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sábado, 11 de abril de 2026

Coronel foragido por trama golpista está nos EUA

 Exército cumpre mandados por ordem de Alexandre de Moraes. Coronel vive na Flórida desde 2023

Um dos militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do processo da trama golpista está nos Estados Unidos. Ele é considerado foragido.


O Exército cumpre mandados de prisão na manhã desta sexta-feira (10/4), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após o núcleo 4, ao qual os condenados fazem parte, ter tido o trânsito em julgado, conforme mostrou a coluna.

Os militares que cumprem os mandados não localizaram o coronel da reserva Reginaldo Abreu de Azevedo, tendo em vista que ele mora na Flórida desde 2023.


O coronel, inclusive, no âmbito do julgamento dele na Primeira Turma do Supremo, informou a integrantes do gabinete do ministro que não morava no Brasil há um bom tempo.

Condenado a 15 anos de prisão, o coronel não tem previsão de voltar ao país, já que vive com familiares nos Estados Unidos. A coluna não conseguiu contato com a defesa dele.

Além dele, o presidente do IVL, Carlos Moretzsohn, está foragido desde dezembro do ano passado, após não ser localizado por agentes da Polícia Federal (PF) para cumprir prisão domiciliar. À época, Moraes determinou a prisão de réus de outros núcleos após a fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

Em nota, a defesa do coronel informou que ele deixou o país de forma legal, “uma vez que, à época de sua saída, não havia qualquer ordem judicial restritiva”, e que a viagem ocorreu com todos os procedimentos migratórios regulares.

“Atualmente, o Cel. Reginaldo reside legalmente no exterior e, em contato recente com a defesa, informou que, neste momento, não há previsão de retorno ao Brasil. Ressalta-se, ainda, que a defesa apresentou todas as fundamentações nos autos e realizou sustentação oral em tribuna durante o julgamento”, escreveu o advogado Diego Ricardo Marques.

O defensor prosseguiu: “Embora tenha havido condenação, a defesa técnica continuará adotando todas as medidas jurídicas cabíveis, nas instâncias competentes, para demonstrar e comprovar a inocência do nosso cliente, inclusive com base nos fundamentos relevantes destacados no voto divergente do Ministro Luiz Fux, que reforçam pontos jurídicos importantes sustentados pela defesa ao longo do processo”.

Prisão

Os presos pelo Exército Brasileiro na manhã desta sexta-feira são Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida. Todos fazem parte do núcleo 4 da trama golpista.

Segundo a investigação, o grupo atuava para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais, como parte de uma estratégia para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.


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