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terça-feira, 1 de maio de 2018

Ex-miliciano revela funcionamento de milícia do Rio de Janeiro

Edição do dia 10/08/2014
10/08/2014 21h38 - Atualizado em 10/08/2014 23h23

Ex-miliciano revela funcionamento de milícia do Rio de Janeiro

Segundo a polícia, um jogador de futebol citado pelo ex-miliciano deu um carro de luxo de presente para um dos chefes da quadrilha.











Elas tomam conta de bairros carentes, e cobram dos moradores por proteção e serviços básicos, que quem deveria prestar é o Estado. São as milícias, organizações criminosas formadas, muitas vezes, por policiais e ex-policiais. Uma pessoa que pertencia a um desses bandos, no Rio, decidiu contar tudo e o Fantástico obteve o depoimento com exclusividade.
“Muitas mortes. Passa fogo e acabou. Some com eles dali e ninguém vê o corpo, ninguém vê nada”, conta um ex-miliciano que preferiu não se identificar.
A maior e mais violenta milícia do Rio de Janeiro foi desarticulada esta semana. Milícia é um bando armado que toma conta de áreas onde o poder público está ausente.
Cobra taxas dos comerciantes, das vans de transporte alternativo, cobra por segurança, cobra pela TV a cabo e pelo gás. Cobra preços exorbitantes até pela cesta básica.
“Quem não paga, pode comprar a passagem para o além. Entendeu? Tem que pagar. É assim que funciona”, diz.
Um homem ajudou a polícia do Rio a identificar os criminosos. Ele diz conhecer como ninguém o funcionamento da quadrilha, que explorava moradores da Zona Oeste da cidade havia mais de dez anos.
“Eu sou um ex-componente da firma. Eu era um braço-direito deles”, conta.
Essa milícia foi criada pelos irmãos Jerônimo e Natalino Guimarães, respectivamente, ex-vereador e ex-deputado estadual do Rio. Eles estão presos há mais de seis anos em um presídio federal de segurança máxima, em Porto Velho, Rondônia, condenados por formação de quadrilha armada. Esse grupo criminoso é formado, principalmente, por quem deveria estar do lado da lei.
“A maioria é ex-policiais. Ex-policiais e policiais da ativa. A maioria, por isso que tem essa força. A firma é milionária”, diz.
“Nós constatamos que eles movimentavam cerca de R$ 1 milhão por mês”, destaca o delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, Alexandre Capote.
A área de atuação da milícia chegou até condomínios do programa "Minha casa, minha vida", do governo federal.
Em abril passado, o Fantástico denunciou que essa quadrilha cobrava taxas e serviços dos moradores e expulsava de lá quem não colaborava.
“Centenas de trabalhadores que conquistaram o direito de ter um imóvel, e de uma hora pra outra se viram no meio da rua, expulsos, torturados, ameaçados só porque esses milicianos queriam esses imóveis para vender”, diz o delegado.
Nesta semana foi a vez de os milicianos mudarem de endereço. Terça-feira passada, a Divisão de Homicídios prendeu um dos chefes: o ex-PM Marcos José de Lima Gomes, conhecido como Gão. Ele trocava de casa frequentemente e vivia cercado de proteção.
“Desde o início da rua onde ele mora, tinham pessoas e câmeras que faziam toda a vigilância para que ele efetivamente não fosse alcançado”, diz o delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa. 
“É uma pessoa extremamente perigosa, audaciosa, e que controlava, dividia a liderança da milícia com mão de ferro”, diz o delegado Alexandre Capote.
Dois dias depois da captura de Gão, a equipe da delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas prendeu mais 22 integrantes do grupo, entre eles João Henrique Barreto, o Cachorrão.
“Ele era ainda policial militar, um suboficial, e lotado no Batalhão de Campo Grande, que é a área de atuação dessa milícia”, destaca o delegado Alexandre Capote.
Segundo o ex-integrante da milícia, a quadrilha tem armamento pesado. “Hoje, tem 168 fuzis. A arma que chega, eles pagam, eles compram. Isso é brinquedo para eles”, conta.
Além do poder de fogo, os comparsas gostam de mostrar poder, de ostentar.
“Sexta e sábado sempre tem um churrasco. Chope à vontade, mulher à vontade. E de vez em quando aparece um cantor famoso, um jogador de futebol de um time grande do Brasil para prestigiar”, conta o ex-miliciano.
Segundo a polícia, o jogador de futebol citado pelo ex-miliciano deu de presente um carro de luxo para um dos chefes da quadrilha. O bandido usou uma estratégia: ficou apenas três semanas com o mimo para evitar qualquer monitoramento. Para o jogador, o plano teria sido outro.
“Ele presenteou o miliciano para ficar bem com ele, e, ao mesmo tempo, cometeu um estelionato, uma fraude com fim de receber o valor do seguro desse carro. Foi o familiar do jogador que comunicou falsamente o roubo desse carro”, diz o delegado Alexandre Capote.
A investigação mostra que o roubo foi registrado em uma delegacia no início do ano.
“Já foi instaurada uma investigação e esse jogador de futebol vai ser investigado, vai ser chamado para prestar esclarecimento”, destaca o delegado Alexandre Capote.
A polícia também vai investigar os papéis apreendidos com os milicianos que foram presos.
“Nós apreendemos contabilidade, que causa perplexidade, por dois motivos. Primeiro, pela organização. Está tudo planilhado, bem como outros documentos, por exemplo, as cartas que mostram que existe uma vinculação entre as pessoas que estão presas e quem está aqui fora”, diz o delegado Rivaldo.
Aqueles que ainda estão do lado de fora fazem exaltação aos criminosos. Em um funk, eles mostram de onde vem a inspiração.
“Igual à máfia italiana nossa fama se espalhou. Esse é o bonde do Gão. Igual à máfia italiana igual à máfia italiana igual à máfia italiana”, diz a letra
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Fantástico - Ex-miliciano revela funcionamento de milícia do Rio de Janeiro

Policial preso por usar efetivo da PM para fins pessoais

Briga de trânsito motivou “acerto de contas” que culminou em prisão de sargento
2 OUT 2017Por Renan Nucci08h:42
Desentendimento após acidente de trânsito terminou com sargento do Batalhão de Choque preso pela Corregedoria da Polícia Militar no último sábado, em Campo Grande. O tenente-coronel Luiz Fernando Carvalho, corregedor plantonista que atendeu a ocorrência, alega que o policial Éder Queiroz Gomes, 35 anos, cometeu crime de ameaça e usou da estrutura da PM para fins particulares, após abordagem ao comerciante Franklin Nunes Martins, de 26 anos. 
Colegas de Éder manifestaram revolta com a prisão considerada por eles como desproporcional aos fatos, e alegam que a suposta vítima usou de influência com parentes policiais para acionar a corregedoria com facilidade.
O corregedor plantonista nega tal versão e afirma que dentro do Código Penal Militar, ameaça é considerada crime contra a administração, passível de reclusão imediata. 
Já a expectativa do comandante do Choque, coronel Marcus Pollet, é de que o sargento seja liberado nesta segunda-feira, durante audiência de custódia. Éder está detido no Presídio Militar, instalado no complexo penitenciário da Capital. 
A confusão teve início na quinta-feira, depois que outro comerciante, amigo do sargento, se envolveu em acidente de trânsito na Rua Panambi Verá, no Jardim Tijuca. O homem, identificado como Eraldo Gomes Patrício Júnior, 27 anos, teria provocado a queda de Franklin da moto, enquanto seguia de carro para o médico. 
A ocorrência não foi grave, mas deixou a moto com avarias. Ambos trocaram telefones para resolver a situação posteriormente, mas não se entenderam. Eraldo passou a ser alvo de ameaças por parte de Franklin que dizia, inclusive, saber onde ele morava, que iria furar o carro dele a tiros e que ele deveria mudar de bairro. Com medo, Eraldo procurou a Polícia Civil na sexta-feira, para registrar boletim de ocorrência.
Temendo por sua integridade, teria alertado também Éder, principalmente porque em áudios enviados, o comerciante dizia que o irmão e o padrasto seriam policiais e que acionaria a corregedoria caso achasse necessário. 
De serviço no sábado e fardados, o sargento Éder e sua equipe foram até a lan house de Franklin. Segundo o tenente Edemair Basílio, oficial superior de Éder no dia, o objetivo do policial foi apenas fazer uma orientação, principalmente porque as ofensas disparadas através das mensagens constituíam crimes e ofensas contra a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. 
Na lan house, Franklin acionou o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) por meio do 190, alegando estar sendo ameaçado por um policial armado. 
Assim, oficial do 1º Batalhão da PM, que atende a área, deu voz de prisão a Éder e encaminhou os envolvidos à corregedoria. Franklin estava acompanhado da namorada que corroborou com sua versão.

Médico denuncia major da Polícia Militar por agressão em Boa Viagem

Médico denuncia major da Polícia Militar por agressão em Boa Viagem

De acordo com o relato do médico, o militar teria assediado a esposa dele com "carícias libidinosas", e ainda estaria embriagado e sob a posse de arma
Publicado em 26/02/2018, às 17h15
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem / Foto: Reprodução/Google Street View
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem
Foto: Reprodução/Google Street View
JC Online

Um médico denuncia que foi espancado por um major da Polícia Militar de Pernambuco em um seleto restaurante da Zona Sul do Recife. De acordo com a queixa, o militar estaria embriagado e armado onde seria proibida a posse de arma de fogo, mesmo para alguém com posse e porte de arma permitidos. A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Delegacia de Polícia Civil iniciaram as investigações a partir desta segunda-feira (26), na qual serão ouvidas as partes envolvidas, para assim, tomar as medidas necessárias.
A discussão aconteceu durante um evento de conclusão de residência médica, com cerca de cem convidados da alta sociedade pernambucana, no Restaurante Coco Bambu, em Boa Viagem, na quinta-feira (22). Entre os presentes, militares, médicos e empresários participavam da comemoração, inclusive o profissional de medicina Jones Nogueira, acompanhado da esposa. O comandante da Rádio Patrulha, Alexandre Jorge da Silva, teria ido ao encontro da esposa do médico fazendo insinuações libidinosas. A mulher se incomodou quando o militar acariciou a nuca dela sem pudor algum. “Respeita tua mulher, ela está do outro lado olhando pra cá”, disse a coagida. O comandante, ignorando o fato, declarou que “gosta do rolo”, sem se preocupar com a situação constrangedora.
“Minha esposa se levantou e veio me retratar. Na mesma hora falei com o casal de anfitriões que não poderíamos mais ficar alí, pois um dos convidados deles havia acabado de dar em cima da minha esposa, e que inclusive, ele estaria armado dentro da festa”, conta o médico em entrevista à TV Jornal.

A acompanhante do suposto agressor, delegada da Polícia Civil, pediu para que ele o acompanhasse para casa, mas ele se negou. “Ela se alterou e quebrou um copo de whisky na mesa. Os vidros do copo feriram seis pessoas, inclusive um capitão da Polícia Militar; ela ainda disse que se ele não fosse, ela iria quebrar tudo”, diz o médico.  “Por volta das 23h45 saí do restaurante com minha esposa; foi quando fui atingido por um soco no rosto pelas costas. Caí no chão e continuei sendo espancado pelo major e pelo ‘comparsa’ dele com socos e pontapés”, relata. Quando procurado pela reportagem do Jornal do Commercio, o comandante disse que não iria fazer nenhuma declaração, a não ser às autoridades.

Investigação

O doutor conta que mesmo dizendo que iria denunciá-lo à Corregedoria, o militar não se sentiu amedrontado. A nota oficial divulgada pela SDS relata que “as oitivas dos envolvidos e testemunhas já foram iniciadas, de modo a esclarecer os fatos no menor tempo possível. Outros elementos de prova serão analisados para que, ao final, a Corregedoria se pronuncie oficialmente sobre o caso”.
Logo ao sair do restaurante, o pressuposto agredido registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem. De acordo com o delegado Ramon Teixeira, as investigações foram iniciadas e todos os envolvidos e presentes durante o discussão serão intimados a depor; a solicitação das imagens de segurança do restaurante também serão solicitadas. “Há dois registros da mesma ocorrência aqui na delegacia; os dois envolvidos prestaram queixas um contra o outro”, conta o delegado. O responsável pelo restaurante diz que irá colaborar com as investigações e só irá depor aos órgãos responsáveis.
Médico denuncia major da Polícia Militar por agressão em Boa Viagem - Jornal do Commercio

Policial invade emissora de TV em Minas e ameaça segurança

De acordo com a corporação, investigador estava de licença médica desde setembro


1 FEV2018
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Funcionários da TV Record Minas foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira (31) com a invasão de um policial civil que, supostamente, queria sugerir uma pauta à emissora. Ele não teve o nome revelado e se rendeu depois de conversar com policiais militares, jornalistas e colegas de corporação.

Foto: Reprodução
O trânsito na Avenida do Contorno, uma das mais movimentadas de Belo Horizonte, precisou ser interrompido durante a negociação de sua rendição. Ele alegava ter sido preso injustamente e com uma arma na mão, chegou a ameaçar se matar e foi levado por agentes da Corregedoria Geral da Polícia Civil. A TV Record Minas não comentou o assunto.
Em nota, a Polícia Civil informou que o policial está há mais de quatro meses de licença médica por apresentar problemas psiquiátricos. O informe menciona ainda que o indivíduo já havia sido afastado de suas funções outras vezes, porém não diz em quantas ocasiões ele precisou se licenciar.
Leia o posicionamento da Polícia Civil de Minas Gerais sobre o caso:
O Investigador de Polícia que esteve na manhã de hoje (31) na TV Record estava de licença médica desde o dia 19 de setembro do ano passado. Ele apresentou problemas psiquiátricos e estava sendo acompanhado pelos órgãos responsáveis da instituição. O policial já tinha histórico de licenças médicas em períodos anteriores. Ele foi encaminhado à Corregedoria-Geral de Polícia Civil, onde serão tomadas medidas pertinentes.

Outros surtos envolvendo policiais

Esse não é o primeiro caso em que policiais mineiros “surtam” e assustam a população. Em agosto de 2017 militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) precisaram conter um tenente-coronel “colega de farda” num dos mais conhecidos e movimentados pontos do centro na capital mineira, a Praça Sete de Setembro.
Armado com uma carabina e um revólver, o militar reformado também ameaçou cometer suicídio. O caso ocorreu durante a madrugada e ele foi encaminhado ao departamento psiquiátrico do Hospital da Polícia Militar.
Em entrevista a um jornal local ele alegou que estava transtornado com dívidas contraídas com banco e que não queria causar mal a ninguém.
No mesmo mês, um investigador da Polícia Civil foi detido por colegas depois de fazer uma fogueira com notas de R$ 50 e R$ 100. Militares atenderam a ocorrência e conseguiram evitar que o policial queimasse R$ 29 mil. Segundo o “incendiário” o dinheiro era proveniente de corrupção. O agente envolvido também apresentou distúrbios psiquiátricos.
Fonte: Especial para Terra
Policial invade emissora de TV e ameaça segurança

Antonio Paulo · 
Há enormes equívocos na formação policial. Quer estadual ou federal, ou mesmo, os agentes de trânsito. As Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), mantém um rigoroso controle com o seu quadro de pessoal. Os militares são avaliados periodicamente (ano a ano), sob as suas condições psíquicas e psicológicas. Há boletins internos que avaliam o militar até mesmo para os efeitos de promoção na carreira. A estupidez dos concursos públicos para o quadro policial civil quer federal ou estadual, bem como das policias militares estaduais está na exigência de um exame psicotécnico a que se 'supõe' que o candidato a concurso público depois dele ser submetido não poderá ter nenhum problema de natureza quer psicológica quer psiquiátrica. Mais uma estupidez dentre tantas outras na formação policial.
Tony Silva
Meu amigo, eu não entendi se o senhor é médico ou simplesmente está dando uma opinião no meu parecer totalmente errada. Qualquer cidadão pode passar de uma situação normal para um desequilíbrio mental devido aos afazeres do seu trabalho diariamente.
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