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terça-feira, 1 de maio de 2018

Após 10 dias, inquérito sobre PF que matou jovem em boate não é fechado

11/07/2016 14h08 - Atualizado em 11/07/2016 19h16

Após 10 dias, inquérito sobre PF que matou jovem em boate não é fechado

Delegado diz que polícia ainda aguarda resultados dos laudos periciais.
No último dia 2, policial deu quatro disparos em boate e Rafael foi morto.

Caio FulgêncioDo G1 AC

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Policial federal Victor Manuel Fernandes Campelo, de 23 anos, deu tiro que matou jovem em boate no Acre (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)Policial federal Victor Manuel Fernandes Campelo,
de 23 anos, deu tiro que matou jovem em boate
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Após 10 dias, o inquérito sobre o disparo efetuado pelo policial federal Victor Manuel Fernandes Campelo, de 23 anos, em uma boate de Rio Branco, que resultou na morte do jovem Rafael Chaves Frota, de 25 anos, ainda não foi concluído. A informação foi confirmada pelo delegado Rodrigo Noll, da Polícia Civil, responsável pelas investigações.
Conforme Noll, para a conclusão do inquérito, a polícia ainda espera, sobretudo, os resultados periciais coletados na boate. “Podemos remeter o inquérito, mas vamos ter algumas diligências e estamos aguardando o recebimento das perícias, que ainda não chegaram. [O resultado das perícias] depende da demanda, mas é na faixa de 30 dias”, explicou.
O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Cientifica (DPTC), Haley Vilas Bôas, explica que todos os laudos periciais solicitados no caso estão prontos e devem ser entregues nesta terça-feira (12).
Na madrugada do dia 2 deste mês, o policial efetuou quatro disparos dentro da boate após, segundo a Polícia Federal (PF-AC), ser agredido e cair no chão. Um dos tiros acertou Frota, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Outro homem e o próprio policial também ficaram feridos.
A mãe de Frota, Alcineide Chaves, de 51 anos, falou que a família está na expectativa de que o caso não caia no esquecimento. “Fomos chamados pelo delegado para dizer se sabíamos mais alguma coisa. Nós sempre estamos mexendo. Provavelmente, no final desta semana ou na próxima, queremos promover passeata para que saibam que não esquecemos”, disse.
Ao G1, o advogado do policial federal, Marcos Vinícius Jardim, disse que a defesa ainda não vai se pronunciar sobre o caso.
Entenda o caso
Um dia depois do ocorrido, o policial federal foi encaminhado à audiência de custódia, onde a Justiça do Acre decidiu pela manutenção da prisão. O Tribunal da Justiça (TJ-AC) afirmou que o suspeito alegou legítima defesa, mas o argumento não convenceu o juiz. A PF-AC informou que Campelo está custodiado na sede do órgão.
Campelo ocupa o cargo de agente na PF há menos de um ano. Segundo o edital do concurso, ele passou no exame em julho de 2015 e depois foi chamado para o curso de formação.

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  • Ikaro Vasconcelos
    HÁ 2 ANOS
    Esse muleque da federal tem quer preso ,bandido ,esses cara vem para oAcre e se acham autoridade , brincadeira isso ! Cadeia !

PRF aponta arma para médico para exigir atendimento à filha no Acre

10/07/2016 21h04 - Atualizado em 11/07/2016 17h11

PRF aponta arma para médico para exigir atendimento à filha no Acre

Médico teria pedido que policial preenchesse formulário antes do atendimento. 
Policial disse que esperou 1min30s para atendimento de filha.

Iryá RodriguesDo G1 AC

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Policial sacou arma para médico durante atendimento de filha em hospital do Acre  (Foto: Janine Brasil/G1)Policial sacou arma para médico durante atendimento de filha em hospital do Acre (Foto: Janine Brasil/G1)
O médico Eduardo Kneip denunciou que durante um atendimento, na manhã deste domingo (10), um policial rodoviário federal que acompanhava a filha teria sacado uma arma e o ameaçado dentro da sala de trauma no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Ao G1, o policial César Henrique, de 54 anos, confirmou o caso e alegou ter apontado a arma para o médico após ele se recusar a atender a filha, de 18 anos, sem antes preencher uma ficha.
A Polícia Rodoviária Federal do Acre (PRF-AC) informou que vai apurar o caso e se manifestar nesta segunda-feira (11) por meio de nota. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) repudiou a atitude do policial e se solidarizou aos profissionais de saúde. O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), também se solidarizou e pediu mais segurança.
O policial contou que deu entrada no hospital com a filha que estava com sangramento na cabeça, devido a uma queda e após esperar por 1min30s precisou perguntar se seria atendido. Em seguida, um dos médicos pediu que um estagiário atendesse a jovem e perguntou se o policial poderia preencher um formulário.
"Eu disse que iria preencher, mas que queria ficar perto da minha filha. Foi quando o médico olhou para o outro e disse para não atender minha filha e que só atendesse depois que eu trouxesse o formulário. Foi na hora que fiquei com raiva e disse que ele ia atender sim e foi quando aconteceu isso. Não apontei a arma para ninguém, só para ele mesmo. Isso porque ele mandou suspender o atendimento da minha filha até eu preencher o formulário", conta o policial.
Em entrevista à Rede Amazônica no Acre, o médico relatou que o atendimento estava sendo realizado quando pediu ao policial que fosse preencher um formulário, que faz parte do procedimento para dar agilidade ao atendimento, e este teria se irritado e sacado a arma para ele e sua equipe.
Médico diz que policial rodoviário federal apontou arma para equipe em hospital do Acre (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)Médico diz que policial rodoviário federal apontou arma para equipe em hospital do Acre (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
"Educadamente pedi que ele preenchesse uma ficha e que aguardasse lá fora para atendermos ela com mais privacidade. E do nada ele veio para minha direção e perguntou: 'E se eu ficar louco, agora? O que tu vai fazer? Não vai atender minha filha?' Eu disse que a filha dele já estava sendo atendida. E nisso ele puxou a arma e apontou para mim, e depois para o resto da equipe", afirmou kneip.
O médico disse ainda que em nenhum momento agiu com excesso. "A gente sabe que às vezes acontecem excessos, mas nesse caso, não houve excesso por parte da equipe médica. Era um procedimento normal para dar seguimento ao atendimento. A gente não pode esperar que ele, sendo um policial, que deveria usar da arma para nos proteger, puxe para pessoas que estão ali para ajudar. Não tem cabimento isso", disse.
O policial rodoviário federal disse que vai processar o médico por ter se negado à atender a filha sem que tivesse com um formulário preenchido. "Ele cometeu um crime sério. Dentro de uma emergência não se pode pedir para uma pessoa da família, que está nervosa, para sair e preencher formulário. Tudo que está acontecendo, ele vai responder", declarou.
kneip registrou um boletim de ocorrência contra o policial rodoviário federal na Delegacia de Flagrantes (Defla), ainda na manhã deste domingo.
Nota da Sesacre
A Sesacre repudia a atitude do policial rodoviário federal, que tentou coagir e intimidar a equipe de profissionais do Pronto Socorro de Rio Branco, na manhã deste domingo,10, quando foi solicitado apenas que o mesmo fosse até o atendimento registrar a entrada da criança ao PS. A Sesacre se solidariza aos profissionais da saúde e informa que a direção do PS já está na Delegacia de Flagrantes acompanhando todo o procedimento.
Nota do Sindmed-AC
O Sindmed-AC está solidário com nosso colega Kenaip e repudia esse e todos os atos de agressão contra a classe médica. Já falamos com o delegado de Polícia Civil Dr. Flávio e solicitamos mais segurança para os médicos e todos os funcionários que estão exercendo suas funções no PS. Nossa indignação é extrema e daremos conhecimento às autoridades e exigimos punição ao agressor.
Colaborou Oscar Xavier, da Rede Amazônica Acre.
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  • Fabricio Carvalho
    HÁ 2 ANOS
    Típico caso de quem se julga "autoridade" e chega num serviço público procurando atendimento prioritário em detrimento da população mais pobre. Tem que ser exemplarmente punido nesta república de bananas.
    • Jose Luna
      HÁ 2 ANOS
      Porque nao foi a uma clinica particular,se quer tudo ao seu tempo,sera que vc ès tao bom assim o seu atendimento na prf,
      • Anthonyo Hebson
        HÁ 2 ANOS
        Jose Luna , pronto , suas palAVRAS SÃO reveladoras, "Porque nao foi a uma clinica particular,..(sic)", VOCE JA PAROU PRA PENSAR por que TEMOS QUE PAGAR UMA PARTICULAR,? se la serão "OS mesmos" medicos ?,
      • Igor Leite
        HÁ 2 ANOS
        Que atitude imatura. Coitado do médico e da equipe do hospital.
        • Helen Almeida
          HÁ 2 ANOS
          Duvido que seja... Kkkk
          • Anthonyo Hebson
            HÁ 2 ANOS
            bela resposta , ela me diz , "uou", to perdida, o que falo agora.