoissilva

o PC é MIMIZENTO e se acha, é mais um que gosta de dar carteirada! é proibido abordar um negro agora?

Usuário UOL

Esses PMs estão totalmente despreparado para a função pública de segurança.

Dilma Teixeira

E se fosse um policial militar negro abordando outro civil apaisana? Isso pode acontecer até porque a maioria dos policias são pardos e negros. Mas, a mídia dá mais destaque a negros sendo agredidos por brancos apenas e tão somente porque dá mais audiência e sensibiliza mais a opinião pública.

wasantos

Esse caso é exemplo emblemático da ação preconceituosa da PM e infelizmente pode mostrar algo bem pior. Além do racismo, pode mostrar que o policial civil está sendo pressionado e seguido pela PM em vista do episódio anterior. Ou os policiais militares do caso são os caras mais sem noção do mundo, ou estão tentando intimidar o policial civil. De toda maneira, é racismo tentando esconder racismo!

JUCA-SP

é so acabar cpm a PM... pq duas policias/, uma só já nao é o suficiente?

Blkup

Adoro ler estas notícias . Finalmente este país de encardidos estão expondo seus complexos raciais e mazelas .

Política

Decisão da PM sobre capitão será enviada ao Palácio de Karnak nesta sexta (09)

 08/02/18, 16:47

Matéria ampliada na sexta-feira (09)

"Não há mais prazos, só providências". Essa foi a declaração do comandante-geral  da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto de Souza, em relação a decisão do Conselho de Justificação sobre a demissão do capitão Alisson Wattson do Nascimento, que confessou ter matado a namorada em outubro do ano passado.

"Em relação ao processo administrativo para sua permanência ou não na Corporação, isso é algo resolvido e ponto final. Aqui não se trata mais de prazo, só de providências. Vamos encaminhar ao poder executivo que vai encaminhar ao Tribunal de Justiça. Mas como disse: não há prazo mais para ser seguido; somente providências"

Segundo o comandante, o processo será encaminhado ao governador Wellington Dias ainda nesta sexta-feira (09). 

"A decisão está tomada pela Polícia Militar. Vamos encaminhar o relatório ainda hoje, pois o governador é quem nomeia e é quem exonera. Não tenho nenhuma dúvida que nos próximos dias teremos a publicação no Diário Oficial da sua exclusão e encaminharemos para decisão da Justiça e transferência dele para o presídio comum", disse o coronel. 

O comandante destaca que os prazos processuais foram cumpridos e o resultado do Conselho de Jusitifcação só foi anunciado agora devido ao recesso forense. 

"Foram cumpridos todos os prazos, dado direito a defesa, o processo havia sido suspenso devido as férias forenses. Mas já está tudo resolvido. Ele [capitão] estava em um momento de folga e por isso responde por um crime comum. O caso foi encaminhado para o MP que denunciou a Justiça. Em relação a pena, a palavra está com a Justiça", frisa. 

Alisson Wattson está preso preventivamente e após a publicação da expulsão dele dos quadros da PM será transferido para o presídio comum.

O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto de Souza, informou ao  Cidadeverde.com que o capitão Allisson Watson do Nascimento será transferido do presídio Militar para um comum.  

Nesta quinta-feira (8), o Conselho de Justificação, decidiu pela expulsão do capitão Alisson Wattson do Nascimento, acusado de matar a namorada Camilla Abreu a tiros e jogar o corpo da jovem em um matagal na zona Sudeste de Teresina. 

Seguno o comandante todos os processos em andamento na Polícia Militar envolvendo crimes graves estão sendo analisados. 

Carlos Augusto disse que o conselho acompanhou todos os detalhes do inquérito e constatou que o capitão é culpado e não tem condições de permanecer nos quadros da PM.

"Ele será excluído da corporação e vamos pedi a sua transferência do presídio militar para um comum".

Com a decisão, o capitão deixa também de receber salário da corporação. 

"Todos os casos graves estão sendo analisados. A Polícia Militar não pode aceitar esse tipo de comportamento. A PM é para proteger, a corporação trabalha com arma e é preciso ter limites", disse.

Carlos Augusto ressaltou ainda que o processo do capitão Allisson Watson foi feito ouvindo todos as testemunhas, o acusado e a defesa. Ele informou que a decisão só aconteceu agora porque houve o recesso no judiciário que atrapalhou o andamento do processo.

O comandante divulgou nota após decisão do conselho. Veja:

 

Yala Sena e Graciane Sousa
redacao@cidadeverde.com

Major condenado por tortura e morte de Amarildo é reintegrado à PM do Rio

 Pedreiro foi morto em 2013 depois de ser torturado por policiais militares na Rocinha; corpo nunca foi encontrado


02/02/2021 14:02 - atualizado 02/02/2021 14:12

Major Edson Santos foi condenado em 2016 a 13 anos de prisão, mas, desde 2019, está em liberdade condicional

(foto: Reprodução/TV Globo)
major Edson Raimundo dos Santoscondenado pela tortura morte do pedreiro Amarildo Souza, foi reintegrado à Polícia Militar do Rio de Janeiro. A reintegração foi publicada no Diário Oficial do estado da sexta-feira (29/1).

O policial foi condenado em 2016 a 13 anos de prisão, mas, desde 2019, está em liberdade condicional. Além dele, outros 12 policiais também foram condenados por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual.

Amarildo, que tinha 42 anos, foi morto em julho de 2013 depois de ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Segundo a investigação, o pedreiro foi torturado dentro da UPP até morrer. O corpo dele nunca foi encontrado.

Processo de expulsão de coronel da PM condenado por pedofilia é suspenso

 Pedro Chavarry Duarte recorre da condenação por ter estuprado uma menina de 2 anos em 2016

Por Clara Nery, às 17:45 - 07/10/2019

00:0002:14

O processo está na Justiça desde 2016 (Foto: Reprodução)

O processo de expulsão do coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, condenado por ter estuprado uma menina de 2 anos em 2016, foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no último dia 19. De acordo com a decisão, os desembargadores responsáveis pelo caso optaram por aguardar o resultado definitivo de um recurso de apelação. Nele, Chavarry recorre da condenação.

seta-imagem-animada-0182

A Justiça revogou a prisão do major Edson Santos, envolvido no desaparecimento e na morte do ...
18 de fev. de 2020

 

O processo está na Justiça desde 2016 e, enquanto isso, o agente segue no quadro da corporação e recebe um salário líquido de cerca de R$ 22 mil. 

O advogado especialista em direito administrativo José Luiz Magalhães explica que a suspensão por conta do recurso é válida já que a apelação é um direito do acusado. 

Chavarry foi condenado, a 11 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa. Segundo as investigações, além de ter abusado da criança, ele ainda ofereceu dinheiro aos agentes que o prenderam. Ele foi flagrado com uma menina de dois anos, nua, dentro do carro. 

O coronel ainda é alvo de um novo processo, onde é acusado de envolvimento com um grupo de pedófilos. Segundo a Polícia Civil, o bando usava duas casas, na Zona Norte do Rio, para abusar sexualmente de uma criança e um adolescente, que são irmãos. 

Um inquérito revelou que o pai e o avô paterno das vítimas eram responsáveis por "agenciá-las". Ao todo, 11 acusados foram denunciados em junho deste ano, pelo Ministério Público do Estado do Rio, por estupro de vulnerável e já são réus em um processo da justiça.  

Dos acusados, nove estão presos, incluindo o Chavarry, e dois estão foragidos. 

Processo de expulsão de coronel da PM condenado por pedofilia é suspenso - Site Oficial da Rádio BandNews Rio de Janeiro FM - 90,3 (Rio de Janeiro)

Major condenado por tortura e morte do pedreiro Amarildo é reintegrado à PM

Em 2013, Amarildo foi levado por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha e nunca mais voltou para casa

atualizado 02/02/2021 13:24

AmarildoReprodução Internet

Rio de Janeiro – O major Edson Raimundo dos Santos, condenado a 13 anos de prisão pela tortura e morte do pedreiro Amarildo Souza, foi oficialmente reintegrado ao quadro da Polícia Militar do Rio de Janeiro, segundo informações da TV Globo. A decisão que beneficiou o major é da juíza Larissa Duarte, da Vara de Execuções Penais.

seta-imagem-animada-0182

Processo de expulsão de coronel da PM condenado por ...

 


No dia 14 de julho de 2013, Amarildo foi levado por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha e nunca mais voltou para casa. Os policiais acreditavam que Amarildo tinha informações sobre o paradeiro de traficantes. O major Edson era o comandante da unidade na época.

PMs condenados

Em 2016, o major e outros 12 PMs da UPP Rocinha foram condenados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Um dos 13 réus, no entanto, morreu antes da sentença e teve a punibilidade extinta. O major recebeu a maior pena: 13 anos e 7 meses de prisão.

No final de 2019, a Justiça do Rio concedeu liberdade condicional ao major Edson dos Santos. Ele cumpria a pena em prisão domiciliar.

O caso Amarildo

Amarildo de Souza desapareceu no dia 14 de julho de 2013, na Rocinha. Investigações do Ministério Público conseguiram comprovar que o ajudante de pedreiro foi levado para a base da UPP da comunidade pelos PMs, que acreditavam que Amarildo sabia do paradeiro de traficantes.

A Justiça concluiu que Amarildo foi torturado até a morte. O corpo dele não foi encontrado até hoje.