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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Justiça condena policiais e delegado de Campinas por crime de sequestro


Penas dos réus, que estão soltos, variam entre 12 e 14 anos de prisão. 

Denúncia do MP apontam que eles fizeram refém a esposa de um traficante.

Do G1 

Campinas e Região

Policiais sequestram e exigem dinheiro para libertar bandidos em Campinas (Foto: Reprodução TV Globo)Imagens de câmeras de segurança flagaram a
ação dos policiais (Foto: Reprodução TV Globo)
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A Justiça condenou três policiais civis e um delegado de Campinas (SP) por crimes de concussão – que é o ato de exigir dinheiro ouvantagem em razão da função que exerce – eextorsão mediante sequestro. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MP) em 2012, o grupo de policiais sequestrou a esposa de um traficante e exigiu pagamento de R$ 100 mil para que ela fosse liberada. A decisão foi dada na sexta-feira (1º) pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal. O magistrado ainda determinou a perda do cargo na polícia dos quatro réus.
De acordo com o processo, a denúncia foi feita pelo MP em junho de 2012, quando câmeras do circuito de segurança da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) flagraram a ação dos policiais no momento em que extorquiam o traficante com a ameaça de não liberar a esposa. Um investigador, um carcereiro, um agente policial e o delegado foram condenados a penas que variam de 12 anos e 8 meses a 14 anos e 4 meses, além de um período  de três meses emregime semiaberto e multa de 30 salários mínimo para todos.
Segundo o processo, os réus confessaram parcialmente os crimes e as provas apresentadas levaram o juiz a decidir pela condenação. O texto diz: “Admitiram que exigiram dinheiro do traficante José Agripino para que ele não fosse 'incomodado' pela polícia. Para tanto fizeram uma 'fumaça', ou seja, simularam que ele seria alvo de uma investigação por tráfico de drogas (..) mas negaram que o dinheiro tivesse alguma relação com a libertação de Rozana. Alegaram que Rozana foi conduzida à delegacia apenas na condição de averiguada, a fim de que seus antecedentes fossem pesquisados”.
A decisão é em primeira instância e cabe recurso para os quatro réus. Os quatro permanecem em liberdade até que se esgote a possibilidade dos recursos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) afirmou que o inquérito foi relatado à Justiça e que os acusados respondem um processo administrativo.
Defesa
Os advogados do carcereiro Fábio Nunes Campos e do delegado Paulo Henrique Correia Alves afirmaram que ainda não foram notificados da decisão, mas adiantaram que vão recorrer. Já as defesas do investigador Hélio Pavan Filho e do agente policial Sérgio Carrara não foram encontradas até a publicação.
O caso
Em junho de 2012, o Fantástico teve acesso a várias gravações que mostravam, em detalhes, o esquema de pagamento de propina para não prender um homem suspeito de tráfico de drogas. O Ministério Público e a corregedoria da Polícia Civil consideram as imagens das câmeras de segurança da DIG de Campinas do crime. Em uma ação, policiais são acusados de sequestrar uma mulher e só libertá-la mediante pagamento de resgate de R$ 100 mil.

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