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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Promotora: Taciana grávida era uma pedra no caminho do ex-PM


Publicação: 02/12/2014 11:40 Atualização: 02/12/2014 14:20

Foto: Paulo Trigueiro/ DP/ D A Press
Foto: Paulo Trigueiro/ DP/ D A Press
 Após o depoimento de Fátima Maria Barbosa de Carvalho, mãe da vítima, primeira e única testemunha de acusação a depor, a promotora pública Eliana Gaia iniciou o prazo de duas horas de acusação, no julgamento do ex-policial militar Marco Antônio de Medeiros Silva, acusado de matar a corretora Taciana Barbosa de Carvalho em 2008. 

"Taciana grávida era uma pedra no caminho dele. Ele queria impedir o nascimento do filho. Por falta de inteligência, cometeu seis crimes para tirar essa pedra. Primeiro sequestrou Taciana. Depois, matou e consequentemente abortou. Furtou itens dela e depois ocultou o cadáver. Para tudo dar certo, começou a coagir as testemunhas. O objetivo era não dar pensão e não ser descoberto na sua traição pela mulher oficial", disse a promotora.

Eliana Gaia encerrou dizendo: "Se ele pegar 21 anos já sai solto, andando e rindo da justiça". Em seguida foi dado um imtervalo para o almoço. O julgamento será retomado à tarde com a explanação da defesa pelos advogados Mauricio Gomes e Andreia Fialho.

Taciana estava grávida de oito meses do ex-PM, com o qual mantinha um relacionamento extraconjugal, quando desapareceu no dia 11 de maio de 2008, dia das mães. De acordo com as investigações, o acusado teria jogado o corpo da vítima em alto mar, em Itamaracá. A polícia realizou buscas, mas o cadáver nunca foi encontrado.


Marco foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de sequestro, homicídio triplamente qualificado, aborto, furto qualificado, ocultação de cadáver e coação a testemunhas.  Se condenado por todos os crimes, ele pode cumprir uma pena de até 60 anos de prisão.

Com informações do repórter Paulo Trigueiro




Promotora: Taciana grávida era uma pedra no caminho do ex-PM | Local: Diario de Pernambuco