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terça-feira, 19 de maio de 2020

Após horas tentando achar garoto baleado em ação policial no Salgueiro, em São Gonçalo, família localiza corpo em IML

O adolescente João Pedro, morto após ser baleado em ação policial
O adolescente João Pedro, morto após ser baleado em ação policial Foto: Reprodução
Gustavo Goulart
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Filho de uma professora de um colégio particular em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e de um comerciante da Praia da Luz, bairro daquele mesmo município, o adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi atingido por um tiro de fuzil na barriga na tarde desta segunda-feira, durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro. Um helicóptero da Polícia Civil o levou do local, para, segundo fontes da instituição, o Saer (Serviço Aero Policial, na Lagoa). O destino não foi comunicado à família.Foram horas de agonia até que, na manhã desta terça-feira, o corpo de João Pedro foi localizado no Instituto Médico-Legal (IML) de São Gonçalo por parentes. Nesta terça-feira, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizam uma nova operação no Salgueiro.
Ainda segundo fontes da Polícia Civil, os agentes alegaram que levaram o jovem de São Gonçalo para a Zona Sul do Rio porque há paramédicos no Saer, que podiam socorrê-lo. O jovem chegou morto ao local. O corpo então foi levado de volta para São Gonçalo, para o IML.
Segundo parentes do menino, ele estava dentro de casa, na ilha de Itaoca, jogando sinuca com primos e colegas, perto da piscina, quando policiais invadiram a casa atirando. Ele teria sido deixado no local pelos policiais, de acordo com os parentes. O tio, então, carregou o menino no colo e foi até os policiais para pedir ajuda.
- Colocaram o garoto no helicóptero e o levaram. Desde então não tivemos mais notícias dele - contou um parente.
- Ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Talvez por ser uma casa boa, com piscina tenham imaginado coisa errada. A família é religiosa, evangélica. Do bem. E muito conhecida na região - relatou outro familiar.
Desde o momento em que João - que estudava no Colégio Pereira Rocha, onde a mãe é professora da educação infantil - foi atingido até o momento em que seu corpo foi localizado, a famlía realizou várias buscas. Parentes percorram hospitais, até chegarem ao IML. A Defensoria Pública acompanha o caso.
Até o início da tarde, três agentes da Core prestaram depoimentos e tiveram seus fuzis recolhidos. Segundo a DHNSGI, os policiais federais não tiveram suas armas apreendidas porque não estavam no perímetro de confronto onde o menino acabou sendo morto.
Além dos agentes, dois parentes da criança prestaram depoimento e confirmaram o que os policiais disseram em depoimento. As testemunhas disseram à Polícia Civil que os criminosos, no momento do confronto, pularam o muro da residência atirando e fugiram por outras cercanias. Em seguida, eles observaram que João Pedro estava baleado.
A Polícia Federal confirmou ter participado da operação desta segunda e afirma, em nota, que "acompanhará e prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos". Leia a íntegra do informe:
"A Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro informa que, na data de ontem, 18/05, durante operação da Polícia Federal com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo/RJ um adolescente foi ferido.
A ação visava cumprir dois mandados de busca e apreensão contra lideranças de uma facção criminosa da região.
Durante a ação, seguranças dos traficantes tentaram fugir pulando o muro de uma casa. Eles dispararam contra os policiais e arremessaram granadas na direção dos agentes. No local foram apreendidas granadas e uma pistola.
O jovem ferido na ação foi socorrido de helicóptero. Médicos do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento, mas ele não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado para o IML de São Gonçalo.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) informou que já instaurou inquérito para a apurar as circunstâncias que levaram à morte do adolescente.
A Polícia Federal acompanhará e prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos".
A Polícia Militar informou ter dado apoio à ação, mas negou que uma aeronave da corporação tenha transportado João até um hospital:
"Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, na segunda-feira (18/5), policiais militares do Batalhão Aeromóvel (GAM) atuaram em apoio aéreo a uma operação realizada pela Polícia Civil e Polícia Federal na Comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo. Vale ressaltar que a Polícia Militar não foi solicitada para realizar o socorro de pessoas feridas durante a ação".

Mobilização nas redes

A procura de parentes por João Pedro gerou uma grande mobilização em redes sociais. Fotos do menino foram compartilhadas junto com a hashtag #procuraseojoaopedro. Somente no Twitter, mais de 140 mil postagens com a frase foram compatilhadas. O assunto chegou a ficar entre os trendings topics no Rio de Janeiro.
Após horas tentando achar garoto baleado em ação policial no Salgueiro, em São Gonçalo, família localiza corpo em IML
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1 Comentário

  • MicahJohnson
    Mais um jovem negro inocente morre nas mãos dos "home". Descanse em paz.  
    • pegasus
      Parece que não morre branco no Brasil,somos de aço.......as unicas vitimas desse lixo de pais são os negros...........  

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