Viatura da Polícia Militar da Bahia • Rafael Martins/GOVBA
Um capitão da Polícia Militar e seu comparsa foram presos em flagrante, nesta quinta-feira (12), em Santo Estêvão, na Bahia, após tentarem extorquir um comerciante de 64 anos.
A vítima havia sido abordada pelos suspeitos no início de setembro, quando os homens se passaram por policiais civis e cobraram uma suposta dívida de R$ 70 mil.
O comerciante procurou a polícia, que organizou uma operação para prender os criminosos no momento do pagamento.
De acordo com o relato do comerciante, os homens entraram em contato no dia 3 de setembro, exigindo o pagamento da quantia na quinta-feira (12).
Assustado, o idoso procurou a Delegacia Territorial de Santo Estêvão, onde relatou a situação.
Em conjunto com a polícia, ele marcou um encontro com os suspeitos, que seriam detidos durante a transação.
Na operação, o comerciante foi abordado pelos suspeitos em um veículo branco. Quando estava entrando no carro, os policiais civis realizaram a abordagem e prenderam os dois homens.
O capitão da Polícia Militar, lotado em Feira de Santana, foi detido enquanto estava fardado. Ele foi encaminhado para o Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas.
O segundo suspeito, que não era policial, foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e extorsão.
A Polícia Militar da Bahia emitiu um comunicado informando que está acompanhando o caso e que tomará todas as medidas necessárias para garantir a completa apuração dos fatos.
Flagrante desta segunda-feira foi por posse ilegal de arma sem registro; um sargento da reserva também foi preso apontado como líder do grupo criminoso
Policiais durante operação que prendeu tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia • Divulgação
Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia foi preso em flagrante, nesta segunda-feira (8), por posse ilegal de arma de fogo sem registro. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Terra Justa, mas ele já era investigado por suspeita de encobrir ações de uma milícia que atua há mais de 10 anos no interior do estado, invadindo terras de comunidades tradicionais em favor de fazendeiros locais.
A ação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, e cumpriu oito mandados de prisão e busca e apreensão nos municípios de Correntina, Santa Maria da Vitória e Salvador.
Além do caso do oficial, a operação também resultou em duas prisões preventivas — entre elas a de um sargento da reserva da PM apontado como líder da milícia. Outros mandados de busca foram cumpridos e resultaram na apreensão de documentos, eletrônicos, armas e munições, que agora passam por análise.
A arma irregular foi encontrada na residência do tenente-coronel, o que levou à prisão em flagrante. Segundo as apurações do MP-BA, o oficial teria recebido pagamentos mensais de R$ 15 mil entre 2021 e 2024 para favorecer o grupo criminoso.
Ele é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas a prisão desta segunda-feira se deu exclusivamente pela posse ilegal de arma.
Denúncia e bloqueio de bens
Na primeira fase da operação, o sargento e um comparsa já tinham sido presos. Eles foram denunciados pelo MP-BA por integrar uma organização criminosa voltada para a lavagem de dinheiro da milícia. A denúncia foi recebida pela Vara Criminal de Correntina no último dia 5 de agosto, quando também foi determinado o bloqueio de bens de investigados, em valores que podem ultrapassar R$ 8,4 milhões.
As investigações apontam que, entre 2014 e 2024, apenas a conta bancária do sargento da reserva movimentou cerca de R$ 30 milhões — a maior parte com depósitos de empresas ligadas ao setor agropecuário.
Polícia Federal (PF) iniciou, nesta terça-feira (7), uma nova fase da Operação Lesa Pátria, que tem como alvo os envolvidos nos ataques contra as sedes dos Três Poderes do dia 8 de janeiro em Brasília
Eles serão encaminhados a estabelecimento prisional militar da PMDF, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os policiais investigados na ação são suspeitos de não cumprirem ordens de comando durante os ataques contra as sedes dos Três Poderes. A Corregedoria da Polícia Militar está acompanhando a operação.
Nesta quinta fase da ação policial, foram expedidos 10 mandados pelo STF: três de prisão temporária, um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.
O alvo do mandado de prisão preventiva é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, que, no dia 8 de janeiro, era chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF (PMDF).
Nesta quinta fase da ação policial, foram expedidos 10 mandados pelo STF: três de prisão temporária, um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.
O alvo do mandado de prisão preventiva é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, que, no dia 8 de janeiro, era chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF (PMDF).
Ele é suspeito de omissão nos atos de 8 de janeiro. O coronel estava de licença no dia dos ataques, mas, para os investigadores, o distanciamento seria proposital para não incriminá-lo.
A PF também cumpre um mandado de busca e apreensão contra Naime Barreto.
A CNN entrou em contato com a defesa do coronel que afirmou que ele "agiu conforme a lei e a técnica, realizando todas as prisões ao alcance das condições materiais com as quais contava no momento.
"O avanço das investigações demonstrará a inocência do coronel, que há 30 anos presta serviços relevantes à população do Distrito Federal", acrescentaram os advogados de Naime Barreto.
PF cumpre 10 mandados em nova fase de operação contra envolvidos em atos criminosos de 8 de janeiro / Reprodução / PF
De acordo com o balanço da PF, antes das prisões desta terça (7), já foram presos nesta operação 16 pessoas e foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão.
Os investigados são acusados dos crimes de "abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido", informou a PF.
A operação cuja quinta fase está sendo realizada pela PF nesta sexta foi deflagrada no último dia 20, com o intuito de identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos criminosos de 8 de janeiro em Brasília
A Operação Lesa Pátria é permanente, e conta com atualizações periódicas. Na última sexta-feira (27), foram expedidos 11 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão.
A PF disponibiliza o e-mail denuncia8janeiro@.pf.gov.br para receber denúncias sobre os participantes dos atos criminosos.
O agente afirmou que não querem que “essa gente durma tranquila”, fazendo das ações um trabalho permanente.
* Jéssica Moura e Thayana Araújo contribuíram para esta reportagem