Agentes respondem pelos crimes de associação criminosa e peculato
Por Extra — Rio de Janeiro
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Três policiais militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) suspeitos de desvio de armas apreendidas, de drogas e de cargas roubadas. Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa estão presos e responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato. Nesta terça-feira, foi realizada uma operação, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Corregedoria da PM, para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar contra os acusados.
A ação penal é um desdobramento das investigações do Ministério Público sobre uma milícia que age no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Durante as apurações, os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.
O Gaeco identificou, por exemplo, uma negociação entre Ferreira e Raphael Ribeiro para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revelou o planejamento para a venda de uma carga de refrigerantes roubada. A denúncia relata, ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las às autoridades policiais, entregando-as de forma habitual a Ferreira.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que os sargentos presos serão levados para a Unidade Prisional da corporação. O comunicado frisa ainda que o comando da PM "reitera que não compactua com desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos".
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