A suspeita se confirma. “Ninjas”, como são chamados grupos de extermínio formados por policiais militares, estão por trás das execuções ocorridas neste terceiro ano seguido de Abril Vermelho, na Baixada Santista. Na tarde de ontem, três policiais militares foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo e encaminhados ao Presídio Romão Gomes, onde se juntam a outros integrantes do Grupo, presos e à espera de julgamentos, em anos anteriores.
Os três policiais foram presos após investigações da Corregedoria da PM sobre os assassinatos ocorridos na região da Zona Noroeste de Santos. Uma testemunha da morte de MC Primo, ocorrida dia 22 de Abril, foi fundamental para que o crime fosse esclarecido. O carro preto e a moto da mesma cor usadas na execução tiveram as placas anotadas e era de propriedade dos “Ninjas”. Na coletiva para a imprensa, na sede da Corregedoria, em São Paulo, a versão apresentada foi a de que os três policiais mataram em nome do tráfico, porém, em nenhum momento apresentaram os nomes dos traficantes e muito menos provas de que os mortos realmente deviam alguma coisa ao tráfico. Desta maneira, a Polícia Militar do Estado de São Paulo tenta desmistificam a existência dos "Ninjas" e tenta proteger a imagem dos demais policiais militares da corporação.
Agora a PM continua a investigação e já informou que outros policiais estão sendo monitorados. Também fariam parte desse Grupo de Extermínio que, pelo menos há três anos, age na Baixada Santista vingando a morte de companheiros de farda. Este ano tudo começou com a morte do PM Rui Gonzaga Siqueira. Depois do assassinato do policial, já foram contabilizados pelo menos oito mortos, seis feridos, além de um toque de recolher que obrigou escolas e estabelecimentos comerciais da Zona Noroeste a fecharem as portas mais cedo. Além disso, dois ônibus foram incendiados e totalmente destruídos por desconhecidos. Um terceiro foi queimado parcialmente porque seu motorista conseguiu controlar as chamas. Os crimes aconteceram em Santos, São Vicente e Guarujá.
De acordo com a Corregedoria da PM, foram presos em Santos um cabo e dois soldados, ambos do 6º Batalhão do Interior (Santos). Mesmo Batalhão dos PMs mortos, nos meses de Abril dos últimos três anos. A cada morte de PM no mês de Abril, mais execuções aconteciam por parte desse Grupo de Extermínio da PM, identificado ano passado como “Ninjas”, porque agem usando capuz preto para esconder o
rosto, carros ou motos pretas e desaparecem rapidamente dos locais das execuções, sem serem vistos. A Polícia investiga, só agora, se realmente eles desapreciam sem serem vistos ou tinham a cobertura de outros companheiros de fardas que atuavam nos dias e horários em que foram cometidas as execuções. Quando falei sobre a morte de MC Careca relembro aqui a dúvida de como alguém poderia fazer o que fez, como fez e ainda conseguir fugir: “E o que deveria ser impossível acontece. Alguém corre atrás de uma vítima com uma espingarda calibre 12 nas mãos, em plena cinco e meia da tarde, executa o alvo e consegue fugir sem que a Polícia consiga prender os executores”. Talvez esteja aí a resposta dada pela Corregedoria da PM.
Os três policiais tiveram a prisão preventiva decretada e permanecem no Presídio, enquanto seguem estas investigações para tentar fazer uma ligação entre todos os crimes de execução ocorridos em mais esta edição sangrenta do “Abril Vermelho”.
Já alertei também sobre o aniversário dos ataques da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios e que está para completar aniversário. Até o dia das mães população e Polícia devem estar em alerta máximo para evitar serem vítimas e a Polícia para evitar que mais execuções aconteçam na Baixada Santista.
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A primeira matéria divulgada sobre o assunto aqui no Blog do Marroquino foi dia 15/04:
De acordo com a Corregedoria da PM, foram presos em Santos um cabo e dois soldados, ambos do 6º Batalhão do Interior (Santos). Mesmo Batalhão dos PMs mortos, nos meses de Abril dos últimos três anos. A cada morte de PM no mês de Abril, mais execuções aconteciam por parte desse Grupo de Extermínio da PM, identificado ano passado como “Ninjas”, porque agem usando capuz preto para esconder o
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