Agentes, segundo a PF, foram cooptados pelo crime
Por Extra — Rio de Janeiro
Agentes da Polícia Federal que participaram da operação — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a terceira fase da Operação Anomalia, que mira agentes públicos envolvidos com o crime organizado. Sete são policiais militares que, segundo as investigações, têm ligações com facções e milícias, foram presos. De acordo com a PF, os agentes foram cooptados por grupos criminosos violentos em atividade no estado. Além dos mandados de prisão preventiva, as equipes cumprem sete de busca e apreensão. Nas duas primeiras fases da Operação Anomalia foram presos um delegado da PF, um ex-secretário do Rio, um delegado da Polícia Civil e dois agentes da corporação.
Os mandados são cumpridos em bairros da capital — Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz — e em Nova Iguaçu e Nilópolis, municípios da Baixada Fluminense. O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Segundo a investigação, os policiais militares alvos da operação usavam as prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e as milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do dinheiro obtido ilegalmente.
Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.
A Operação Anomalia é fruto de apurações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do STF em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do estado.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar afirmou que equipes da Corregedoria Geral da corporação participam da operação, em apoio a Polícia Federal. Segundo a força, os agentes presos serão submetidos a processos administrativos disciplinares (PADs), com o objetivo de avaliar a possibilidade de permanência dos acusados em seus quadros. Os agentes serão conduzidos à Unidade Prisional da PM, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde permanecerão presos.
"O comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", diz a nota.
Em nota, o Ministério Público do Rio (MPRJ) informou que, "em 2025, dois dos grupos especializados do MPRJ (GAECO e GAESP) denunciaram à Justiça 144 agentes públicos envolvidos em práticas ilícitas. Além disso, as Promotorias de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar apresentaram, no mesmo ano, 186 denúncias contra 261 policiais militares. Entre os delitos apontados nas denúncias estão organização criminosa, corrupção, peculato, homicídio, fraude, entre outros crimes contra a administração pública e contra a vida".
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Segundo Ítalo Ciba, que era sargento da PM na época e ficou preso com ex-capitão do Bope, o então deputado acompanhou de perto a situação dos dois.
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