Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Luiz Antônio, do Flamengo, é indiciado por ligação com milícia

20/03/2015 10h26 - Atualizado em 20/03/2015 11h41

Pai do atleta também foi indiciado.

Eles foram denunciados pelo Ministério Público.

Do G1 Rio
Luiz Antônio deixa a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) (Foto: Gabriel Barreira/G1)Luiz Antônio deixa a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) em agosto
(Foto: Gabriel Barreira/G1)













O jogador do Flamengo Luiz Antônio de Souza Soares, seu pai Luiz Carlos Francisco Soares e o policial civil, Alexander da Rocha, Antunes, conhecido como Sergio Preto, foram indiciados nesta sexta-feira (20) pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE) e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de fraude securitária e organização criminosa. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança do Rio nesta sexta-feira (20).

Segundo o órgão, a DRACO/IE comprovou que o jogador não teve seu carro roubado, como fora informado, comprovando assim o crime popularmente conhecido como "tombo de seguro", utilizando o amigo, então policial civil Alexander da Rocha para um falso registro de ocorrência. De acordo com as investigações, para dar sumiço ao veículo, Luiz Antônio com o auxílio de seu pai entregou o carro a milicianos da Zona Oeste.
Na manhã desta sexta, os agentes da DRACO/IE realizaram diligências de busca e apreensão na residência do jogador e em endereços onde Luiz Antônio também já morou.

Em um desses endereços, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, os agentes constataram que o jogador já havia deixado completamente aquele imóvel. No entanto, em posse dos novos moradores foram encontrados quantidade ainda não contabilizada de Ecstasy, maconha, cocaína, uma substância de nome metilenodioximetanfetamina, conhecida em raves e festas pelos usuários como MD ou MDMA, além de quantidade de Euro. As quatro pessoas encontradas no imóvel foram presas em flagrante e, entretanto, ficou constatado que não possui absoluta ligação entre elas e os indiciados no inquérito.

O Clube de Regatas do Flamengo informou que vai dar o apoio necessário ao atleta. Entretanto, o clube disse que não tem responsabilidade sobre os fatos da vida pessoal do atleta.

O advogado do jogador, Michel Asseff Filho, disse, que não vai se pronunciar enquanto não tomar ciência dos autos. Porém, ele reafirmou a inocência de seu cliente.

O G1 tentou contato com o empresário de Luiz Antônio, Jolden Vergete, mas não obteve resposta.
Entenda o caso
Segundo a policia, o meio-campo do Flamengo teria presenteado com um carro de luxo um dos chefes da maior milícia que atua no Rio de Janeiro. O pai do atleta, Luiz Carlos Francisco Soares, que fez registro de roubo do veículo em uma delegacia para que o filho recebesse o dinheiro do seguro, não compareceu à delegacia. Segundo o advogado do jogador, Luiz Carlos não chegou a ser intimado.
Se o fato for comprovado nas investigações, o jogador pode responder por estelionato e o pai, por falsa comunicação de crime. A acusação de formação de quadrilha também pode ser feita contra Luiz Antônio, caso fique provado que ele tinha elo com a quadrilha, que teve mais de 20 presos em agosto.
De acordo com os agentes, pesa na investigação, o fato de o policial Alexandre da Rocha Antunes ter sido o responsável pelo registro de roubo do carro do jogador na delegacia. Alexandre e mais 21 pessoas foram presas em operação da Polícia Civil. De acordo com a investigação, ele costumava dizer no trabalho que era "irmão de criação" de Luiz Antônio.
As investigações revelaram ainda que o miliciano ficou apenas três semanas com o veículo para não chamar atenção dos policiais. Ainda de acordo com a polícia, na ocasião, o pai do jogador disse que o carro foi roubado por dois homens em uma moto, em Guaratiba, na Zona Oeste.

Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1.

178
 
COMENTÁRIOS
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
Este conteúdo não recebe mais comentários.
RECENTES
POPULARES
  • Matheus Damaceno
    HÁ 4 ANOS
    Essas pessoas acha que a culpa é do Flamengo. O Flamengo não tem nada com vida pessoal de jogador não.
    • Marcos Jardim
      HÁ 4 ANOS
      90% DOS MARGINAIS SÃO FLAMENGUISTAS. ISSO É FATO.
    • Silvio Filho
      HÁ 4 ANOS
      a redacáo devia saber mais sobre as atribuicóes das instituicóes,pois quem indicia é a policia civil ,isto é, o delegado, pois mp é parte processual somente acusa e pede diligéncias conforme explicita a carta maior
      • Matheus Damaceno
        HÁ 4 ANOS
        Esse povo acha que a culpa é do Flamengo. O Flamengo não tem nada haver com vida particular de jogador não.
        • Edson Muniz
          HÁ 4 ANOS
          vai ver todos que estão malhando o clube de regatas flamengo são ficha suja.

        Polícia do RJ prende integrantes de milícias que atuam em São Gonçalo e Maricá

        Polícia diz que esses grupos são responsáveis por metade dos assassinatos na região. Justiça autorizou a gravação de conversas telefônicas deles

        Por Jornal Nacional
         

        00:00/02:19
        Polícia do Rio prende milicianos que aterrorizavam cidades da região metropolitana

        A polícia do Rio prendeu nesta segunda-feira (24) integrantes de três grupos de milicianos que aterrorizavam moradores na região metropolitana.


        Policial e bandido. O homem de boné preso nesta segunda é sargento e chefe de uma milícia, como apontam as investigações. Os policiais prenderam 18 criminosos de 3 grupos diferentes de milicianos que dominam áreas em São Gonçalo e Maricá.

        A polícia diz que esses grupos são responsáveis por metade dos assassinatos na região. A Justiça autorizou a gravação de conversas telefônicas deles.

        Miliciano: Olha só, eu já tô no problema, filhão, com mais de 50 homicídios. Você acha que esse probleminha de loja vai querer me prejudicar em algum bagulho? Isso aí é pinto pra mim.

        O Ministério Público diz que a milícia usa a violência para dominar o território e os serviços dentro de uma comunidade. E a lista é grande: segurança clandestina a comerciantes, venda de botijões de gás e cigarros, serviços clandestinos de internet e TV a cabo.


        “Eu reputo até o tipo de ação deles mais danosa ainda do que a do tráfico. São crimes realmente que atingem duramente essa população menos favorecida que está sob o jugo deles”, diz o promotor de justiça Sérgio Lopes.

        A polícia investiga se policiais estariam ajudando esses grupos de milicianos a aumentar o domínio na região metropolitana do Rio. A suspeita é que PMs corruptos organizem operações para expulsar traficantes de comunidades e abrir caminho para a milícia.

        “Há possivelmente o envolvimento de policiais no sentido de dar cobertura para tomadas de bocas de fumo, tomadas de áreas e o domínio pela milícia”, explica a delegada Bárbara Lomba.

        Em outra ligação, um miliciano que já estava preso fala de dentro da cadeia com um comerciante sobre a participação de policiais.

        Miliciano: Eu tô pagando uma viatura aí pra entrar aí direto, entendeu? Pros outros sentir mais tranquilidade.

        Comerciante: É eu vejo sim, de vez em quando entra um Voyagezinho.

        Miliciano: Eu vou mandar eles aí dentro todo domingo ou todo sábado à noite. Aí eles vão parar, vão disfarçar, toma um café aí e pega o dinheiro com você aí.
        E não há justificativa para não pagar
        Miliciano: O que houve com a última quinzena que tu não pagou, mané?
        Comerciante: Tá tendo assalto pra caramba

        Miliciano: É, filhão, mas é vagabundo pra ... São Gonçalo todo assalta e todo mundo paga, cara. Você não é diferente de ninguém não, cara

        Polícia do RJ prende integrantes de milícias que atuam em São Gonçalo e Maricá | Jornal Nacional | G1