Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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domingo, 9 de agosto de 2015


Garoto agredido por policial está com medo e quer mudar de escola, diz avó
Ela conta que família passou mal ao ver o vídeo da agressão. Agente foi condenado por matar ex-mulher e estava afastado da polícia.
12/03/2015 15h26 - Atualizado em 12/03/2015 17h42
Por Paula Resende
Do G1 GO
Policial agride colega da filha e saca arma na porta de escola em Trindade, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Policial agride colega da filha e saca arma na porta de escola (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A família do garoto de 13 anos agredido por um policial civil na porta do Colégio Estadual Alfa Ômega, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, está com medo de que o menino volte a ser alvo de violência. Por isso, os pais pretendem transferir o adolescente para outra unidade de ensino.
A confusão foi registrada em vídeo (veja abaixo). “A hora que eu vi as imagens, que os pais viram, a gente passou mal. Está todo mundo amedrontado”, disse ao G1 a avó da vítima, que não quis ser identificada.
A Polícia Civil investiga o caso, que ocorreu no fim da manhã de terça-feira (10). Em nota, informou que está apurando a conduta do servidor e que a Corregedoria instaurou processos administrativo e penal.
A corporação disse ainda que o agente estava de licença médica, que terminou nesta quarta (11). Como não havia laudo médico pedindo que fosse retirado seu porte de arma, ele podia andar armado, afirma a Polícia Civil. Em depoimento, o policial afirmou que passa por tratamento psicológico.
Ainda segundo a nota, ele havia sido expulso da corporação em 2002 pelo crime de corrupção, mas foi reintegrado em 2009 por ordem judicial.
Em 2004, o policial foi apontado como autor da morte da ex-mulher. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, ele foi condenado por homicídio qualificado e, atualmente, cumpria pena em regime aberto domiciliar. O agente ainda é suspeito de cometer um furto.
A Polícia Civil afirmou que os crimes atribuídos ao policial foram cometidos quando ele estava fora da corporação, e acrescentou que “a conduta praticada pelo referido policial é isolada e inadequada para uma instituição que prega o bom atendimento e qualidade nos serviços que presta”.
Ameaças
O policial, de 51 anos, é pai de uma aluna que também estuda na escola. Ele afirmou em depoimento à polícia que cometeu as agressões porque o garoto havia ameaçado sua filha.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Renata Vieira, o policial afirma que a vítima e outro garoto, que é namorado de uma jovem rival de sua filha no colégio, foram até a sua casa na segunda-feira (9).
"Ele contou que atendeu a porta e os garotos pediram para falar com a sua filha. Após conversar com os dois, a menina entrou e disse ao pai que havia sido ameaçada. No outro dia, ele resolveu ir à escola para tirar satisfações", disse a delegada aoG1.
Na gravação, o homem aparece dando socos e tapas no adolescente, que está encostado na picape do agressor. Em seguida, ele joga o estudante no chão, o enforca e dá mais tapas no rosto da vítima.
Neste momento, outros garotos que estavam no local tentam separar os dois. Porém, a confusão não termina. Em seguida, o policial vai até o seu veículo, pega uma arma e a aponta para os alunos que estão na rua.
Arma usada pelo policial que agrediu colega da filha é apreendida em Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Arma usada pelo policial que agrediu garoto foi
apreendida (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Segundo a polícia, apesar das ameaças, ele não efetuou nenhum disparo.
De acordo com a direção da escola, cerca de 300 pessoas estavam na porta da instituição no momento da confusão.
"Ele colocou em risco a vida de muitos jovens, muitos adolescentes e de funcionários da escola, inclusive porque foi bem no horário da saída desses alunos. Ele estava alterado, estava muito nervoso", disse a diretora do colégio, Núbia Rosário Morais.
Investigação
A Polícia Militar foi acionada e levou o policial e o estudante para a Delegacia de Trindade.  Depois, o menor foi encaminhado para um hospital, onde realizou exame de corpo de delito. Ele não apresentava lesões aparentes, apesar das agressões mostradas no vídeo.
Como o exame não apontou ferimentos, e as imagens da briga não foram entregues na delegacia, a delegada informou que o caso não foi registrado como lesão corporal.
“Ele agrediu aquela criança, mas ele não deixou marcas, não deixou lesão e aí o vídeo também não foi apresentado aqui na delegacia no momento da instauração do procedimento. Então nós fizemos o procedimento criminal de menor potencial ofensivo pelas vias de fato, pelo simples fato que a vítima não apresentava lesão no momento”, explicou Renata Vieira.
O policial assinou um boletim pelo crime de vias de fato e foi liberado.

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