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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Mais policiais civis são presos em MG em nova fase da Operação 'Serendipe'

Promotes Daniel Marotta e Adriano Bozola falam sobre operação Serendipe em Uberlândia (Foto: Bárbara Almeida/G1)

Investigação de suborno e propina é feita pelo Gaego de Uberlândia; mandados foram cumpridos em BH. A Polícia Civil de MG disse que as medidas administrativas estão sendo tomadas.

Por Bárbara Almeida, G1 Triângulo Mineiro
 

Dos oito denunciados, foram determinadas as prisões pela Justiça de quatro. Contudo o MP disse que recorreu e continua pedindo a prisão dos demais.
"O envolvimento do pessoal de BH aconteceu da seguinte forma: essa quadrilha roubou uma carga de cerveja na região metropolitana da capital. Durante o crime eles tiveram um problema e o caminhão estragou. Por isso policiais rodoviários federais perceberam a ação, prenderam o grupo e os levou para a delegacia da Deosp. Lá no departamento os policiais civis liberaram os assaltantes sem ratificar nenhum flagrante mediante propina de R$ 250 mil", concluiu o promotor Daniel Marotta.
Além dos policiais, foram ainda denunciadas quatro pessoas envolvidas com o roubo e receptação de cargas. Eles têm mandado de prisão em aberto, mas não foram encontrados e seguem foragidos.
Os dois investigadores de Uberlândia foram denunciados por ajudar nessa negociação com os policiais de BH e os assaltantes da carga. Eles já estavam presos na Casa de Custódia em Belo Horizonte por participação em outros crimes, também na Serendipe.


Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de Uberlândia cumpriu novos mandados de prisão contra policiais civis investigados na Operação "Serendipe". De acordo com a promotoria de Justiça, quatro investigadores do Departamento de Operações Especiais (Deosp) foram presos nesta quinta-feira (6) em Belo Horizonte. Desde o início da operação, foram 18 policiais civis presos.
Por meio de nota, a Polícia Civil de Minas Gerais se posicionou dizendo que a operação foi realizada pelo órgão corregedor da instituição, em conjunto com o Ministério Público, e todas as medidas administrativas e legais estão sendo tomadas.
"Estes novos policiais presos são suspeitos de negociar propina com criminosos que roubaram carga na região metropolitana de BH. Na época os assaltantes foram levados para uma delegacia de Contagem e lá negociaram com os policiais o valor da propina", explicou o promotor Adriano Arantes Bozola.
A operação "Serendipe" teve como foco a investigação de desvios de conduta por parte de policiais civis de Minas Gerais. A primeira fase foi deflagrada em 23 de junho de 2016 em Uberlândia. Os mandados de prisão desta quinta-feira fazem parte da sexta e última fase da "Serendipe". Esta última fase recebeu o nome de "Xeque-Mate". O promotor Daniel Marotta explicou o envolvimento dos policiais durante toda a operação.
"A operação começou há um ano e agora acabou. Tudo começou quando descobrimos que uma quadrilha de roubo de carga com sede em Uberlândia pagava propina para policiais civis com o objetivo de não serem presos. Ainda no ano passado prendemos alguns policiais de Uberlândia e Uberaba envolvidos no caso e agora a última fase terminou com a prisão de mais quatro investigadores que atuavam em BH", explicou.

Xeque-Mate

Os policiais da Deoesp em BH foram presos na casa deles. Na "Xeque Mate" foram denunciadas oito policiais civis sendo: um delegado, quatro investigadores que na época do roubo da carga - agosto de 2015 - estavam lotados no grupo de elite da Polícia, outro investigador que estava afastado e atuou como advogado e mais dois policiais de Uberlândia - que já estavam presos desde o ano passado.




Serendipe

Os números finais da Operação "Serendipe" são: prisão de 18 policiais civis, nove lotados em Uberlândia, cinco lotados em Uberaba e quatro lotados em Belo Horizonte. Além disso, foram deflagrados mais de uma dezena de ações penais.
Eles são acusados pelo MPE por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e permanecem presos na Casa de Custódia em Belo Horizonte.
De acordo com os promotores, os policiais faziam uma investigação paralela à da Polícia Federal (PF) e mapeavam duas organizações criminosas que atuavam no roubo de cargas na região. Em seguida, faziam o flagrante dos criminosos e os subornavam para que pudessem ser liberados, forjando o boletim de ocorrência.

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