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quinta-feira, 30 de julho de 2026

A SSP do Paraná (Sesp) investiga a a possível participação de policiais militares na administração ou no fornecimento de conteúdo para a página "Militar do Paraná"




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PARANÁ | A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) investiga a a possível participação de policiais militares na administração ou no fornecimento de conteúdo para a página "Militar do Paraná", que publicava imagens de pessoas mortas, feridas, algemadas e imobilizadas nas redes sociais e em um grupo no Telegram.

Segundo o secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira, em entrevista sobre o caso nesta terça-feira (28), as apurações começaram assim que o caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar.

De acordo com ele, no dia 3 de junho foi instaurado um procedimento preliminar para análise dos fatos e, posteriormente, em 23 de junho, a corporação abriu um Inquérito Policial Militar (IPM). "A investigação conta com acompanhamento do Ministério Público Militar e também teve solicitado o acompanhamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público", disse o secretário.

Hudson Teixeira afirmou que as investigações apontam que a página no Instagram direcionava os usuários para um grupo no Telegram, onde era solicitado o envio de valores via PIX para uma pessoa que já foi identificada pelas autoridades. Segundo ele, esse responsável não possui vínculo com a Polícia Militar nem é servidor público.

"Agora estamos em um processo de depurar todos esses dados, analisar os vídeos para verificar quem aparece nas imagens, se houve uso de inteligência artificial, se os conteúdos são autênticos e identificar as responsabilidades de cada envolvido", completou o secretário.

O secretário explicou que o objetivo é separar eventuais crimes militares dos crimes comuns e também verificar a possível participação de pessoas civis na produção e divulgação do material. Ele ressaltou que, neste momento, ainda não é possível apontar quais crimes poderão ser atribuídos aos investigados, decisão que dependerá da conclusão das apurações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

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