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domingo, 2 de agosto de 2026

Um policial militar de 44 anos foi preso em flagrante após agredir e atirar quatro vezes contra o proprietário de uma oficina mecânica

 RN/TV



Um policial militar de 44 anos foi preso em flagrante após agredir e atirar quatro vezes contra o proprietário de uma oficina mecânica, de 32 anos, na manhã deste sábado (1º), em Sobradinho, no Rio Grande do Sul. A vítima, identificada como Wilian Wink, foi atingida por três disparos e permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Cachoeira do Sul.
De acordo com a Brigada Militar, o policial, identificado como o soldado Djavan Roger Fritsch, recebeu uma ligação da companheira informando sobre uma suposta perturbação do sossego em uma oficina localizada próxima à residência do casal. O militar foi até o local, onde ocorreu um desentendimento com o dono do estabelecimento.
Durante a discussão, o policial sacou a arma funcional e efetuou quatro disparos. Três tiros atingiram Wilian Wink, sendo dois na região do abdômen e um na perna. A vítima foi socorrida e encaminhada inicialmente para atendimento médico, sendo posteriormente transferida para um hospital em Cachoeira do Sul, onde segue internada em estado grave.
Segundo o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM), tenente-coronel Cristiano Marconatto, após o ocorrido o policial se apresentou espontaneamente no quartel da Brigada Militar e entregou a arma utilizada na ação.
O militar foi autuado em flagrante por crimes militares e encaminhado ao Presídio Policial Militar, em Porto Alegre, onde permanecerá à disposição da Justiça Militar. Inicialmente, o caso é investigado como lesão corporal, mas a apuração poderá resultar em novos enquadramentos conforme o avanço das investigações.
Em nota oficial, a Brigada Militar informou que o policial efetuou os disparos após uma discussão motivada por desavenças pessoais com a vítima. A corporação destacou que não compactua com condutas incompatíveis com seus princípios institucionais e afirmou que o caso será apurado com rigor, garantindo ao investigado o direito ao devido processo legal e à ampla defesa.
As circunstâncias do crime seguem sendo investigadas pela Justiça Militar e pela Brigada Militar.
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BANDIDOS DE FARDA : OS CRIMES DOS MILITARES NO ARQUIVO De CYRO ETCHEGOYEN - 24/05, 20h - 2ª EXIBIÇÃO

 


 Transmitido ao vivo em 24 de mai. de 2026

sábado, 1 de agosto de 2026

Exame identifica ecstasy e anfetamina na urina de capitã da PM morta em Belo Horizonte

 Instituto Médico Legal (IML) detectou compostos sintéticos como MDA e MDMA em toxicológico. Causa da morte é investigada pela Polícia Civil.

Por Fernando Zuba, Francielly Santiago, Leonardo Milagres — Belo Horizonte

Capitã da PM morta em BH: o que a investigação descobriu até agora

Capitã da PM morta em BH: o que a investigação descobriu até agora


Um exame feito pela Polícia Civil de Minas Gerais durante as investigações sobre a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, apontou a presença de substâncias associadas ao ecstasy e de anfetamina no organismo da vítima. O laudo foi obtido pela TV Globo nesta sexta-feira (31) e faz parte das apurações sobre o caso, tratado até o momento como feminicídio.

O Laboratório de Toxicologia do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte analisou a urina da PM e detectou compostos sintéticos como metilenodioxianfetamina (MDA) e metilenodioximetanfetamina (MDMA) na amostra (leia mais abaixo). A análise começou no último 23 de julho, três dias após a policial morrer.

    Segundo o laudo, o material coletado passou por testes de triagem toxicológica para identificar a presença de diferentes drogas e medicamentos. Entre as substâncias pesquisadas estavam cocaína, maconha, metanfetamina, morfina, metadona, benzodiazepínicos e anfetaminas.

    Além disso, a amostra foi submetida a exames laboratoriais mais detalhados por cromatografia e espectrometria de massas, técnicas utilizadas para a detecção de compostos químicos.

    Resultado do exame

    O exame toxicológico identificou metilenodioxianfetamina (MDA) e metilenodioximetanfetamina (MDMA), que são substâncias associadas ao ecstasy, e de anfetamina na urina da capitã. A detecção desses compostos no organismo da PM, entretanto, não permite concluir a causa da morte, que continua sendo investigada pela Polícia Civil.

    • 🔍 O ecstasy é uma droga sintética estimulante e alucinógena, geralmente consumida em comprimidos e conhecida por provocar sensação de euforia, aumento da energia e alterações na percepção. Já a anfetamina é uma substância estimulante do sistema nervoso central, que pode causar maior estado de alerta e disposição.

    Conforme o IML, o resultado foi obtido com base nas metodologias utilizadas rotineiramente pelo Laboratório de Toxicologia.

    Relembre o caso

    A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo morreu na noite de 20 de julho. Ela foi levada já sem vida pelo marido, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

    O homem foi preso em flagrante depois que a equipe médica identificou múltiplos ferimentos pelo corpo da policial, além de um corte profundo na região frontal da cabeça. Segundo a Polícia Civil, os sinais apresentados pela vítima eram compatíveis com violência. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

    Em depoimento, Eduardo Abner negou ter cometido qualquer crime. Ele alegou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e drogas durante uma festa realizada no apartamento onde moravam. O sargento afirmou que os ferimentos ocorreram durante práticas sexuais consensuais e disse ainda que Michele caiu de uma escada e bateu a cabeça.

    Os primeiros levantamentos da investigação, no entanto, indicaram que a capitã havia morrido entre quatro e seis horas antes de dar entrada no hospital. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

    O que a investigação já encontrou

    Durante as primeiras diligências no apartamento, investigadores apreenderam um cabo de madeira quebrado, encontrado no lixo próximo à saída de emergência do prédio. Conforme o boletim de ocorrência, o objeto pode ter sido utilizado nas agressões.

    Na última terça-feira (28), investigadores fizeram uma perícia complementar no local. Segundo a delegada responsável pelo caso, novas diligências ainda podem ser realizadas e, por isso, o apartamento permanecerá interditado pelos próximos dias até a conclusão da investigação.

    Imagem aérea do apartamento do casal em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

    Imagem aérea do apartamento do casal em Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo

    Laudo do IML é aguardado

    Segundo a Polícia Civil, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), que deve apontar oficialmente a causa da morte de Michele Leão Azevedo, deverá ser concluído nos próximos dias.

    O novo advogado de Eduardo Abner acompanhou os trabalhos da perícia na última terça-feira (28), mas preferiu não conceder entrevista.

    Ao deixar o prédio, o tio da capitã, Marlon de Carvalho Leão, afirmou que a família aguarda a conclusão da investigação.

    "A família está consternada. É um negócio violento demais. Ninguém esperava por isso. Foi chocante para todo mundo. No velório, amigos da farda, desde o soldado até o coronel, estavam estarrecidos e revoltados com tudo o que aconteceu", disse o familiar.

      Capitã da PMMG Michele Leão Azevedo e o marido dela, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito do crime. — Foto: Reprodução/Redes sociais

      Capitã da PMMG Michele Leão Azevedo e o marido dela, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito do crime. — Foto: Reprodução/Redes sociais

      Capitã da PM morta em BH: exame aponta ecstasy e anfetamina em urina | G1