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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tenente-coronel é exonerado do comando

Publicação: Sábado, 01/09/2012 às 09:13:48   Atualização: 01/09/2012 às 09:21:14


Do BPTran após vexame em bar....


Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br


A Polícia Militar do Distrito Federal exonerou, ontem, o tenente-coronel Francisco Eronil Feitosa Rodrigues, do comando do Batalhão de Trânsito (BPTran). O ex-comandante é suspeito de molestar duas mulheres em um bar de Vicente Pires. A suposta violência teria ocorrido na madrugada de domingo. O oficial estaria embriagado.

Uma das vítimas é garçonete  do comércio e tem  22 anos.  Ela afirma que o agressor a tocou de forma abusiva e a convidou para sair.   A jovem, porém,  diz que o fato de trabalhar em um bar não significa que seja prostituta. “Trabalho  com dignidade e  fui desrespeitada por ele”, afirma. 

A outra mulher, uma sargento da Polícia Militar e colega de farda do tenente-coronel,  tentou socorrer a garçonete. A policial  saiu do trabalho e passava no local  quando viu o tumulto. Ela parou o carro, mas disse que também foi destratada pelo homem.

O tenente-coronel costuma frequentar o local. Ele teria chegado ao bar por volta das 22h, conduzindo   uma caminhonete e, segundo testemunhas,  aparentava sinais de embriaguez. Teria, inclusive, caído em um buraco e danificado o veículo. O militar, então, teria tomado mais  duas caipirinhas e uma cerveja em lata. O estabelecimento já estava fechando, quando a confusão começou.


O suposto assédio à garçonete ocorreu quando ela limpava o chão. A jovem o teria repreendido e saiu de perto, mas diz que ele não se conformou e foi atrás dela. Teria, então, a segurado pelo braço e tentado beijá-la à força. Mais uma vez ela evitou o incômodo. Cansada de ser importunada,  pediu ajuda ao patrão.


O comerciante teria pedido ao tenente-coronel para  melhorar  o comportamento, pois deveria agir com dignidade em um ambiente familiar. Duas mulheres e um homem que estavam em uma mesa próxima teriam inclusive ido embora no momento em que viram o militar com a pistola aparecendo  na cintura.

Foi nesse momento que a sargento passava na rua dirigindo seu veículo e percebeu a confusão. Ela entrou no estabelecimento e reconheceu o tenente-coronel. Teria tentado convencê-lo a ir embora, mas também foi supostamente assediada. O ex-comandante do BPTran teria, neste momento,  tentado beijá-la. Parte da confusão foi filmada.


Foi preciso contar com a ajuda do dono do bar para desarmá-lo e convencê-lo a ir embora. No entanto, o militar não teria condições de dirigir por causa da bebida. A sargento teria telefonado para a Corregedoria-Geral e pediu apoio. Uma viatura foi ao endereço. Um PM teria dirigido  a caminhonete até a casa do tenente-coronel,  no lugar de conduzí-lo para a delegacia mais próxima. O corregedor-geral, coronel Paulo Roberto Batista de Oliveira, informou, no entanto, que o bar já estava fechado quando policiais do órgão chegaram lá.


No dia seguinte, o coronel Roberto soube do caso.  Instaurou Inquérito Policial Militar (IML) para apurar a situação. Francisco Eronil  pediu exoneração e o comandante-geral, Suamy Santana, encaminhou o pedido ao governador Agnelo Queiroz. O ato deve ser publicado  no Diário Oficial do DF, segunda-feira.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br 
 
 

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