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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Policiais presos na Operação Squadre

Podem pegar até 30 anos de prisão; entenda o que aconteceu

09/11/2012 | 16h27min

O superintendente da Polícia Federal na Paraíba, Marcelo Diniz destrinchou em coletiva à imprensa na manhã desta sexta (9) a Operação Squadre que foi deflagrada na noite e madrugada desta quinta para sexta prendeu mais de 30 Policiais Militares, Civis e Agentes Penitenciários na Paraíba.
De acordo com Diniz, o objetivo da operação é atuar na repressão a crimes de milícia, formação de quadrilha, policiais trabalhando em segurança privada clandestina e até em grupos de extermínio. “Conseguimos identificar nessa operação que durou cerca de um ano, três grupos que se entrelaçam pelos crimes de tráfico de armas e de munição”, explica.
O primeiro grupo era formado por policiais Militares, Civis e Agentes penitenciários que atuavam como grupo de extermínio, explica o superintendente, principalmente na área metropolitana de João Pessoa. “As vítimas eram ex-presidiários e eles (policiais) usavam uma moto preta como diz a lenda”, conta. Além de acusações de homicídio de ex-apenados, Diniz explicou que também existem “fortes indícios” de que eles também teriam assassinado um Cabo da PM.
O segundo grupo atuava na área de segurança privada clandestina e era composto por Policiais Militares. De acordo com o superintendente, esses policiais estavam dando armamento para pessoas sem capacitação. “Ocorreram algumas prisões e foi demonstrado claramente que os que compunham o comando desse grupo pagavam a fiança”, revela.
Ainda sobre o segundo grupo, o superintendente revelou que o grupo formado pelo Major Gutemberg e o Capitão Nascimento atuavam em uma empresa registrada no nome da esposa e filho do major.
Diniz contou que o terceiro grupo também formado por Policiais Militares, Civis e Agentes penitenciários atuava extorquindo criminosos e eventualmente simulavam abordagens para também extorquir de cidadãos comuns.
Além de Diniz; o promotor de Justiça Bertrand Asfora; o secretário de Defesa Social Cláudio Lima; o procurador do Ministério Público na Paraíba Eder Pontes da Silva; o delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dr. Milton que foi o delegado da Polícia Federal que esteve à frente das operações participaram da coletiva.
“Essa operação foi atendendo uma determinação de uma diretriz do Ministério da Justiça por isso a Polícia Federal entrou no caso”, explica a necessidade de uma operação conjunta. O superintendente explicou que 31 pessoas já foram presas e estão sendo lavrados 15 flagrantes de porte ilegal de armas e foram apreendidas 16 armas de fogo de vários calibres e munições, inclusive de calibre restrito.
Do grupo de extermínio, o superintendente contou que as penalidades chegarão aos 30 anos, já os outros crimes chegarão a até 24 anos. “Foram expedidos mandados de busca e de prisão. Ao todo foram presos um major, dois capitães, um sub-tenente, dois sargentos, cinco cabos da PM, um cabo reformado, dois delegados da Policia Civil, dois delegados da PM, sete agentes da Polícia Civil, dois agentes penitenciários e um do DETRAN”, conta. 

Marília Domingues / Washington Luís


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