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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Dois dos 11 mortos em chacina no CE responderam por crimes leves

13/11/2015 14h38 - Atualizado em 13/11/2015 14h59

Dois dos 11 mortos em chacina no CE responderam por crimes leves

Secretário da Segurança concedeu entrevista sobre ao CETV. 
Vítimas cometeram crimes de trânsito e de falta de pagamento de pensão.

Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares
00:00/05:15









O titular da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), Delci Teixeira, falou pela primeira vez nesta sexta-feira (13) sobre a série de assassinatos ocorridos de quarta-feira (11) para quinta-feira (12) na Grande Messejana, em Fortaleza. Em entrevista ao CETV 1ª Edição, o secretário afirmou que apenas duas das 11 vítimas tinham passagens pela polícia por crimes de ''potencial leve''.

Teixeira afirmou ainda que a que série de homicídios pode ser a maior chacina já registrada no estado e chamou de "descabida e desmedida", se comprovada, a motivação do crime ter sido vingança pela morte do policial Vanterberg Chaves.
A SSPDS já identificou os mortos. "Fizemos o levantamento dessas pessoas todas. Elas já estão identificadas. O que se está buscando, se eles têm passagem pela polícia. Muitos são jovens, menores, uma quantidade muito grande de menores, quase 50% das pessoas que foram mortas são menores, mas dessas pessoas todas foi verificada se passaram pela polícia e tivemos apenas duas com envolvimento, mas algo num potencial muito leve, que é um acidente de trânsito e pensão alimentícia, o que não justifica uma morte".
Crime pode ser a maior chacina do Ceará
Ao ser questionado sobre se o crime pode ser considerado a maior chacina já registrada no Ceará, o secretário disse que os elementos apontam para essa constatação: "Me parece que sim, porque nós tivemos uma chacina em Sobral, com seis pessoas. Tivemos uma chacina aqui em Fortaleza envolvendo cinco pessoas e aí uma das linhas da investigação é que uma dessas lideranças seria apontada como responsável por aquela chacina. Mas, seguramente, essa é algo que preocupa porque foram dois homicídios duplos e depois mais dois homicídios triplos, isso já nos dá seis pessoas mais uma de um desses triplos que acabou falecendo no hospital. Então, onze vítimas. Então, realmente, é uma coisa absurda".
Delci Teixeira também reafirmou que a polícia trabalha com três linhas de investigação: "Não descartamos nenhuma possibilidade na apuração dessa tragédia que aconteceu na nossa capital. Claro que uma delas envolve a morte de uma pessoa, uma liderança da criminalidade que foi emboscada por diversos caras, o que é uma possibilidade. A segunda é uma prisão de outra liderança da criminalidade com armas de alto poder de destruição e também não descartamos a possibilidade de uma vingança por pretensamente entender que alguém o tenha denunciado à polícia".
'Desmedida e descabida', diz sobre possível ação de policiais
Sobre a hipótese de retaliação à morte do policial assassinado ao tentar defender a esposa de um assalto, o secretário avalia como "criminosa, desmedida e decabida" a suposta responsabilidade de policiais. "Fica para nós ainda o questionamento de porque seria uma retaliação, porque na verdade a morte do policial não foi em razão de ele ser policial ou de estar em serviço naquele momento. Foi uma tragédia que ocorreu quando sua esposa estava sendo assaltada e ele em sua hora de folga teria reagido e teria sido morto. Talvez as pessoas que o executaram nem soubesse que era policial. Então, se ela ia vingar, vai nos surpreender (...) entenderíamos que seria totalmente descabida e desmedida porque uma reação desse porte não seria justificada mesmo porque nós temos esse tipo de tragédia quase todos os dias, com pessoas sendo assassinadas", reforçou.
O secretário soube do crime quando estava depondo numa Comissão Parlamentar de Inquérito sobre morte de menores no Senado e que se reuniu com o governador na noite desta quinta-feira. "Tomamos diversas medidas no envio de tropas especiais. Pedimos o apoio da Controladoria para que trabalhasse junto conosco nessa apuração e estamos trabalhando. Vamos ver quais os resultados a serem obtidos. Agora, nossa grande responsabilidade no momento é trazer tranquilidade àquela região. Isso nós temos obrigação de providenciar o mais rápido possível".
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Familiares velam o corpo de uma das vítimas da série de assassinatos na Grande Messejana (Foto: Aline Oliveira/ TV Verdes Mares)Familiares velam o corpo de uma das vítimas da série de assassinatos na Grande Messejana (Foto: Aline Oliveira/ TV Verdes Mares)
Velório
Corpos de vítimas dos assassinatos em série desta quinta-feira (12) em Fortaleza foram velados na manhã desta sexta-feira (13) em residências na Grande Messejana. Familiares do adolescente Antonio Alisson Inácio Cardoso, 16 anos, se reuniram nesta manhã na sede da central de ''táxi amigo'' onde ele trabalhava, no Bairro Curió, para prestar as últimas homenagens a ele.
Horas após a morte do policial militar Valterberg Chaves Serpa, baleado ao tentar proteger a mulher durante um assalto, começou a sequência de 11 assassinatos na mesma região, nos bairros Lagoa Redonda e Curió e na Comunidade São Miguel.
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Pedro Alcântara e Antonio Alisson foram alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Professora Terezinha Ferreira Parente (Foto: Arquivo Pessoal)Pedro Alcântara e Antonio Alisson foram alunos da
escola Professora Terezinha Ferreira Parente
(Foto: Arquivo Pessoal)
O corpo de outra vítima, Pedro Alcântara Barroso do Nascimento Filho, 18 anos, foi velado na casa da avó do rapaz. Ele e Antonio Alisson eram alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Professora Terezinha Ferreira Parente, que suspendeu as aulas na noite desta quinta-feira por motivos de segurança.
De acordo com o diretor da escola, Adriano Nascimento da Silva, os dois alunos eram considerados "tranquilos". "Eles estudaram conosco até 2013 e nunca apresentaram nenhum comportamento que comprometesse a conduta deles. O Pedro continuava na escola participando da banda. O clima está muito tenso na escola, de muito pesar", ressaltou.
A escola retomou as aulas normalmente em todos os turnos nesta sexta-feira. Outras duas escolas que suspenderam as aulas, Liceu de Messejana e a Escola Iracema, também retomaram as atividades nesta manhã.
Ônibus mudam rota
Moradores da Grande Messejana denunciaram nesta manhã que algumas linhas não estão passando pelo Bairro Lagoa Redonda, em Fortaleza. O G1 tentou falar com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Fortaleza (Sindiônibus), mas as ligações não foram atendidas. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) informou que desconhece a mudança no itinerário e que vai investigar o que está acontecendo.
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A denúncia dos moradores foi feita um dia após uma série de assassinatos entre a noite de quarta-feira (11) e marugada de quinta-feira (12) na região. Ao todo, 12 pessoas pessoas morreram, incluindo o policial militar militar Valterberg Chaves Serpa, baleado ao tentar proteger a mulher durante um assalto.
As 11 mortes estão sendo investigadas pela polícia. Segundo o chefe do Comando de Policialmento da Capital, coronel Francisco Souto, uma das linhas de investigação apura se há ligação com a morte do policial. "Evidentemente, não se descarta a possibilidade de existir alguma represália por conta da morte do policial", diz.
A identidade dos onze mortos foram divulgadas na noite desta quinta-feira pela Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSPDS). Quatro pessoas entre os mortos são adolescentes com menos 18 anos; outros três têm entre 18 e 19 anos de idade. Uma outra pessoa assassinada no Bairro São Miguel tem 41 anos. Veja abaixo o nome e idade dos mortos já identificados.
BairroNomeIdadeData e hora do homicídioNartureza do crime
CurióAntônio Alisson Inácio Cardoso1712 de novembro, 0h20Homicídio doloso
CurióJardel Lima dos Santos1712 de novembro, 0h20Homicídio doloso
CurióHomem desconhecido1812 de novembro, 1h54Homicídio doloso
Alagadiço NovoMarcelo da Silva Mendes1712 de novembro, 1h54Homicídio doloso
Alagadiço NovoPatrício João Pinho Leite1612 de novembro, 1h54Homicídio doloso
São MiguelJandson Alexandre de Sousa1912 de novembro, 3h33Homicídio doloso
São MiguelFrancisco Enildo Pereira Chagas4112 de novembro, 3h33Homicídio doloso
São MiguelValmir Ferreira da Conceição-12 de novembro, 3h33Homicídio doloso
MessejanaPedro Alcântara Barroso1812 de novembro, 3h57Homicídio doloso
MessejanaMarcelo da Silva Pereira-12 de novembro, 3h57Homicídio doloso
MessejanaHomem desconhecido-12 de novembro, 3h57Homicídio doloso
MessejanaValtermberg Chaves Serpa--Homicídio doloso
Fonte: Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social













Além da possibilidade de represália pela morte do policial, Souto afirma que há duas outras hipóteses para explicar a série de assassinatos. "Acreditamos que essas mortes estão relacionadas à morte de um traficante aqui da região, morto com 33 disparos, ontem no quarto anel viário. Outra linha de investigação é a prisão de um traficante aqui da Grande Messejana", explica.
00:00/01:08
Relatos dos assassinatos
Segundo moradores da Grande Messejana, a série de assassinatos começou na madrugada desta quinta, por policiais fardados que invadiram residências da região. O comandante Francisco Souto não confirma a versão das testemunhas.
"Arrastaram ele para fora de casa e atiraram nele e outro amigo dele que estava do lado de fora, já deitado no chão", diz uma moradora do bairro que teve um parente assassinado.
"O meu genro estava deitado com a mulher grávida, puxou ele, atirou na cabeça e no peito", diz outra moradora. "Um grupo tentou colocar fogo em um ônibus que passava no bairro, mas o motorista conseguiu sair do local", afirma outra pessoa, que alega que presenciou policiais fardados efetuando os disparos.
00:00/00:31
Ônibus no Curió
Além das mortes, houve uma tentativa de incendiar um ônibus na região. Um grupo de pelo menos sete pessoas tentou incendiar o veículo, na manhã desta quinta-feira, na Avenida Odilon Guimarães, no Conjunto São Miguel, no Bairro Curió, em Fortaleza.
De acordo com a Polícia Militar, dois homens interceptaram o ônibus e pediram para os passageiros, o motorista e o cobrador descerem. Logo em seguida, armados e com garrafas cheias de combustível colocaram fogo dentro do ônibus. Outros cinco suspeitos jogaram entulhos no meio da pista.
A polícia informou que o grupo fugiu. Equipes da PM, o próprio motorista e o cobrador conseguiram impedir que as chamas se alastrassem pelo veículo. Ninguém ficou ferido. Equipes do programa de Policiamento Ronda do Quarteirão, Comando Tático Motorizado (Cotam) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) buscam suspeitos. O ônibus já foi retirado do local.
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  • Francisco Craesmeyer
    HÁ 3 ANOS
    Tem mais gente respondendo por crime na redação do G1 que entre os mortos... Vão te catar bando de jornalistinho capacho canalha!
    • Filho Moises
      HÁ 3 ANOS
      brasil
      • Adriano Pernambuco
        HÁ 3 ANOS
        Crime é crime, leve ou de maior potencial ofensivo e quem comete crime é criminoso ou popularmente falando, bandido, mas mesmo assim tem que ser investigado e os culpados punido devidamente, pois se existe lei teoricamente é pra ser cumprida, mas é Brasil né, vamos esperar pra ver o que dá!!!

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