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sábado, 21 de março de 2026

Caso Zaira Cruz: PM condenado por estupro e morte de estudante passa para regime semiaberto com uso de tornozeleira

 Segundo defesa, sargento Pedro Inácio atingiu o tempo necessário para progressão com a redução de 560 dias da pena obtida por trabalho interno e bom comportamento carcerário. Ele está em casa.

Por Thiago César, Inter TV Cabugi

  • O policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pela morte da estudante Zaira Cruz, de 22 anos, em Caicó, na região Seridó potiguar, obteve progressão de pena para o regime semiaberto e já está em casa usando tornozeleira eletrônica.

  • O sargento foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão em regime fechado por estuprar e matar a jovem durante o Carnaval de 2019.

  • De acordo com a defesa, a decisão que autorizou a progressão foi concedida nesta semana, após o militar cumprir o percentual mínimo da pena exigido pela legislação.

  • Segundo o advogado Fábio Emanoel, Pedro Inácio atingiu o tempo necessário com a redução de 560 dias da pena, obtida por meio de trabalho interno e bom comportamento carcerário.

Unidade onde o policial estava preso nos últimos dois anos em Natal — Foto: Thiago César/Inter TV Cabugi

Unidade onde o policial estava preso nos últimos dois anos em Natal — Foto: Thiago César/Inter TV Cabugi


O policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pela morte da estudante Zaira Cruz, de 22 anos, em Caicó, na região Seridó potiguar, obteve progressão de pena para o regime semiaberto e já está em casa usando tornozeleira eletrônica.

O sargento foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão em regime fechado por estuprar e matar a jovem durante o Carnaval de 2019.

    De acordo com a defesa, a decisão que autorizou a progressão foi concedida nesta semana, após o militar cumprir o percentual mínimo da pena exigido pela legislação.

    Segundo o advogado Fábio Emanoel, Pedro Inácio atingiu o tempo necessário com a redução de 560 dias da pena, obtida por meio de trabalho interno e bom comportamento carcerário.

    Crime aconteceu no Carnaval de 2019

    De acordo com as investigações, o policial mantinha um relacionamento com a vítima. O crime aconteceu no sábado de Carnaval de 2019, em Caicó.

    Ainda segundo a apuração, ele estuprou a jovem duas vezes antes de matá-la por estrangulamento.

    Pedro Inácio é condenado a 20 anos de prisão pela morte de Zaira Cruz

    Pedro Inácio é condenado a 20 anos de prisão pela morte de Zaira Cruz

    Após o crime, o policial foi levado para o quartel da Polícia Militar, no bairro Tirol, na Zona Leste de Natal, onde permaneceu por cerca de cinco anos.

    Nos últimos dois anos, ele estava na Companhia Independente de Policiamento e Guarda, na Zona Norte da capital, unidade que recebe policiais que cumprem pena.

    Regras do regime semiaberto

    Com a progressão de regime, o sargento passou a cumprir pena em casa. Ele está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e não pode sair da residência entre 20h e 5h.

    MP foi contra decisão

    A progressão de pena foi concedida mesmo com parecer contrário do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

    O órgão havia solicitado a realização de avaliação psicológica do condenado antes da mudança de regime.

    A família de Zaira Cruz questiona a decisão judicial. A mãe da jovem, Ozanete Dantas, criticou a legislação e a possibilidade de progressão de pena em casos como o da filha.

    PM continua na corporação

    Mesmo após a condenação, Pedro Inácio não foi expulso da Polícia Militar e segue vinculado à corporação, de acordo com a defesa.

    Segundo o advogado, a perda do cargo só pode ocorrer mediante decisão judicial específica. Enquanto isso, ele continua trabalhando e recebendo salário.

    Em fevereiro, enquanto ainda estava preso, o militar recebeu salário líquido de R$ 8,3 mil, segundo o Portal da Transparência do Estado.

    PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz passa para o semiaberto | G1


    Mesmo condenado e cumprindo pena ainda na corporação. Quem protege esse sujeito...

                                 



    PM continua na corporação

    Mesmo após a condenação, Pedro Inácio não foi expulso da Polícia Militar e segue vinculado à corporação, de acordo com a defesa.

    Segundo o advogado, a perda do cargo só pode ocorrer mediante decisão judicial específica. Enquanto isso, ele continua trabalhando e recebendo salário.

    Em fevereiro, enquanto ainda estava preso, o militar recebeu salário líquido de R$ 8,3 mil, segundo o Portal da Transparência do Estado.

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