Páginas
▼
domingo, 22 de março de 2026
Um incêndio foi registrado no porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, o maior do mundo,
Um incêndio foi registrado no porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, enquanto ele operava no Mar Vermelho, na região do conflito com o Irã. 
O que aconteceu
• O fogo começou na lavanderia principal do navio. 
• Segundo a Marinha dos EUA, não foi causado por ataque ou combate. 
• Dois marinheiros ficaram feridos, mas com lesões leves e estáveis. 
• O incêndio foi controlado rapidamente. 
• O porta-aviões continua operacional e sem danos aos reatores ou propulsão. 
Contexto geopolítico
O USS Gerald R. Ford está destacado no Oriente Médio em operações militares ligadas ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, o que fez circular rumores nas redes sociais de que o navio teria sido atacado — mas não há confirmação de ataque. 
Incêndio força retirada de principal porta-aviões dos EUA envolvido em combate com o Irã
USS Gerald R. Ford segue para Creta após fogo a bordo; recuo reduz presença americana na região, com apenas um navio americano mantido na campanha
Por O Globo e agências internacionais — Washington
USS Gerald R. Ford é o porta-aviões mais letal dos EUA e foi enviado à América do Sul — Foto: Divulgação
O porta-aviões mais avançado da Marinha dos Estados Unidos está se retirando do Mar Vermelho após um incêndio ter começado em sua lavanderia, frustrando os planos de usar a embarcação nuclear de 100 mil toneladas para projetar poder na guerra contra o Irã. Após o incidente, que deixou ao menos dois dos 4 mil tripulantes com ferimentos sem risco de vida, o USS Gerald R. Ford seguirá para a ilha grega de Creta, segundo uma autoridade americana familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg. Os militares dos EUA se recusaram a comentar os detalhes do incêndio, mas o jornal New York Times informou que os marinheiros levaram mais de 30 horas para controlá-lo na semana passada. Mais de 600 tripulantes perderam seus alojamentos.
O episódio mostra como até mesmo os ativos mais avançados da Marinha estão sob pressão à medida que os EUA ampliam seus esforços militares. O Ford, navio de guerra mais caro já construído, passou meses além do período padrão de mobilização no mar. Sua saída da região deixa apenas um porta-aviões americano, o USS Abraham Lincoln, para apoiar a campanha contra o Irã.
Procurada para comentar, a Marinha não respondeu sobre as condições do porta-aviões nem se seus navios de escolta permanecerão no Mar Vermelho. Um funcionário da Defesa, que pediu anonimato, afirmou que o grupo de ataque do Ford continuará operando na região.
Porta-aviões estão entre os ativos mais requisitados das Forças Armadas dos EUA. Eles funcionam como bases aéreas móveis, permitindo lançar ataques e projetar poder aéreo longe do território americano, mas apenas um número limitado está disponível a qualquer momento devido a compromissos globais e ciclos de manutenção.
Eles também contam com apoio militar significativo: o Ford é acompanhado por destróieres com mísseis guiados, e sua ala aérea inclui caças F/A-18E e F/A-18F Super Hornet, aeronaves de alerta antecipado E-2D, além de helicópteros MH-60S e MH-60R Seahawk e aviões C-2A Greyhound.
O navio de guerra participava de operações dos EUA contra a Venezuela quando o presidente americano, Donald Trump, ordenou seu deslocamento para o Oriente Médio antes da campanha contra o Irã. Enquanto uma missão normal dura apenas seis meses, o Ford está no mar desde junho do ano passado.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/P/2/J9BWafRBSmgPdqfAYF6w/image-2026-03-06t082027.102.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/q/p/csey2vRwWPH1Z6q74Dmg/image-2026-03-06t082229.540.png)
12 fotos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/t/o/aQJX49TCim1Fx3Oqz33g/image-2026-03-06t082510.187.png)
Registros divulgados pela empresa de monitoramento Vantor mostram a extensão dos danos em bairros de Teerã após dias de bombardeios, enquanto o número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787.
Missões prolongadas podem desgastar os marinheiros e pressionar suas famílias — algo reconhecido pela Marinha em um comunicado no mês passado que exaltava a resiliência e a prontidão da tripulação do Ford durante sua “implantação estendida”: “Líderes da Marinha reconhecem que longos períodos longe das famílias trazem sacrifícios reais e mensuráveis”, dizia o texto.
Conversar com marinheiros a bordo de porta-aviões é difícil mesmo nas melhores circunstâncias. Durante uma guerra, os navios e as bases militares envolvidas nas operações ficam "às escuras", limitando a capacidade dos militares de se comunicar com o mundo exterior. Os oficiais e marinheiros entrevistados para a reportagem falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a falar publicamente.
Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, a Marinha manteve porta-aviões em missão por nove meses consecutivos, às vezes um pouco mais. Mas, normalmente, as missões não se estendem por mais de seis meses. Segundo especialistas, períodos mais longos são muito prejudiciais tanto para o navio quanto para a tripulação.
— Os navios também se cansam e sofrem danos por longos períodos de serviço — disse o contra-almirante John F. Kirby, oficial naval aposentado que foi secretário de imprensa do Pentágono e porta-voz de segurança nacional no governo de Joe Biden. — Não se pode operar um navio por tanto tempo e com tanta intensidade e esperar que ele e sua tripulação tenham o melhor desempenho possível.
Segundo dois oficiais, o incêndio da semana passada começou na saída de ar de uma secadora nas instalações de lavanderia do navio e se alastrou rapidamente. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou, em comunicado, que o incêndio “não causou danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional”. No entanto, o incidente foi apenas o mais recente de uma série de problemas de manutenção no Ford, que também é o porta-aviões mais novo da Marinha.
Em janeiro, a rádio pública NPR informou que o Ford lidava com um sistema de encanamento defeituoso, que falhou repetidamente enquanto estava no mar. A Marinha reconheceu o problema, mas afirmou que a embarcação já havia registrado “mais de 6 milhões de descargas de vasos sanitários”, acrescentando que, em geral, a culpa era dos próprios marinheiros.
“Na maioria dos casos, os entupimentos são resultado de itens descartados que não deveriam ser introduzidos no sistema”, disse a Marinha em comunicado, citando o comandante do Ford. “Quando os marinheiros seguem os procedimentos adequados, o sistema funciona de forma confiável”.
Um importante período de manutenção e reequipamento que o porta-aviões Ford deveria passar no início deste ano no estaleiro naval de Newport News, na Virgínia, foi adiado, disseram autoridades militares. Um oficial militar afirmou que o Pentágono estava ciente de que o porta-aviões estava atingindo o limite de sua capacidade operacional. Segundo ele, o USS George H.W. Bush está se preparando para ser enviado ao Oriente Médio e provavelmente substituirá o Ford.
(Com Bloomberg e New York Times)
Incêndio força retirada de principal porta-aviões dos EUA envolvido em combate com o Irã
PM e comparsa são presos por tentativa de extorsão no interior da Bahia
Criminosos foram detidos ao tentar extorquir comerciante de 64 anos
Thomaz Coelho, da CNN*
Um capitão da Polícia Militar e seu comparsa foram presos em flagrante, nesta quinta-feira (12), em Santo Estêvão, na Bahia, após tentarem extorquir um comerciante de 64 anos.
A vítima havia sido abordada pelos suspeitos no início de setembro, quando os homens se passaram por policiais civis e cobraram uma suposta dívida de R$ 70 mil.
O comerciante procurou a polícia, que organizou uma operação para prender os criminosos no momento do pagamento.
De acordo com o relato do comerciante, os homens entraram em contato no dia 3 de setembro, exigindo o pagamento da quantia na quinta-feira (12).
Assustado, o idoso procurou a Delegacia Territorial de Santo Estêvão, onde relatou a situação.
Em conjunto com a polícia, ele marcou um encontro com os suspeitos, que seriam detidos durante a transação.
Na operação, o comerciante foi abordado pelos suspeitos em um veículo branco. Quando estava entrando no carro, os policiais civis realizaram a abordagem e prenderam os dois homens.
O capitão da Polícia Militar, lotado em Feira de Santana, foi detido enquanto estava fardado. Ele foi encaminhado para o Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas.
O segundo suspeito, que não era policial, foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e extorsão.
A Polícia Militar da Bahia emitiu um comunicado informando que está acompanhando o caso e que tomará todas as medidas necessárias para garantir a completa apuração dos fatos.
*Sob supervisão de Bruno Laforé
Preso tenente-coronel da PM investigado por acobertar ação de milícia na BA
Flagrante desta segunda-feira foi por posse ilegal de arma sem registro; um sargento da reserva também foi preso apontado como líder do grupo criminoso
Camila Tíssia, da CNN, Salvador
Policiais durante operação que prendeu tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia • DivulgaçãoUm tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia foi preso em flagrante, nesta segunda-feira (8), por posse ilegal de arma de fogo sem registro. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Terra Justa, mas ele já era investigado por suspeita de encobrir ações de uma milícia que atua há mais de 10 anos no interior do estado, invadindo terras de comunidades tradicionais em favor de fazendeiros locais.
A ação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, e cumpriu oito mandados de prisão e busca e apreensão nos municípios de Correntina, Santa Maria da Vitória e Salvador.
Além do caso do oficial, a operação também resultou em duas prisões preventivas — entre elas a de um sargento da reserva da PM apontado como líder da milícia. Outros mandados de busca foram cumpridos e resultaram na apreensão de documentos, eletrônicos, armas e munições, que agora passam por análise.
A arma irregular foi encontrada na residência do tenente-coronel, o que levou à prisão em flagrante. Segundo as apurações do MP-BA, o oficial teria recebido pagamentos mensais de R$ 15 mil entre 2021 e 2024 para favorecer o grupo criminoso.
Ele é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas a prisão desta segunda-feira se deu exclusivamente pela posse ilegal de arma.
Denúncia e bloqueio de bens
Na primeira fase da operação, o sargento e um comparsa já tinham sido presos. Eles foram denunciados pelo MP-BA por integrar uma organização criminosa voltada para a lavagem de dinheiro da milícia. A denúncia foi recebida pela Vara Criminal de Correntina no último dia 5 de agosto, quando também foi determinado o bloqueio de bens de investigados, em valores que podem ultrapassar R$ 8,4 milhões.
As investigações apontam que, entre 2014 e 2024, apenas a conta bancária do sargento da reserva movimentou cerca de R$ 30 milhões — a maior parte com depósitos de empresas ligadas ao setor agropecuário.
Preso tenente-coronel da PM investigado por acobertar ação de milícia na BA | CNN Brasil

