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sábado, 6 de dezembro de 2014

PMs que arrastaram mulher no RJ vão trabalhar em funções administrativas

21/03/2014 19h40 - Atualizado em 21/03/2014 19h46


Três policiais militares que estavam no carro da PM foram soltos nesta sexta.
'Prometeram que eles não seriam soltos', diz viúvo de Cláudia Ferreira.

Do G1 Rio

Os três policiais militares que estavam no carro da PM que arrastou por 350 metros a auxiliar de serviços gerais Cláudia Ferreira, em Madureira, Subúrbio do Rio, no domingo (16), e que foram soltos nesta sexta-feira (21), vão trabalhar internamente em funções administrativas, informou a Polícia Militar, como mostrou o RJTV.

Mais quatro pessoas prestaram depoimento nesta sexta-feira na delegacia na 29ª DP (Madureira). A filha mais velha de Cláudia Ferreira, o viúvo e dois moradores. Segundo o advogado da família, uma das testemunhas viu o momento em que Cláudia foi baleada.
“A testemunha disse sem nenhuma dúvida que o tiro saiu da arma do policial que estava em frente dela, não tinha nenhuma pessoa, esse tiro é dado à curta distância foram dos policiais, de mais ninguém”, afirmou.
A polícia já ouviu durante a semana oito policiais militares que participaram da operação. Segundo o delegado Carlos Henrique Machado, os depoimentos dos policiais e dos moradores foram contraditórios em vários pontos. O delegado aguarda o resultado de quatro laudos de perícias nas armas apreendidas e no local do crime. Só depois vai marcar a reconstituição do caso pra esclarecer de onde partiu o tiro que atingiu Cláudia Ferreira.
Os subtenentes Rodney Miguel Arcanjo e Adir Serrano, e o sargento Alex Sandro Alves, foram libertados no início da tarde, em Bangu, na Zona Oeste. Os PMs estavam no carro da PM que arrastou Cláudia a caminho do hospital. Para a juíza da auditoria da Justiça Militar, Ana Paula Barros, que concedeu o alvará de soltura, ainda não há provas de que os três policiais são culpados pela morte. Nesta sexta-feira, o viúvo de Cláudia criticou a libertação.
“O governador, o secretário, eu estive com eles e me prometeram que eles não seriam soltos. Isso foi na quarta-feira. Na quinta-feira, os caras são soltos. Que garantia é essa? Que garantia me dão que não vai acontecer nada comigo, não vai acontecer nada com a minha família, como é que eu vou andar na rua?”
Questionada sobre essa reclamação do viúvo de Cláudia, a assessoria do governador Sérgio Cabral informou que ele determinou a apuração rigorosa dos fatos e que tudo que é do âmbito do Poder Executivo está sendo feito para garantir a punição exemplar dos envolvidos no caso.

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