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sábado, 28 de novembro de 2015

 

Vinte quilos de coca�na somem de sede da PF no Rio

04 de outubro de 2005  19h28  atualizado às 20h56
O superintendente da Pol�cia Federal (PF) no Rio de Janeiro, delegado Jos� Milton Rodrigues, revelou na tarde desta ter�a-feira que 20 quilos de coca�na apreendidos em 2004 sumiram da Superintend�ncia da PF no Rio. A droga estava no mesmo cofre de que foram roubados cerca de R$ 2 milh�es apreendidos na Opera��o Caravelas. Rodrigues acredita que a coca�na tenha sido substitu�da por outra subst�ncia.
O sumi�o da droga foi revelado por uma auditoria na Delegacia de Repress�o a Entorpecentes (DRE). O material foi enviado a Bras�lia para per�cia. "As informa��es que eu tenho � que realmente tal fato ocorreu", disse o delegado. Um novo inqu�rito policial e de sindic�ncia foi aberto para apurar o caso. As investiga��es dir�o se o crime foi cometido pela mesma quadrilha. Rodrigues admitiu que o respons�vel pela guarda da chave do cofre onde estaria o dinheiro "� culpado em tese". Nos dois casos, a pessoa respons�vel pelo dep�sito era o chefe do cart�rio da PF, o escriv�o F�bio Kahir.
"Eu n�o estou aqui dizendo que seja ele o autor desse fato, mas ele ter� que prestar explica��es e esclarecimentos", afian�ou Rodrigues. Como o escriv�o aparece nos dois casos, o Superintendente da PF no estado acrescentou que "ele vai ter que se explicar, apresentar uma justificativa muito boa para essas duas ocorr�ncias". Rodrigues disse que j� est� sendo pedida � Justi�a a quebra dos sigilos fiscal e banc�rio dos suspeitos.
Roubo dos R$ 2 milh�es
A PF tamb�m afirmou nesta ter�a-feira que tem "95% de certeza" sobre a autoria do roubo dos R$ 2 milh�es. "Temos tamb�m a convic��o de que essas pessoas que participaram desse ato aqui na Pol�cia Federal s�o servidores da Pol�cia Federal". Os R$ 2 milh�es haviam sido apreendidos na Opera��o Caravelas - para desmantelar uma quadrilha de tr�fico internacional de drogas. A a��o, desencadeada em 15 de setembro, desmantelou uma quadrilha de tr�fico internacional de drogas e evitou a remessa de 1,6 mil tonelada de coca�na para fora do Brasil. O dinheiro sumiu de dentro do pr�dio da superintend�ncia da PF no Rio de Janeiro tr�s dias ap�s ser apreendido.
Segundo Rodrigues, existe a possibilidade de que a quadrilha tenha contado com ajuda externa, inclusive de pessoas estranhas ao �rg�o. Tudo isso est� sendo investigado, garantiu Rodrigues. Rodrigues disse que j� tem "quase certeza absoluta de quem s�o os autores do crime". O delegado afirmou que todos que trabalharam na opera��o s�o suspeitos em potencial.
"Precisa agora localizar a prova material, que � o dinheiro", indicou. "Este � o grande desafio", disse o superintendente. Jos� Milton Rodrigues manifestou ter certeza de que o dinheiro ser� recuperado. Segundo o delegado, os R$ 2 milh�es se encontram dentro do Estado.
Rodrigues admitiu que est� em contagem regressiva para deixar o cargo. Al�m dele, outros dois delegados dirigiram a PF no estado durante o governo do presidente Luiz In�cio Lula da Silva: Marcelo Itagiba, atual secret�rio estadual de Seguran�a P�blica, ficou no posto at� maio de 2003, e Roberto Precioso Junior ocupou o cargo por menos de um ano - at� abril de 2004.
Ele informou que antes de deixar a Superintend�ncia, quer resolver a quest�o do roubo dos R$ 2 milh�es, ocorrido no dia 18 de setembro, tr�s dias ap�s a apreens�o do dinheiro com a quadrilha internacional de tr�fico de drogas desmantelada pela PF durante a Opera��o Caravelas. "� uma quest�o de honra", afirmou.
Crise interna
Rodrigues admitiu nesta ter�a-feira que h� crise dentro da organiza��o no Estado. "Em um grupo como a Pol�cia Federal, que tem cerca de 1,2 mil servidores, h� dissid�ncias e interesses contrariados pela administra��o", reconheceu o delegado. Ele negou, por�m, que a crise seja institucional.
Ele disse que o desaparecimento do dinheiro apreendido pela Opera��o Caravelas "� uma crise grave que, infelizmente, foi ocorrer na Superintend�ncia do Rio de Janeiro, como poderia ocorrer em qualquer local". Ele ressaltou, no entanto, que est� preparado para agir "diante de uma crise", de acordo com a gravidade do fato.
O epis�dio de sumi�o do dinheiro apreendido antecipou a mudan�a de chefia em delegacias da corpora��o no Estado e na sede da capital, localizada na Pra�a Mau�. Segundo Rodrigues, a altern�ncia das lota��es � um ato rotineiro. Toda a equipe da Delegacia de Entorpecentes e duas equipes do plant�o no dia 18 de setembro, quando foi descoberto o furto do dinheiro, totalizando 59 servidores, foi afastada pela superintend�ncia.
A Delegacia de Repress�o a Entorpecentes (DRE), de onde sumiu o dinheiro da Opera��o Caravelas, ficar� l
 
 
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