Major e 1º tenente respondem processo por constrangimento ilegal. Eles foram filmados colocando morteiro dentro da mochila de um manifestante, em 2013

Por Da Redação
3 jun 2014, 17h12
Dois policiais militares do Rio de Janeiro SERÃO julgados por forjar flagrante durante um protesto de professores na capital, em outubro do ano passado. O major Fábio Pinto Gonçalves e o 1º tenente Bruno Cesar Andrade Ferreira teriam colocado um morteiro na mochila de um dos manifestantes, segundo processo que respondem por constrangimento ilegal na Auditoria da Justiça Militar. A ação foi gravada em vídeo publicado à época pelo jornal O Globo.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, os dois já foram interrogados e uma nova audiência de instrução está marcada para o próximo dia 11 de junho. Quatro testemunhas de acusação devem ser ouvidas, e as de defesa serão arroladas em data a ser marcada posteriormente.
Um dos policiais militares envolvidos no flagrante forjado durante a manifestação de professores no centro do Rio, na segunda-feira, é o mesmo que foi fotografado lançando um grande spray de pimenta contra um grupo de manifestantes na entrada da Câmara Municipal do Rio no mesmo dia. O PM foi identificado é o major Pinto, do 5º BPM (Praça da Harmonia). Ele e o tenente Andrade, do 20º BPM (Mesquita), foram afastados temporariamente de suas funções pelo Comando da Polícia Militar.
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No início da gravação, o tenente Andrade aparece com morteiros na mão correndo atrás de outro suspeito. Em seguida, os policiais abordam um grupo, e o tenente joga aos pés do adolescente um morteiro. O jovem abria a mochila para revista dos policiais militares no momento e não chegou a tocar no artefato. Em seguida, o major Pinto, que comandava a operação na Cinelândia, deu voz de prisão ao rapaz, dizendo que o material era dele.
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