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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Conselho de Direitos Humanos diz que colégio militar do AM faz doutrinação nazista e fascista







Alunos de colégio administrado pela PM, em Manaus, aparecem em vídeo chamando o político Jair Bolsonaro de 'salvação' da nação. Conselho pediu respostas da PM e Seduc pois conduta viola artigo do ECA


*Karla Mendes / redacao@diarioam.com.br
Manaus – O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana considera uma alusão a doutrinação nazista e fascista o convite feito por alunos do Colégio Waldocke Fricke de Lyra – uma das oito escolas administradas pela Polícia Militar (PM) – ao deputado federal Jair Bolsonaro, para a formatura militar da unidade. Alunos aparecem em um vídeo, divulgado nas redes sociais na semana passada, chamando o político de ‘salvação’ da nação.
De acordo com o presidente do conselho e membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Glen Wilde Freitas, a prática divulgada no vídeo afeta os estudantes e os direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Eles estão fazendo uma lavagem cerebral nos alunos em relação ao candidato Bolsonaro. Eles estão insuflando alunos menores de idade, então nós entendemos que isso também fere o Estatuto da Criança e do Adolescente”, disse.
No vídeo, também publicado no canal do Youtube do político Jair Bolsonaro, com a frase “um exemplo de ensino que deveria ser adotado em todas as escolas públicas no Brasil”, os alunos do terceiro ano aparecem, organizados em fileiras, repetindo palavras ditas por um policial militar (PM). No vídeo, o PM faz com que os jovens repitam frases como “convidamos Bolsonaro, salvação dessa nação” e “nos quatro cantos ouvirão completa nossa canção”.
Assista ao vídeo:
Glen Wilde Freitas compara a prática com o que era feito por Hitler, na Alemanha. “Nas escolas alemãs, Hitler começou a doutrinar as crianças, que diziam palavras de ordem em relação a Hitler, de que ele era o salvador da nação e que iria livrar a Alemanha. Então com certeza há um paralelo entre a vida de Hitler e Bolsonaro. Eles são parecidos em suas vidas políticas”, afirmou.
Em depoimento publicado na reportagem do Jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (8), uma das alunas que aparecem no vídeo critica a iniciativa. “Simplesmente não abri a minha boca como muitos, escola doutrinada. A comissão de formatura em nenhum momento veio me perguntar se eu era a favor de fazer o vídeo”, contou.

PM e Seduc sem respostas

Glen Wilde Freitas afirmou que o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana enviou um ofício ao comando da Polícia Militar (PM) e à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) solicitando respostas sobre o fato. Até a tarde desta terça-feira (08), os órgãos não haviam divulgado respostas.
“O artigo 73 da lei 9504 foi violado. Eles praticaram algo que é inapropriado e uma conduta vedada pela lei eleitoral, que é usar um espaço público para prevalecer um candidato. Nesse caso, a improbidade administrativa também foi violada”, disse.
Segundo Glen, o conselho determinou um prazo de cinco dias para os órgãos divulgarem explicações sobre o caso e afirma, ainda, que após o prazo existe a possibilidade da abertura de um inquérito por parte do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.
***Correção: O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana é independente no Estado e não tem ligação à OAB. O presidente do Conselho, Glen Wilde Freitas, é membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB.

DOUTRINAÇÃO NAZIFASCISTA: ALUNOS DE ESCOLA ESTADUAL EM MANAUS SÃO OBRIGADO A CHAMAR “BOLSONARO DE SALVAÇÃO” POR PMs.

DOUTRINAÇÃO NAZIFASCISTA: ALUNOS DE ESCOLA ESTADUAL EM MANAUS SÃO OBRIGADO A CHAMAR “BOLSONARO DE SALVAÇÃO” POR PMs.



A cena é típica do clipe de música Another Brick In The Wal, que trata da doutrinação em escolas que deveria educar. A música é o clipe são bastante críticos e dos anos 80 pra cá, tem gerado diversos estudos acadêmicos em educação. No primeiro vídeo, está o clipe e no segundo o vídeo em que alunos são obrigados a chamar Bolsonaro de Salvação da Nação. Compare.


Fenômeno cada vez mais comum e diversos estados, escolas estaduais em que a polícia militar passou a tomar conta, agindo como agentes da educação e administrando instituições de ensino, só poderiam resultar doutrinação. Receber e executar ordens, seria educação? A discussão é bem mais ampla e caminha na direção da estupidez do escola sem partido. Outra pergunta, uma escola que chama Bolsonaro de Salvação da Nação, é uma escola sem partido? Óbvio que não.
A estupidez foi gravada no colégio Waldocke Fricke de Lyra, uma das oito escolas administradas pela PM, na cidade de Manaus-AM. Já há relatos de diversas expulsões de alunos que reclamaram da doutrinação e o Conselho Estadual de Direitos Humanos classificou como doutrinação nazista.
A iniciativa foi classificada de “doutrinação nazifascista de crianças e adolescentes” pelo presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Glen Wilde Freitas. “É igual ao que se fazia nas escolas alemãs dos anos 1930.”
Na página da escola no Facebook, alunos relataram de forma anônima, que foram obrigados a participar do ato, organizado pela comissão de formatura.
“Simplesmente não abri minha boca como muitos, escola doutrinada. A comissão de formatura em nenhum momento veio me perguntar se era a favor de fazer o vídeo, simplesmente obrigaram, depois ficaram dizendo que a maioria concordou, só não falo mais porque ainda estudo nessa instituição, não temos mais direito de definir nossa posição política”
Para completar, Bolsonaro afirmou que o colégio estadual é um exemplo é modelo se educação que deveria ser implementado em todas as escolas públicas do país.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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