Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF, acumula atos ilegais desde 1997 e está sob proteção dos sigilos de Bolsonaro

 Investigado por facilitar bloqueios de estradas, Silvinei Vasques já foi alvo de processos por propina, ameaça de morte, espancamento, abuso de autoridade e prejuízo à União

Por Marcelo Menna Barreto / Publicado em 3 de novembro de 2022

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, discursa em evento que apresentou as realizações e investimentos da instituição, em fevereiro de 2022. Agora é alvo de inquérito do MPF por interferir na eleição

O inspetor e diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, coleciona polêmicas dentro da corporação na qual ele ingressou em 1995 e comanda desde abril de 2021.

Além dos crimes eleitorais – retenção de eleitores no Nordeste e a operação “corpo-mole” que favoreceu os bloqueios de estradas em todo o país desde segunda-feira, 1º –, Vasques já respondeu a oito processos disciplinares e teve uma condenação por agressão.

Na quarta-feira, 2, o MPF requisitou a instauração de inquérito policial para investigar as condutas adotadas pelo diretor-geral da PRF no dia da eleição de segundo turno, em 30 de outubro.

Devido à operação do órgão que parou ônibus com eleitores nas estradas, ele é investigado por “má conduta” na gestão da PRF e possível desvio de finalidade que teria visado “interferir no processo eleitoral”.

O ministro Alexandre de Moares, que ordenou a investigação, determinou multa de R$ 100 mil por hora e de caráter pessoal para Vasques a partir do dia 1º, além da possibilidade de afastamento e prisão em flagrante por crime de desobediência.

Silvinei também é alvo do STF por suspeita de “omissão e inércia” em relação aos bloqueios de rodovias que começaram na noite de domingo por grupos de extrema-direita inconformados com o resultado da eleição. A PRF não agiu para conter a desordem e pediu autorização ao judiciário para fazer uma operação que é de suas atribuições e autonomia.

Silvinei e o sigilo de cem anos

Antes disso, o policial rodoviário já tinha sua ficha corrida entre a série de documentos sob proteção de 100 anos de sigilo decretadas pelo governo que deixa o Palácio do Planalto em janeiro de 2023.

Próximo do filho 01 do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), Vasques se tornou diretor-geral da PRF com a ascensão de Anderson Torres ao cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

Ele já chegou para o comando da PRF com oito processos disciplinares contra ele na instituição. Sob a proteção dos Bolsonaro, no entanto, nada aconteceu ao agente. Apenas um processo acabou em punição, o do espancamento de um frentista de posto de gasolina. A PRF decretou o sigilo dos casos em 2021.

Todas as solicitações de dados a respeito feitas via Lei de Acesso à Informação por veículos de imprensa foram rejeitadas por Anderson Torres.

Propina e ameaça: “tiro na testa”

Natural de Ivaiporã, Paraná, Silvinei Vasques, que entrou em 1995 na PRF, chegou a ser investigado em 1997, quando ainda cumpria o período de estágio probatório da carreira pública federal.

A acusação: cobrança de propinas de uma empresa de guincho interessada em trabalhar nas rodovias federais da região de Joinville (SC) e ameaça de morte.

No inquérito, consta do relato de uma das vítimas a ameaçada de morte “com um tiro na testa”.

A investigação se arrastou por oito anos. O MPF ofereceu a denúncia em 2009. A Justiça Federal levou dois anos para se manifestar e só o fez em 2011, para informar que os crimes de Vasques estavam prescritos.

Lesão corporal e abuso de autoridade

No ano 2000, quando era apenas um agente rodoviário, Vasques respondeu a uma ação criminal por lesão corporal e abuso de autoridade na cidade de Cristalina, interior de Goiás.

No dia 17 de outubro daquele ano, Vasques estacionou a viatura da PRF em um posto de combustíveis para abastecer e mandou que o frentista lavasse o veículo.

O funcionário do posto de gasolina informou que o estabelecimento não trabalhava com lavagem de veículos. A negativa desencadeou um ataque de fúria do agente, que espancou o frentista Gabriel Rezende a socos e chutes.

Vasques foi processado e perdeu. O governo federal foi obrigado a pagar uma indenização de R$ 71 mil de indenização à vítima das agressões. A Corregedoria da PRF pediu a exclusão do agente do serviço público, mas o crime já estava prescrito.

Desde 2017, a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta cobrar de Vasques o ressarcimento da indenização paga ao frentista agredido.

Os valores corrigidos somam R$ 99 mil. A cobrança tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), mas não avança desde 2019.

O Ministério da Justiça também pediu a expulsão do policial da corporação por causa do não pagamento, mas ele foi beneficiado pela prescrição e ainda ganhou um prêmio ao ser promovido a diretor-geral por indicação do senador Flávio Bolsonaro.

PRF tem extrapolado competências e violência

Em maio, agentes da PRE torturaram e mataram por asfixia, com gás lacrimogêneo, Genivaldo dos Santos, em Sergipe

Imagem: Reprodução

A PRF é uma polícia ostensiva e não tem competência para investigação de crimes. Apesar disso, no governo Bolsonaro a corporação registrou investimento em inteligência com a compra de softwares de rastreamento, identificação e interceptação de números de celulares, ações que dependem de autorização judicial.

Entre 2019 e o último mês de junho, policiais rodoviários prenderam 1.226 pessoas em cidades onde não há estradas federais. Só este ano, já somam 52 mortes resultantes de violência policial em ações com participação direta ou indireta da PRF.

Em junho, uma operação conjunta da PRF com Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro, resultou na morte de 23 pessoas.

Em outubro de 2021, a PRF realizou uma operação contra uma quadrilha de assaltantes de banco em Varginha (MG). Ao final, 26 homens envolvidos acabaram mortos. Entre eles, vítimas desarmadas e outros que estavam dormindo.

A ação da PRF partiu de uma escuta clandestina no celular de um suspeito. Ao perceber as irregularidades promovidas, a própria superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais decidiu abandonar a investigação. No entanto, os filhos do presidente Bolsonaro, Flávio e Eduardo (PL/SP) usaram suas redes sociais para parabenizar os policiais rodoviários e comemorar o trabalho.

Na gestão de Vasques, ainda foram registrados a morte de Gevanildo de Jesus Santos. Com problemas mentais, ele tentou resistir a uma abordagem da PRF em Umbaúba (SE) em maio passado e acabou morrendo após ter sido submetido à tortura. Os policiais imobilizaram a vítima com spray de pimenta e trancaram no porta-malas de uma viatura onde jogaram bombas de gás lacrimogêneo.


Comentários


4 comentários
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Gabriel Grabowski
Parabéns pela matéria
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Marcelo Kümmel
A cobrança tramita no TRF4 e não no TRT4.
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Linda Antoniazzi
Excelente conteúdo...esse é o verdadeiro jornalismo!
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Roberto Wielewski
Ivaipora é no Paraná, não Santa Catarina.
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Vídeo mostra militares do Exército dificultando ação da polícia durante ato golpista em Brasília



Coronel da reserva que foi a ato terrorista e xingou generais é exonerado


Justiça condena coronel que xingou colegas no 8/1



Ex-diretor-geral da PRF admite condenação “em primeiro grau” por agressão a frentista


Ex-diretor-geral da PRF admite condenação “em primeiro grau” por agressão a frentista | LIVE CNN


Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques terá que ressarcir mais de R$ 70 mil à União por ter agredido frentista

 União cobra valores em ação regressiva após ter sido condenada a pagar indenização à vítima, atacada pelo ex-servidor depois de se recusar a lavar viatura

Publicado em 12/03/2024 10h38

Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques terá que ressarcir a União pelo prejuízo que o ente público teve em processo movido por frentista de um posto de combustíveis que foi agredido pelo então servidor depois de se recusar a lavar uma viatura.

O réu terá que pagar aos cofres públicos mais de R$ 70 mil – valor calculado até 2017, sobre o qual ainda deverá incidir correção monetária e mais as custas processuais. A determinação de que o ressarcimento seja feito foi obtida pela AGU no âmbito de ação regressiva proposta na Justiça Federal de Florianópolis (SC) em 2017 para reaver os valores pagos pelo ente público à vítima da agressão após a execução de sentença de processo indenizatório movido por ela.

Silvinei já havia sido condenado a ressarcir os valores em primeira instância, mas apelou ao TRF4 alegando, entre outros pontos, que argumentos utilizados pela União em sua defesa no processo original demonstrariam a improcedência da ação regressiva.

Mas a Procuradoria-Regional da União da 4ª Região, unidade da AGU que atuou no caso, lembrou nos autos que, da mesma forma que o Estado deve responder judicialmente pelos danos causados a terceiros por agente público, pode ajuizar ação regressiva contra o servidor público quando constatado que o dano foi causado por dolo ou culpa (art. 37, § 6º, da Constituição Federal).

A AGU explicou que os dois processos – o movido pelo agredido e o ajuizado pela União – são autônomos e diversos, de modo que os argumentos de defesa elencados originalmente na ação indenizatória não vinculam a União ao que é discutido na ação regressiva, uma vez que durante o primeiro processo ficou comprovado que o dano foi causado pela conduta dolosa do réu.

Por unanimidade, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento à apelação do ex-diretor da PRF, entendendo que no processo original movido pelo agredido ficou comprovado que houve “conduta inadequada praticada de maneira deliberada, evidenciando-se, portanto, que o dano teve origem em atuação dolosa do policial que, por função, teria obrigação prestar segurança e não ameaçar, culminando na condenação em danos materiais e morais”.

Na quarta-feira (06/03), o tribunal também rejeitou embargos de declaração que haviam sido interpostos por Silvinei, entendendo que “a parte autora repisa os fatos e argumentos já trazidos, rediscutindo o mérito, sem apresentar novos argumentos que venham a infirmar o que foi decidido”.

5007404-06.2017.4.04.7200

Justiça e Segurança

Processo interno da PRF recomendou demissão de atual diretor-geral por agressão

 

Silvinei Vasques agrediu um frentista em outubro de 2000; funcionário de posto de gasolina afirmou ter sido agredido com chutes e socos

Raquel Landim, da CNN, em São Paulo


Silvinei Vasques, diretor-gerla da PRF  • Foto: Carolina Antunes/PR

Um processo interno da Polícia Rodoviária Federal (PRF) recomendou a demissão de Silvinei Vasques da corporação por agressão a um frentista de um posto de gasolina. A expulsão só não ocorreu porque o caso prescreveu, revelam documentos obtidos pela CNN.

Hoje Vasques é diretor-geral da PRF e foi convocado neste domingo (30) das eleições pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, a prestar esclarecimentos sobre blitze de ônibus que transportavam eleitores no nordeste.

O episódio ocorreu no município de Cristalina, em Goiás. No dia 17 de outubro de 2000, o frentista Gabriel de Carvalho Rezende registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido com socos e chutes por Vasques.

Ele conta que o então policial rodoviário federal Silvinei Vasques chegou ao posto de gasolina acompanhado de outros colegas e pediu ao frentista para lavar seu carro.

Depois de ser informado que o posto não tinha esse serviço, Vasques passou a agredi-lo fisicamente, conforme laudo médico e boletim de ocorrência.

Como o policial estava a serviço da PRF, o frentista processou a União – e a Justiça considerou Vasques culpado e condenou o Estado brasileiro a pagar uma indenização de R$ 52 mil. A Advocacia Geral da União (AGU), então, processou Silvinei Vasques e pediu o ressarcimento.

Ele perdeu em primeira instância, mas o caso está parado desde 2019 no TRF-4. A CNN tem cópia de todos esses documentos.

Ao mesmo tempo, foi aberto um processo disciplinar dentro da PRF contra Silvinei Vasques.

Em ofício de 10 de março de 2006, a chefe da divisão de coordenação de assuntos disciplinares, Josina Soares de Oliveira, “opina no sentido da penalidade de demissão do policial rodoviário Silvinei Vasques”, conforme documento interno obtido pela CNN. No entanto, a penalidade deixa de ser aplicada por “prescrição”.

CNN procurou a assessoria de imprensa da PRF e aguarda retorno.

Processo interno da PRF recomendou demissão de atual diretor-geral por agressão | CNN Brasil

Policial militar agrediu frentista

Coronel do Exército condenado por planejar golpe e assassinato de autoridades segue recebendo salário de R$ 30 mil, mantém vínculo com o governo e cumpre prisão domiciliar

 A prisão domiciliar de um coronel da reserva conden ado pelo STF, somada à divulgação de sua remuneração no Portal da Transparência, reacende discussões sobre benefícios, vínculos ativos e a relação entre carreira militar, Estado Democrático de Direito e responsabilidade institucional.

por Alisson FicherPublicado em 31/12/2025
Coronel do Exército condenado por planejar golpe e assassinato de autoridades segue recebendo salário de R$ 30 mil, mantém vínculo com o governo e cumpre prisão domiciliar
Coronel condenado por trama golpista é preso e segue recebendo mais de R$ 30 mil, segundo Portal da Transparência da CGU. (Imagem: Reprodução)

O anúncio de uma prisão no Tocantins, uma remuneração pública superior a R$ 30 mil e uma condenação por crimes relacionados a uma trama golpista formam um enredo que envolve o Exército Brasileiro, o Supremo Tribunal Federal e a Controladoria-Geral da União.

A história, marcada por disputas judiciais, defesa técnica e questionamentos sobre remuneração de militares reformados, expõe como a esfera pública brasileira reage quando investigações, sentenças e dados oficiais se entrelaçam.Viriforte

Segundo informações coletadas junto ao Portal da Transparência e conforme publicado pelo portal G1, o coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos foi preso em Palmas, no Tocantins, no sábado (27), após condenação de 16 anos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A sentença foi relacionada ao chamado “Núcleo 3” da trama golpista, apontado como responsável pelo planejamento de ações violentas que teriam como alvo autoridades do Estado brasileiro.

Quem é o coronel alvo da decisão

Fabrício Moreira de Bastos é coronel da reserva do Exército e possui vínculo ativo com o Ministério da Defesa, embora sua lotação atual não seja divulgada por motivos de segurança institucional.

Ele aparece nas bases oficiais com rendimentos acima de R$ 30 mil, valor bruto identificado entre os meses de julho e setembro e novamente em novembro, conforme dados disponibilizados pela Controladoria-Geral da União (CGU).

O Portal da Transparência indica remuneração bruta de R$ 30.437,50, referente aos meses mais recentes publicados.

Os registros mostram que o militar entrou para a reserva em junho deste ano.

A CGU explica que dados financeiros podem sofrer defasagem, pois bases informacionais são atualizadas gradualmente.

Por essa razão, a remuneração referente a outubro e novembro teria previsão de divulgação até quarta-feira (31), sendo uma delas disponibilizada no dia 30.

A Administração Pública afirma que os demonstrativos de dezembro deverão ser publicados apenas em 30 de janeiro de 2026, de acordo com cronograma oficial.

O que levou à prisão

A Primeira Turma do STF condenou o coronel a 16 anos de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A condenação integra o núcleo de decisões judiciais relacionadas aos ataques às instituições democráticas no período eleitoral de 2022.

A prisão cumprida no sábado é do tipo domiciliar.

O militar deve permanecer com uso de tornozeleira eletrônica e cumprir uma lista de medidas cautelares, entre elas:

  • proibição de uso de redes sociais
  • proibição de contato com demais investigados
  • apreensão de passaportes
  • suspensão de porte de arma de fogo
  • restrição de visitas

Segundo nota da Polícia Federal, mandados também foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia e no Distrito Federal.

Em algumas dessas ações, agentes contaram com apoio operacional do Exército Brasileiro.

Os investigados passaram por audiência de custódia ainda no sábado, procedimento obrigatório para confirmar a legalidade das prisões.

O que diz a defesa

O advogado Marcelo Cordeiro, representante jurídico do coronel, declarou à imprensa que segue convicto da inocência de seu cliente.

A defesa afirma que a prisão e a condenação seriam “ilegais e arbitrárias” e que “serão revertidas em breve”.

O defensor também sustenta que o processo ainda não está encerrado judicialmente.

A sentença não transitou em julgado e, portanto, cabe recurso.

Segundo ele, existe confiança no Judiciário e na possibilidade de revisão.

Em nota, o advogado acrescentou que, na visão da defesa, “nem ele e nem os outros cometeram qualquer conduta de golpe de Estado, atentado contra o Estado Democrático de Direito, organização criminosa ou dano patrimonial”, afirmando que não existiriam provas materiais que sustentem a condenação.

Esse posicionamento, no entanto, é parte do discurso da defesa e não corresponde à decisão do STF, que condenou o militar com base em elementos apresentados no processo.

O que diz o STF e como o caso continua

O Supremo Tribunal Federal ainda publicará o acórdão completo referente ao julgamento.

Após essa publicação oficial, defesas deverão apresentar recursos.

Esses pedidos serão analisados pelos ministros.

Enquanto isso, o coronel permanece em prisão domiciliar sob monitoramento.

A CGU confirmou vínculo ativo com o Ministério da Defesa e justificou que a lotação do militar não é divulgada para preservar informações sensíveis ligadas à segurança nacional.

A orientação oficial para quem deseja obter informações sobre lotação histórica é buscar diretamente o Comando do Exército.

Como funciona o Portal da Transparência nesse tipo de caso

O Portal da Transparência não é responsável pela geração dos dados, mas apenas pela publicação.

Isso significa que dados financeiros só aparecem no site após serem enviados ao órgão responsável.

A CGU explica que:

  • outubro e novembro teriam divulgação até 31 de dezembro de 2025
  • novembro foi publicado no dia 30
  • dezembro será publicado apenas em 30 de janeiro de 2026

Esse intervalo pode gerar confusão pública, especialmente quando o assunto envolve militares condenados e questões sensíveis de Estado.

Por isso, a própria CGU anexou nota na qual afirma que as informações passarão a constar após o envio dos dados e que não são divulgados detalhes de lotação de militares por razões estratégicas.

    Alisson Ficher

    Alisson Ficher

    Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 13 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com.