Policial filmado agredindo colega da filha é afastado de delegacia de Goiás
Daniel Carneiro, 51 anos, está à disposição da Corregedoria da Polícia Civil. Após agente bater em estudante, filha dele foi agredida perto da escola.
18/03/2015 09h53 - Atualizado em 18/03/2015 09h54
Policial agride colega da filha e saca arma naporta de escola (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
O policial civil Daniel Carneiro, de 51 anos, foi afastado, na terça-feira (17) do 18º Distrito Policial de Goiânia
, onde estava lotado, e está à disposição da Corregedoria da Polícia Civil de Goiás. A medida administrativa foi tomada após a repercussão do vídeo em que o agente aparece agredindo um estudante de 13 anos, colega da filha dele, em Trindade
, na Região Metropolitana.
Ao G1, o assessor de imprensa da Polícia Civil de Goiás, delegado Norton Luiz Ferreira, informou que o “procedimento é comum” na corporação quando um policial é investigado e “não se trata de uma sanção”.
De acordo com a assessoria, enquanto a conduta de Carneiro é avaliada pela instituição, ele exercerá uma função, não especificada, na Corregedoria.O departamento instaurou processos administrativo e penal sobre o caso.
Procurado pela reportagem na manhã desta quarta-feira (18), o policial informou que não vai se pronunciar sobre o caso.
Agressão
O policial foi filmado ao agredir um estudante de 13 anos em frente ao Colégio Estadual Alfa Ômega no último dia 10. No vídeo (veja abaixo), é possível ver o adolescente levando tapas e socos, encostado no carro do suspeito. Em seguida, o policial joga o estudante no chão, o enforca e volta a atingir o seu rosto com mais tapas. Neste momento, outros estudantes que estavam no local tentam separar os dois. Porém, a confusão não termina.
O policial foi filmado ao agredir um estudante de 13 anos em frente ao Colégio Estadual Alfa Ômega no último dia 10. No vídeo (veja abaixo), é possível ver o adolescente levando tapas e socos, encostado no carro do suspeito. Em seguida, o policial joga o estudante no chão, o enforca e volta a atingir o seu rosto com mais tapas. Neste momento, outros estudantes que estavam no local tentam separar os dois. Porém, a confusão não termina.
Na continuação do vídeo, Carneiro aparece saindo de seu carro apontado uma arma para os alunos que estão na rua. No entanto, segundo a polícia, ele não efetuou nenhum disparo.
O policial e o garoto foram levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Trindade. Em seguida, o menor foi encaminhado para um hospital, onde realizou exame de corpo de delito. Apesar dos golpes do policial, ele não chegou a se ferir.
Na ocasião, o agente alegou em depoimento que o garoto e um colega, namorado de uma rival de sua filha, que também tem 13 anos, foram até a sua casa e ameaçaram a garota. Isso teria motivado a agressão. No dia do fato, o policial assinou o boletim de ocorrência e foi liberado.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na última quinta-feira (12). Carneiro foi indiciado pelos crimes de exposição ao perigo, por ter apontado a arma em via pública, e contravenção, por ter entrado em vias de fato com o menor. Apreendida, a arma usada pelo agente foi encaminhada para a Corregedoria.
Filha agredida
Na segunda-feira (16), seis dias após Carneiro ser flagrado batendo no adolescente, a filha dele foi agredida por duas colegas nas proximidades da escola em que estuda. Segundo a direção do colégio, uma professora, que já se preparava para ir embora, presenciou a violência e socorreu a menina, colocando-a dentro de um carro.
Na segunda-feira (16), seis dias após Carneiro ser flagrado batendo no adolescente, a filha dele foi agredida por duas colegas nas proximidades da escola em que estuda. Segundo a direção do colégio, uma professora, que já se preparava para ir embora, presenciou a violência e socorreu a menina, colocando-a dentro de um carro.
O caso também foi registrado na DPCA de Trindade. Titular da delegacia, Renata Vieira informou que as suspeitas possuem 14 e 17 anos e foram liberadas após prestarem depoimento.
Ficha policial
Segundo a corporação, Carneiro havia sido expulso da corporação em 2002 pelo crime de corrupção. Entretanto, ele foi reintegrado em 2009 por ordem judicial.
Segundo a corporação, Carneiro havia sido expulso da corporação em 2002 pelo crime de corrupção. Entretanto, ele foi reintegrado em 2009 por ordem judicial.
Em 2004, o policial foi apontado como autor da morte da ex-mulher. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, ele foi condenado por homicídio qualificado e, atualmente, cumpre pena em regime aberto domiciliar.
A Polícia Civil afirmou que o crime atribuído ao policial foi cometido quando ele estava fora da corporação e acrescentou que “a conduta praticada pelo referido policial é isolada e inadequada para uma instituição que prega o bom atendimento e qualidade nos serviços que presta”.
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