Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Policial civil é preso depois de fechar

Rio de Janeiro

Rua para cobrar pedágio

Motoristas denunciaram extorsão e PMs prenderam o acusado na região oceânica de Niterói. Inspetor de polícia usou cavaletes e cones para faturar com festa a poucos metros da delegacia onde trabalhava

Que os flanelinhas são um problema das ruas do Rio, todos sabem. Também não são novidades as formas que policiais corruptos encontram para faturar com atividades ilegais. O inusitado, desta vez, é a combinação dos dois absurdos: na região oceânica de Niterói, na noite de sábado, o policial civil Júlio César Suzart Coelho foi detido por policiais militares, acusado de fechar uma rua com cavaletes e cones para cobrar dinheiro dos motoristas que chegava a uma festa julina. Tudo isso a poucos metros da delegacia onde estava lotado, a 81ª DP (Itaipu).
Coelho foi denunciado por motoristas, que estranharam a cobrança de 10 reais para acesso a uma área pública. No carro do policial foram encontrados 2.421 reais, dinheiro provavelmente arrecadado antes da chegada dos PMs. O acusado não atuava sozinho: a cobrança era feita por dois homens, Gabriel Pereira Longhi e José Ricardo Coutinho Barreto.
Como não houve flagrante de coação, o caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. E Coelho já foi liberado. Como várias atividades ilegais, havia uma justificativa – que não convenceu – para a cobrança. Ao ser abordado, Coelho afirmou que a arrecadação seria destinada a uma colônia de pescadores.
A apropriação do espaço público e a cobrança espontânea, se podem parecer menos ofensivas em um primeiro momento, são males que precisam ser cortados na raiz. A origem desse tipo de ‘cobrança’ – que na verdade é uma extorsão – é a mesma de crimes como a venda de sinal ilegal de TV, proteção ‘comunitária’ e taxas para distribuição de água e gás em favelas cariocas. Em uma palavra: milícia.


 

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