Por: Bianca Diniz
03 de março de 2026
SÃO PAULO (SP) – A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC-SP) realizou, nessa segunda-feira, 2, a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como “morte suspeita” após a identificação de vestígios periciais e relatos de familiares.
A reconstituição faz parte das diligências que buscam esclarecer a dinâmica do disparo ocorrido em 18 de fevereiro. A perícia anterior havia apontado marcas de sangue no box do banheiro, local onde o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou estar no momento do fato.
Exames residuográficos realizados até o momento apresentaram resultado negativo tanto para a vítima quanto para o oficial. Outros laudos seguem em análise, entre eles o necroscópico e o balístico, considerados fundamentais para a conclusão do inquérito.

Diante do avanço das investigações e de inconsistências ainda não esclarecidas, o tenente-coronel solicitou afastamento de suas funções na Polícia Militar do Estado de São Paulo. O procedimento é conduzido pelo 8º Distrito Policial do Brás, com acompanhamento da Corregedoria da corporação.
Além dos elementos técnicos, a Polícia Civil passou a considerar o contexto familiar da vítima como parte da linha investigativa. Familiares relataram que Gisele vivia sob controle psicológico e restrições impostas pelo companheiro, situação que teria se intensificado após o casamento, em 2024.
Segundo os parentes, a policial manifestava a intenção de se separar e teria pedido ajuda dias antes de morrer. Os depoimentos foram formalmente incorporados ao inquérito e serão confrontados com os resultados periciais.
Com o aprofundamento das diligências, a investigação mantém a classificação de morte suspeita enquanto aguarda a conclusão dos laudos pendentes. A análise conjunta dos vestígios técnicos e do contexto relatado por familiares deverá embasar a definição sobre as circunstâncias da morte.
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