NÃO SE PODE AFIRMAR QUE TUDO DESAPARECEU”
O Irã tem capacidade para começar a enriquecer urânio novamente, para uma possível bomba, em “questão de meses”, afirmou Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no sábado. Grossi disse que os ataques dos Estados Unidos a três instalações nucleares iranianas no último fim de semana causaram danos graves, mas “não totais”, contradizendo a afirmação de Donald Trump de que os locais foram “totalmente destruídos”.
“Francamente, não se pode afirmar que tudo desapareceu e que não há nada lá", disse Grossi à CBS News, parceira de mídia da BBC nos EUA.
Israel atacou instalações nucleares e militares no Irã em 13 de junho, alegando que o Irã estava perto de construir uma bomba. Mais tarde, os EUA se juntaram aos ataques, lançando bombas em três instalações nucleares do Irã: Fordow, Natanz e Isfahã.
Em entrevista à CBS, Grossi disse que Teerã poderia ter, “em questão de meses, algumas cascatas de centrífugas girando e produzindo urânio enriquecido”. “O Irã ainda possui capacidades industriais e tecnológicas. Então, se quiserem, poderão começar a fazer isso novamente", acrescentou.
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Foto: Reuters
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Não há confirmação oficial ou evidências públicas definitivas de que o Irã tenha produzido uma bomba suja (um dispositivo de dispersão radiológica) até março de 2026. No entanto, o tema é objeto de análises estratégicas e preocupações, com especialistas alertando que o Irã possui o material necessário para tal, caso decida prosseguir.
Pontos-chave sobre a situação:
- Capacidade Técnica: Relatórios indicam que o Irã tem enriquecido urânio a 60% e acumulado estoques significativos, o que, segundo analistas, pode ser utilizado como base para uma "bomba suja" em semanas se houver controle adequado.
- Contexto de Conflito: A possibilidade de o Irã utilizar uma bomba suja é citada em análises de segurança como um possível próximo passo na escalada de tensões com Israel, especialmente após ataques aéreos a instalações nucleares, como as de Natanz, descritas como seguras, mas contendo urânio suscetível a manipulação.
- Divergência de Inteligência: Enquanto autoridades de segurança dos EUA e Israel monitoram a situação de perto, com alertas sobre a rapidez do enriquecimento (de 60% para 90% para fins de armas), o chefe da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) declarou não ter provas de que o Irã está construindo uma bomba atômica ativamente.
- Risco de "Bomba Suja" vs. Nuclear: Uma "bomba suja" difere de uma bomba atômica por usar explosivos convencionais para espalhar material radioativo, causando contaminação e pânico, em vez de uma explosão nuclear.
Em suma, o cenário é de alto risco e monitoramento contínuo, com o Irã mantendo a capacidade tecnológica e material, enquanto a comunidade internacional tenta conter a escalada de seu programa nuclear.

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