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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Caso Tayná: Promotoria denuncia à Justiça 17 policiais por envolvimento em tortura

Ao todo, 21 acusados foram denunciados; máquina de choque foi apreendida com policial


O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná denunciou nesta quinta (1º) à Justiça 21 pessoas por envolvimento no caso de tortura a quatro suspeitos de estuprar e matar a adolescente Tayná da Silva, de 15 anos, na região metropolitana de Curitiba.

Uma pessoa foi denunciada por falso testemunho; uma por lesão corporal de natureza grave e abuso de autoridade, e 19 por tortura - duas delas foram acusadas por crime de natureza sexual. Entre os 21 denunciados, estão 16 policiais civis, um policial militar, dois guardas municipais e dois presos “de confiança”.

Na segunda passada (29), dois policiais civis foram soltos após decisão da Justiça. Outras nove pessoas, incluindo o delegado responsável pelo caso, permaneciam na cadeia.

Durante as investigações, o Gaeco ouviu 61 pessoas, pediu e acompanhou perícias, além de ter efetuado busca e apreensão em seis locais.

Também é encaminhado à Justiça, como parte das provas colhidas na investigação, um cassetete, encontrado na Delegacia de Campo Largo; uma máquina de choque elétrico, apreendida na casa de um policial civil denunciado; sacos plásticos, recolhidos na Delegacia de Alto Maracanã, semelhantes aos descritos pelos torturados; R$ 50 mil em notas de R$ 100 e R$ 50, valor encontrado na residência de um policial civil.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CASO TAYNÁ - Em resposta às declarações do delegado-geral da Polícia Civil

Publicado em 31 de mar de 2014
 Dr. Luis Gustavo Janiszewski vai ao programa Brasil Urgente responder às afirmações do delegado-geral da Polícia Civil, que, em entrevista à rádio Banda B, afirmou que o caso da menina Tayná pode jamais ser resolvido.

Vídeo mostra suposta indução do Gaeco para que suspeitos apontem acusados de tortura

Publicado em 30 de setembro de 2013,17:48

Por Marina Sequinel


Familiares do delegado Silvan Pereira, intimado pela Justiça a fornecer material genético no caso Tayná, acusam promotores do Gaeco de induzir os suspeitos a reconhecê-lo no caso de tortura aos presos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado é coordenado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).
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Para o delegado Silvan, os quatro primeiros suspeitos mataram Tayná. (Foto: Divulgação)
A esposa do delegado, Simone Pereira, entrou em contato com a Banda B na tarde desta segunda-feira (30) para divulgar um vídeo que mostra o processo de reconhecimento com o preso Ezequiel Batista, um dos quatro primeiros acusados de matar a adolescente de 14 anos em Colombo, na região metropolitana de Curitiba.
O vídeo mostra o promotor apresentando imagens do delegado Silvan para Ezequiel. Algumas fotos são retiradas de páginas por meio do buscador Google. Simone contou que o material foi enviado para ela de forma anônima. “Eu coloquei na internet e viralizou. Ele foi até bloqueado por alguém, mas eu postei de novo. Eu tenho mais provas. Meu marido está preso por causa desse absurdo”, disse à reportagem.
A Banda B entrou em contato com o Ministério Pública sobre a denúncia. O Gaeco afirmou que o vídeo é uma gravação antiga guardada pelo advogado do delegado e que os métodos de reconhecimento variam de acordo com o caso, já que são realizados em diferentes momentos.

Notícias relacionadas

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Após pagar fiança, Delegado acusado de tortura no caso Tayná é solto

Albari Rosa/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Albari Rosa/Agência de Notícias Gazeta do Povo / O delegado Silva Pereira deixou a carceragem do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Curitiba, após pagar fiança de R$ 10 milO delegado Silva Pereira deixou a carceragem do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Curitiba, após pagar fiança de R$ 10 mil
CURITIBA

Justiça determinou a soltura de outros 9 policiais acusados de torturar quatro suspeitos de terem matado a adolescente. Eles irão recorrer da fiança por não terem condições de arcar com o valor de R$ 10 mil

28/10/2013 | 14:17 | atualizado em 28/10/2013 às 20:22


O delegado Silva Pereira pagou os R$ 10 mil de fiança arbitrada pela Justiça de Colombo, região metropolitana de Curitiba, PARA sua soltura e ganhou liberdade na noite desta segunda-feira (28). Ele estava preso desde julho acusado de ter participado de sessões de tortura contra os quatro homens suspeitos de terem assassinado Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. Silvan era titular da Delegacia de Alto Maracanã, para onde os acusados inicialmente pelo crime teriam sido levados e onde teriam ocorrido as primeiras sessões de tortura.
Outros nove policiais suspeitos do mesmo crime também tiveram suas prisões revogadas, mas irão recorrer da fiança por não ter condições financeiras de arcar com o valor. A informação é de André Luiz Romero, advogado que inicialmente defendia nove dos dez policiais, mas que agora também atuará em favor de Pereira - em conjunto com Cláudio Dalledone, defensor do delegado desde que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou os agentes públicos pelo suposto crime cometido contra o quarteto.
Pereira estava detido no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Os demais estão presos na Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos (DFRV), na Vila Izabel, em Curitiba.
Os policiais estavam detidos desde a primeira quinzena de julho, quando a Justiça decretou as prisões preventivas de 16 dos 21 denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Apesar de revogar as prisões preventivas, a Justiça condicionou a soltura ao pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil e determinou aos policiais o cumprimento de medidas cautelares, como o afastamento deles da atividade policial, o comparecimento bimestral em juízo e a proibição de se ausentarem por mais de dez dias da cidade onde residem. Além disso, eles estão proibidos de qualquer aproximação com os quatro homens supostamente torturados.
Na decisão, a juíza Aline Passos argumentou não ver mais razões PARA manter os policiais presos, “uma vez que as supostas vítimas foram incluídas no programa de proteção às testemunhas e os réus são servidores públicos, com residência fixa, e veem colaboraram com a Justiça”. A magistrada citou ainda a possibilidade “constrangimento ilegal” aos acusados por conta do enorme lapso temporal transcorrido desde a prisão sem que o caso fosse solucionado.
Dalledone celebrou a decisão da juíza. “Foi uma decisão tardia, mas justa. Não havia argumentos PARA manter essas pessoas presas, quando os reais matadores de Tayná estão protegidos por lei”, argumentou o defensor, referindo-se aos quatro funcionários do parque de diversões de Colombo inicialmente acusados do crime.
Logo após crime contra Tayná, cometido no dia 25 de julho, o quarteto preso chegou a confessar o homicídio. Dias depois, porém, os homens foram soltos alegando terem confessado o assassinato sob tortura. Por conta disso, eles acabaram incluídos no Provita - um programa de proteção a testemunhas.
A autoria do crime continua sob investigação. No último dia 10, o delegado Cristiano Quintas, da Delegacia de Homicídios (DH), pediu ao MP-PR a prorrogação do prazo para investigar o caso.
Gaeco
Procurado, o coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti - que comandou a investigação da tortura contra os então suspeitos, não quis comentar a soltura dos policiais.