Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Coronel acusado de feminicídio diz ter ‘testosterona de jovem’ em depoimento

 O excesso de libido foi a justificativa apresentada para a pressão por relações sexuais com a mulher 

Por Valéria França Materia seguirSEGUIR  28 mar 2026, 17h14 • Atualizado em 28 mar 2026, 17h43 


Leia mais em: https://veja.abril.com.br/brasil/coronel-acusado-de-feminicidio-diz-ter-testosterona-de-jovem-em-depoimento/

O depoimento do tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de assassinar a mulher, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, indica que o relacionamento do casal era marcado por machismo tóxico. Ao explicar a pressão constante por sexo, apontada no inquérito, o réu justificou-se com os resultados dos exames realizados no fim de janeiro, que teriam revelado nível de testosterona de 939. Segundo ele, trata-se de um índice alto, alcançado “sem reposição hormonal”, equivalente ao de um jovem entre 16 e 21 anos.

Mensagens extraídas do celular da vítima revelam que o oficial tratava a vida sexual conjugal como contrapartida pelo fato de arcar com as despesas do apartamento onde moravam, no Brás, em São Paulo. “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”, escreveu em uma das conversas analisadas pelo 8º Distrito Policial (Brás). Gisele, por sua vez, rebatia que não estava disposta a trocar “moradia por sexo”. “Por mim, separamos. Não vou trocar sexo por moradia. Ponto final”, respondeu.

distanciamento do casal é evidente, assim como a pressão de Neto para obter o que queria a qualquer custo. Para a polícia, as mensagens evidenciam o desgaste e os interesses antagônicos, contribuindo para o ambiente de tensão. Gisele morreu no dia 18 de fevereiro. A primeira versão apresentada pelo marido foi a de suicídio. Quando a polícia chegou, ela estava baleada no chão, com a arma na mão.

Posteriormente, análises da Polícia Científica de São Paulo, no entanto, indicam que a cena do crime foi alterada. A vítima foi atacada por trás — apresentava sinais de esganadura e de luta corporal antes do disparo fatal. Neto é acusado de feminicídio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário