Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica
Mostrando postagens com marcador Não gostamos desse tipo de emprego disse Villas Bôas sobre Exército na segurança pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Não gostamos desse tipo de emprego disse Villas Bôas sobre Exército na segurança pública. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de março de 2018

“Não gostamos desse tipo de emprego”, disse Villas Bôas sobre Exército na segurança pública

O comandante do Exército brasileiro falou sobre o trabalho de militares na segurança pública em audiência pública no Senado, ano passado 
 
comandante_general_villas_boas_foto_marcelo_camargo_abr_0.jpg
(Foto ABr)
 
Jornal GGN - Em junho de 2017, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, disse que os servidores militares não gostam de atuar na segurança pública. 
 
A declaração foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre soberania nacional e projetos estratégicos do Exército. O comandante citou a atuação do Exército na patrulha da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, com cerca de 130 mil habitantes.
 
“Um dia me dei conta. Os nossos soldados atentos, preocupados – são vielas –, armados. E passando crianças, senhoras, eu pensei: ‘Estamos aqui apontando arma para a população brasileira’. Nós somos uma sociedade doente. E lá ficamos 14 meses. Do dia em que saímos, uma semana depois tudo havia voltado ao que era antes. Então, temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque é desgastante, perigoso e inócuo”, comentou. 
 
Na ocasião, o comandante contou que, em 30 anos, o Exército foi empregado na segurança pública 115 vezes. O único estado onde não houve a atuação foi São Paulo. "Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos", refletiu o general.
 
 
Meses antes da audiência pública, o governo havia pedido para o Exército fazer uma varredura nos presídios de Rio Branco, capital do Acre, que haviam passado por rebelião o início daquele ano, causando uma série de críticas, ou a tal "celeuma" que Villas Bôas comenta no início do vídeo que edita parte da sua fala para o Senado. 
 
O emprego das Forças Armadas em atividades da segurança pública é permitido pela Constituição Federal desde que feito por uma ordem do presidente da Repúblicas em casos que classifique como grave perturbação da ordem e quando as forças convencionais de segurança estiverem esgotadas.