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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Policial civil alega legítima defesa na morte de vigilante


Polícia 19h08, 30 de Abril de 2013

Danielle Silva


Reprodução
Policial civil da Deic é preso após assassinato de vigilante
Policial civil da Deic é preso após assassinato de vigilante
Depois da prisão do agente da Delegacia Especial de Investigação e Capturas (Deic), Luiz José Almeida Ramos Junior, acusado de assassinar o vigilante Edvaldo Siqueira dos Santos, de 33 anos, na última terça-feira, dia 23 de abril, oAlagoas24Horas teve acesso ao conteúdo do depoimento prestado pelo agente no dia 26 passado.
Acompanhado dos advogados, Luiz José Almeida Ramos Junior disse que o crime teria ocorrido em legítima defesa e relata que seus problemas com a vítima tiveram início após uma confusão em um conjunto na serraria, onde o policial adquiriu um terreno.
Ele conta que conheceu a vítima, conhecida como ‘Dedé’, que seria o encarregado de cuidar da água do condomínio e também trabalhava como vigia noturno. Seus problemas com Edvaldo tiveram início quando um vizinho lhe informou que haviam roubado a encanação do seu terreno na madrugada. Ao questionar Edvaldo sobre o ocorrido, ele teria se mostrado irritado. O policial mencionou, inclusive, uma frase da vítima: “Você está pensando que é dono do negócio porque é policial civil?” e continuou: “espera aí que vou pegar uma coisa para você”, teria dito a vítima em tom ameaçador.
Desse momento até o dia do crime, Luiz Ramos Junior afirma ter sofrido algumas ameaças veladas e disse que não registrou um Boletim de Ocorrência (BO), por acreditar que a situação seria esquecida.
Ainda de acordo com seu depoimento, o policial disse que teria descoberto sobre o passado de Edvaldo pelos vizinhos. Relembrou um crime cometido por Edvaldo em 2006, quando matou uma jovem e jogou seu corpo em um rio, na Barra de Santo Antônio, uma ocasião em que a Edvaldo desferiu alguns tiros em via pública durante um jogo de argolas e por fim afirmou que a vítima costumava andar armada, mesmo estando em cumprimento de pena em regime semiaberto.

Dia do crime

No dia do assassinato, ainda de acordo com o depoimento, o agente estaria negociando um serviço no seu terreno com um pedreiro quando Edvaldo se aproximou de moto, encarou o acusado e colocou a mão debaixo da camisa. “Ele fez gestos ameaçadores para intimidar”, disse o policial, acrescentando que Edvaldo parecia estar armado.
Na sequência os dois teriam parado no mesmo semáforo, na entrada do conjunto José Tenório. O policial relata que Edvaldo - que estava na moto à frente do seu veículo – ficava constantemente olhando para trás e ele decidiu descer para averiguar se estava mesmo armado.
Nesse momento o policial teria gritado: “polícia, polícia, polícia” e Edvaldo teria feito um gesto ameaçador. Foi nesse momento que o policial efetuou cinco disparos contra a vítima. Depois disso, o agente da Polícia Civil, entrou no carro e fugiu do local.

Câmeras

Apesar do relato da abordagem as câmeras de segurança da rua só mostraram o momento em que o policial desce do veículo e dispara contra a vítima pelas costas, sem chance de defesa.

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