Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Entenda polêmicas com delegado transferido duas vezes em menos de seis meses em Goiás

 Policial irá atuar em funções administrativas na Secretaria de Segurança Pública

Goiânia, GO - Mais Goiás
Publicado em: 16/03/2026


(Foto: Sergio Rocha - Alego)

O delegado Humberto Teófilo confirmou nas redes sociais, no fim de semana, sua remoção da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. Ele havia sido transferido da mesma delegacia de Goiânia para o local em novembro passado. O policial irá atuar em funções administrativas na Secretaria de Segurança Pública.

Em vídeo, ele afirmou que a transferência ocorre após combater por meses o tráfico de drogas e facções criminosas, inclusive, com mais de 70 prisões de faccionados, além de outras operações. “Esse enfrentamento enérgico me trouxe consequências. Passei a ser alvo de ameaças do crime organizado. Diante desse cenário, a Diretoria-Geral entendeu pela remoção da minha delegacia e da minha lotação em uma área administrativa, sem qualquer função operacional.”

Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) disse que as movimentações funcionais de seus policiais ocorrem conforme critérios de conveniência e oportunidade da Direção-Geral, observando as necessidades do serviço público e a adequada gestão de pessoal da Instituição. “Eventuais alterações de lotação ou designações para funções administrativas ou operacionais integram a dinâmica de organização interna do órgão, não sendo medidas excepcionais, mas instrumentos legítimos de gestão institucional”, detalhou.

Apesar dos casos recentes, o delegado Humberto Teófilo já viu diante de outras situações polêmicas. Vale lembrar que, em junho do ano passado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) chegou a pedir a transferência do policial da Central de Flagrantes de Goiânia.

“Delegacia de polícia não é comitê político-eleitoral, e a OAB-GO não ficará silente diante de abusos”, disse o presidente da OAB-GO, Rafael Lara, à época. O pedido se baseou nas prisões de três advogados em Goiás, todas lavradas pelo mesmo delegado.

Segundo Rafael Lara, uma das prisões, dos advogados Boadry Veloso Junior e Heylla Rose Campos Valadão Veloso, autuados enquanto acompanhavam alguns presos, foi “tão arbitrária” que no dia seguinte o flagrante foi anulado, e o Ministério Público reconheceu a improcedência das acusações. Outra advogada presa pelo mesmo delegado, Taynara Divina Arruda Soares, conforme o presidente da OAB, relatou ter sido ridicularizada e exposta nas redes sociais.

Assim que tomou conhecimento das decisões tomadas durante a reunião do Conselho Pleno da OAB, o delegado Humberto Teófilo postou em suas redes sociais um vídeo, onde afirma estar sendo perseguido por prender “ricos”. “É porque eu roubei? Não. Por que eu sou corrupto? Não. Porque eu peguei drogas, armei algum flagrante, bati ou xinguei alguém? Também não”, afirmou o policial.

Outro caso que gerou polêmica foi o da prisão da médica Bianca Borges Butterby em maio do ano passado. Ela foi acusada de exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa, em Goiânia, mas teve o inquérito contra ela arquivado em novembro, mesmo mês em que Teófilo foi transferido para Aparecida.

“O delegado Humberto Teófilo expôs tanto ela como a empresa dela, falando que ela se apresentava como nutróloga e endócrina, mas nunca houve isso. Falou que ela aplicava Mounjaro, coisa que ela também nunca fez. Falou que ela fazia propaganda enganosa, que também não fez isso”, lembrou o advogado Darô Fernandes sobre o caso. “Então, nós provamos por A mais B dentro do inquérito. E, mesmo assim, no inquérito, sem o laudo do IML, ela foi indiciada por propaganda enganosa e falsificação de medicamento. Sem o laudo.”

Quando o laudo saiu, foi verificado que isso não procedia, segundo o advogado. Darô, então, entrou com outro parecer defensivo e o Ministério Público acolheu a tese, pedindo o arquivamento do inquérito por atipicidade da conduta. “Ou seja, não houve nenhum crime, tudo que ela faz é regular.” Segundo o jurista, naquele momento, eles entrariam com ações contra o Estado e alguns veículos de comunicação que injuriaram, difamaram e caluniaram a honra e imagem da médica e da empresa dela.

Sobre o arquivamento, Teófilo reagiu à época e disse que “a decisão que a inocentou não tem nenhuma relação com o meu flagrante, que foi homologado pelo Poder Judiciário. Inclusive, o juiz arbitrou R$ 250 mil de fiança.” Ele completou: “Inclusive, ao final do inquérito, a delegada, que foi outra, a indiciou. O que me causa espanto é o pedido do Ministério Público [pelo arquivamento].”

Ele ainda argumentou que “o Brasil é assim mesmo. Quem tem dinheiro para contratar um bom advogado, tem boas amizades, a investigação vai para o ralo. Se fosse um ‘quebrado’, com defensor público, sem advogado, estaria preso”. Ele reforçou que chama atenção a conduta do MP ao pedir o arquivamento. Inclusive, a repercussão da prisão dela, que acionou o Conselho Regional de Medicina, acionou uma casta de políticos, foi um dos motivos para que eu fosse transferido para Aparecida de Goiânia. Eles pensam que a lei não pega eles e influenciaram na minha saída de Goiânia.”

Ameaças a Humberto Teófilo

A transferência de Teófilo neste mês teria ocorrido devido à ameaças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). No mês passado, ele revelou ter recebido informações sobre a determinação de sua execução, após intensificar operações contra o tráfico no município.

Em publicação e em live no Instagram, ele afirmou: “A luta contra o crime organizado tem consequências. Hoje recebi informações graves envolvendo ameaça atribuída a liderança do PCC após as últimas operações realizadas em Aparecida de Goiânia.” Na ocasião, ele declarou que todas as medidas institucionais foram adotadas junto à Segurança Pública. “eguiremos firmes na defesa do cidadão de bem. Que Deus nos abençoe e nos proteja”, disse.

O delegado Humberto Teófilo, da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia,

AFASTAMENTO ▪ O delegado Humberto Teófilo, da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, disse que responde por processos na Corregedoria por ter mexido “com gente poderosa”, sem citar nomes ou entidades. Ele anunciou em um vídeo nas redes sociais que se afastará temporariamente do cargo para tratar de assuntos pessoais e se dedicar à defesa nos mais de nove processos. O retorno será em breve, segundo ele. Vídeo: Reprodução/Instagram de Humberto Teófilo 📲 Leia a notícia completa em O Popular www.opopular.com.br



Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento por questões pessoais e cita processos na Corregedoria: ‘Muitas perseguições’

 Atualmente, delegado responde por nove processos na Corregedoria da Polícia Civil. Nas redes sociais, ele anunciou que o afastamento será breve.

Por Yanca Cristina, g1 Goiás

Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento por questões pessoais

Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento por questões pessoais


O delegado Humberto Teófilo anunciou nas redes sociais que irá se afastar do cargo que ocupa na Central de Flagrantes de Aparecida, na Região Metropolitana da capital, por questões pessoais (veja acima). Recentemente, ele foi transferido de Goiânia e comentou ser alvo de “perseguições” devido à processos na Corregedoria da Polícia Civil.

“Estou tirando uma breve licença nesses próximos dias para resolver questões particulares. Dentre elas, eu respondo a mais de nove procedimentos na Corregedoria, de ações e prisões que eu fiz em Goiânia”, explicou.

    No vídeo, publicado na terça-feira (25), Teófilo citou que prendeu “pessoas poderosas” e por isso responde por procedimentos, não só na Corregedoria, como também no Poder Judiciário. O delegado contou ainda que irá aproveitar esse período para passar com a família e descansar.

    “Em poucos dias estarei de volta, com a mesma disposição, firmeza e compromisso de sempre. Agradeço a todos pelo apoio, pelas mensagens e pelo reconhecimento ao nosso trabalho”, destacou Teófilo.

    “Estou comunicando a todos vocês como servidor público, como funcionário de quem me acompanha, até porque o povo paga o meu salário. Não é fácil, a gente sofre muitas perseguições. E a gente tem que dar um tempo, tem hora, para descansar a mente”, completou o delegado.

    Em junho deste ano, o Conselho Pleno da Ordem dos Advogados de Goiás (OAB-GO) aprovou uma nota de desagravo contra o delegado. Segundo a entidade, profissionais da categoria foram alvo de “ações arbitrárias” e com exposição midiática excessiva. Na época, o presidente Rafael Lara destacou que houve desvio de finalidade com intenção de "autopromoção pessoal" por parte de Teófilo.

      Quem é Humberto Teófilo?

      Ex-deputado estadual Humberto Teófilo  — Foto: Reprodução/Alego

      Ex-deputado estadual Humberto Teófilo — Foto: Reprodução/Alego

      Conhecido pelo bordão “Flagrante neles”, Humberto Teófilo, de 41 anos, é formado em direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e atua como delegado desde os 25 anos, de acordo com dados da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Nas redes sociais, ele se apresenta como "pai, cristão e conservador".

      Para além da carreira na polícia, Teófilo também se envolveu na política e é ex-deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), tendo vencido as eleições em 2018 com mais de 26 mil votos.

      Em 2022, ele se filiou ao Patriota, partido em que se candidatou como deputado federal e chegou a conseguir 37 mil votos, mas não foi eleito devido ao quociente eleitoral.

      Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento por questões pessoais e cita processos na Corregedoria — Foto: Reprodução/Instagram de Humberto Teófilo

      Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento por questões pessoais e cita processos na Corregedoria — Foto: Reprodução/Instagram de Humberto Teófilo

      Delegado Humberto Teófilo anuncia afastamento e cita perseguições | G1